Minha Nossa Senhora, que eleição!
Por Gilvaldo Quinzeiro Salve Rainha! Essa história de mudar a padroeira do Brasil não vem de hoje nem está atrelada unicamente ao calendário eleitoral: trata-se de algo muito mais profundo, antigo e visceral. É um desejo reprimido de certos segmentos que, vira e mexe, transborda para a arena pública. Basta resgatar os vídeos e registros em que líderes religiosos quebram imagens sacras católicas — isso sem falar nos violentos e reiterados ataques aos terreiros e templos de matriz africana. Testemunhamos esse fenômeno de perto em Caxias há pouco tempo. O tema ganhou as ruas não apenas em forma de burburinho, mas materializado em uma espécie de “marcha”. Refiro-me à proposta capitaneada por Fábio Gentil, então prefeito da cidade, de erguer um monumento com uma imagem católica no Morro do Alecrim. O projeto só esfriou quando o pragmatismo político falou mais alto e a classe dirigente calculou o peso do eleitorado em disputa na balança eleitoral. Pois bem. Ao contrário do que a miopia ...