A guerra do Oriente Médio e sua ontologia estruturante
Por Gilvaldo Quinzeiro A guerra e a nossa falta estruturante. O que isso significa dizer? É que jamais devemos encontrar aquilo que nos preencha a falta, pois, sem ela não existiria o homem. Uma guerra pode ser um recurso fantasistico para o sujeito preencher a sua falta, por exemplo, a necessidade de ser reconhecido como o todo poderoso! Mas para se fazer uma guerra, o sujeito precisa sair do campo da fantasia, para o campo da realidade. É, pois, aqui na realidade que todo o material fantasistico se dissipa, mas não sem as consequências desastrosas provocadas por uma guerra – isso é real! O ataque dos Estados Unidos/Israel ao Irã, leia-se a Pérsia, ocorrido no último sábado, 28, onde foi bombardeada logo de cara, uma escola na qual mais de 100 meninas foram mortas. Fato este vergonhosamente ocultado pela grande mídia, e por aqueles que se julgam ser os guardiões do bem – é o registro trágico de como o imaginário coletivo pode armazenar por milhares de anos, não obstante as...