Pular para o conteúdo principal

A “costela de Adão” X a corrupção: quem quer perder a sua?


Por Gilvaldo Quinzeiro


Abaixe o “porrete”, amigo, mas a corrupção é uma espécie de “costela de Adão” da política brasileira. Portanto, eu desafio quem queira ficar sem a sua!

Há sim, um contexto, que faz lembrar os “atiradores de pedras” em Madalena! Isto é, todos “cuspindo no mesmo prato que comeu”!

A discutível sentença a Lula anunciada pelo juiz Sergio Moro, por exemplo, no momento em que atenções do Brasil estavam voltadas para a Comissão de Justiça da Câmara, que analisava a admissibilidade da denuncia contra o Presidente Temer, foi de certo modo, desviar os olhos do gato da frigideira para uma velha vassoura em um canto da cozinha!

Ou seja, nestas alturas, o peixe já saltou da frigideira há muito tempo!

O que aconteceu? A Comissão de Justiça da Câmara não aceitou a admissibilidade da denuncia!

E, com isso quem continuará sendo frito? - o povo brasileiro!
Como eu tenho dito, vivemos uma seca de homens. Por outro lado, temos uma enxurrada de calambanjos, muito destes, usando falsamente o nome de Deus!

Há pouco tempo, o mesmo grupo que hoje tenta blindar a qualquer custo o Presidente Temer, era o mesmo que preparava uma "fogueira”, para, nela lançar a então Presidente Dilma – como de fato foi feito! Tudo isso realizado com muito ódio, e pasme! usando   o nome de Deus!

Ora, que diabo mudou de lá para cá? Deus ou os homens?

Como eu também tenho dito: a verdade, pelo menos a verdade, que humanamente nos agarramos, é contextual, e só é verdade a quem tem o poder e o interesse de impô-la como “verdade”.

Por fim, abram os olhos, não só para os gatos, mas para todos os ratos ou para os lobos, que se vestem disfarçando-se de cordeiros!



Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A roda grande passando pela pequena

Gilvaldo Quinzeiro


No imaginário caboclo, desde a fundação de Canudos no sertão da Bahia (1893-1897), onde a seca e a fome fizeram da “fé” a enxada que escavava a solidariedade de um povo sem chão, o mito “da roda grande passando por dentro da pequena” foi sem dúvida nenhuma uma das mais engenhosas invenções da saga de Canudos.

A idéia de que uma “ roda grande passará por dentro de uma pequena,” é simplesmente assustadora e instigadora de uma reflexão. Seria esta passagem correspondente ao fim do mundo? Que roda grande é essa? Quem viverá para presenciar tal profecia?

O fato é que ainda hoje este mito sobrevive no imaginário nordestino, sobretudo no meio rural provocando apreensão e “matuteza”. Canudos ainda resistem?

Pois bem, às vésperas das eleições, o cenário montado, onde cabos eleitorais empunhando bandeiras e distribuindo “santinhos” dos candidatos, chamando atenção do povo - é de uma natureza tal que inspiraria um cordelista a escrever versos numa visão apocalíptica adver…

A FILOSOFIA CABOCLA, RISCAR O CHÃO.

Gilvaldo Quinzeiro

O caboclo quando risca o chão está pensando. Aliás, no caboclês ou no nheengatu se diz matutar. Riscar, pois, o chão com a ponta dos dedos, significa manipular com as mãos o abstrato, ou seja, pensar usando a “cabeça dos dedos”, termo bem apropriado para a filosofia cabocla. Diga-se de passagem, que a “filosofia cabocla” é única que tem explicação para tudo, do contrário o que seria o viver destes homens? “Quem não pode com a” rudia não pega no bote” - diz assertiva cabocla.
Besta é quem pensa que matuto não vive de matutar! Aliás, nas condições enfrentadas pelo caboclo, o pensamento que não corresponde à praticidade, é o mesmo que riscar o chão com o dedo para depois ter o risco apagado pelo vento, o que levou em seguida o caboclo a fazer uso de um graveto para, não obstante as intempéries continuar o seu pensar, isto é, riscando o chão.
Riscar o chão com o graveto em substituição aos dedos, não só significou apenas deixar marcas humanas mais pr…

Metáfora da natureza

A natureza....

quando ouvida no mais profundo do nosso silêncio...

nos dá ouvido

nos enraizando os sentidos... que dialoga quando se dá atenção....

nos fazendo ver além... o belo...