Que nos venha o luto, mas não a melancolia!
Por Gilvaldo Quinzeiro A derrota da Seleção Brasileira por 2 a 1 para a Noruega, no último domingo, não pode ser vista apenas como um acidente tático. Ela é, sobretudo, o sintoma psíquico-social de algo maior e mais complexo. Afinal, jogamos ou não com os pés atados pelo peso da pressão externa? Refiro-me ao asco oriundo da nossa polarização eleitoral, que transformou o campo em palanque, de sorte que a vitória ou a derrota seriam instrumentalizadas por diferentes bandeiras políticas. Aliás, diga-se de passagem, o circo já estava montado, com palhaços e malabaristas prontos para celebrar qualquer resultado — inclusive o do não pertencimento à pátria. Diante disso, cabe a provocação: terá sido melhor a derrota? Ganhar o tão sonhado hexacampeonato em uma competição esportiva que ficou conhecida como a “Copa da Vergonha” significaria tudo, exceto ter participado de uma Copa do Mundo genuína. Especialmente quando o resultado simbólico e a soberania do jogo parecem subordinados a orde...