A ditadura do algoritmo e o derretimento da espiritualidade? Crise de fé ou de moeda?
Por Gilvaldo Quinzeiro O que significa hoje o imperativo "Dai a César o que é de César", se a sociedade inteira capitulou e se rendeu ao próprio mercado como divindade absoluta? O que passa a ser a soberania diante do avanço avassalador dos interesses transnacionais? E, afinal, o que é ser patriota quando pertencer a uma pátria se tornou um mero obstáculo nas discussões e nos interesses privados de uma família? Pois bem, assim como no passado a fé se transformou na moeda que se transmutou em espada nas mãos de conquistadores sanguinários como Hernán Cortés e Francisco Pizarro, hoje, em tempos de criptomoedas, bancos digitais e a farra desenfreada das apostas virtuais, a fé virou a farinha algorítmica. Coaches apontam em suas falas em tonalidades artificiais, os atalhos para se chegar mais rápidos aos céus –é o tempo de preces fáceis e apressadas; de gente de joelhos apenas enquanto se posta para uma foto. E nestas condições, erguem-se templos prósperos de ...