A redução da maioridade penal. Que pena?




Por Gilvaldo Quinzeiro

 

Uma pena! A sociedade brasileira,  da mesma maneira que não conseguiu vencer   a guerra contra um   simples mosquito, o  da dengue, também não foi capaz de evitar que muitos meninos e meninas se tornassem ‘bandidos!

 A redução da maioridade penal de 18 para 16 anos, como uma solução para diminuir os índices de violência,  é a prova de que,  a família, a  escola,   o estado, a sociedade enfim,  não foram capazes de cumprir preceitos básicos, como o de assegurar as crianças condições mínimas de vida! Em outras palavras, todos nós fracassamos. Todos nós somos chamados a assumir a nossa parcela de culpa!

A redução da maioridade penal, caso venha ser aprovada, atende o clamor das ruas – a histeria coletiva, digamos assim,  mas não responde onde erramos e muito menos o que  devemos fazer  para que  daqui a algum tempo – não estejamos reduzindo a maioridade penal dos 16 para os 10 anos!

Já pensou o apelo  das ruas reivindicando, ao  invés de creches,   prisões para as crianças?

Pois bem, esta discussão é complexa. Por isso mesmo, eu desconfio de quaisquer respostas apressadas. Especialmente no atual contexto em que, uma onda conservadora tenta se aproveitar da situação!

 A sociedade brasileira, portanto,  precisa olhar para o próprio umbigo. Não seria mais sensato fortalecer as escolas? Ou repensar uma nova prática pedagógica? Não seria mais filosófico repensar a próprio processo civilizatório?

Enfim, que pena!
Pena de todos  nós que não aprendemos com os povos indígenas! Pena de nós pela maior de todas as penas: fracassamos!

 

 

 

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