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Mostrando postagens de 2026

Pergunta feita a IA: E se Sócrates e Jesus estivessem juntos no ano de 2026?

Por Gilvaldo Quinzeiro     Onde? Provavelmente em Jerusalém, o vibrante centro religioso da Judeia no século I d.C., ou quem sabe em Atenas, a capital intelectual da época. Imagine os dois em uma praça pública (Ágora), em um pátio de templo ou em um banquete na casa de algum intelectual local.  O Ambiente: Seria um encontro marcado por tensão, curiosidade e, acima de tudo, um profundo debate filosófico e teológico. Seus métodos de ensino — o diálogo socrático e as parábolas e sermões de Jesus — colidiriam, criando faíscas intelectuais e espirituais.  A presença de Sócrates hoje seria um mistério para os algoritmos. Ele provavelmente seria aquele perfil que não posta fotos, mas comenta em todos os posts populares com perguntas desconfortáveis. O "parto" socrático hoje, terminaria não com uma lição, mas com um "bug" proposital no pensamento do ouvinte: "Você diz que quer ser livre, mas se o Wi-Fi cai, quem é você? Se o seu 'feed' é um espelho, você está o...

As 6 pontas das estrelas da guerra: todas apontam para a dissonância cognitiva

  Por Gilvaldo Quinzeiro 1 – O cenário: quanto pior melhor?   Passados 22 dias da guerra.  O mundo vê a última “lamparina” a queimar o que ainda lhe restou de querosene; as companhias aéreas aumentarem os preços das passagens ou cancelarem seus voos; a fila se formarem nos postos de gasolinas; o último nó do tecido civilizatório sendo desfeito; os turistas fugindo com folga das bombas. Aqui (no Brasil) a guerra também expõe a verdadeira face dos “patriotas”: sabotam a economia e o governo federal ao se aproveitar dos efeitos da guerra, mesmo a milhares de quilômetros do seu epicentro,  para, lucrar com o aumento  abusivo  dos preços dos combustíveis, além daqueles que de  joelho escancaram suas orações   com pedido pela intervenção Norte-Americana no Brasil. Uma greve dos caminhoneiros está sendo ensaiado para instalar o caos em ano eleitoral! 2 – Derrota estratégica: Donald Trump – todos analistas são unânimes em dizer – subestimou a ca...

Como marcham os cavalos com destino a Terceira Guerra Mundial? Uma reflexão psicanalítica sobre os desenhos e arquitetura sintomáticas do nosso tempo.

Por Gilvaldo Quinzeiro Sim, estamos marchando a passos largos rumo ao pior cenário. Nisso não há dúvida. Porém, a questão é o espanto da constatação de que todos nós somos as pedras e os tijolos desta trágica arquitetura. Para explicar isso vamos recorrer a duas metáforas. Primeiro. Há uma fábula, que conta a história da onça e o macaco construindo sem que ambos soubessem, a mesma casa. Quando um chegava no canteiro de obra, uma tarefa da casa já estava feita, no que este resmungava, “deus está me ajudando”. E assim ocorreu até a casa ficar pronta, para, enfim, na hora da dormida, um se encontrar com o outro: um espanto e a constatação de que velhos inimigos criaram uma arapuca para  ambos. Quem come quem? Segundo. Para domesticar mais o assunto, isto é, fazendo um esforço para compreender a possível arquitetura da Terceira Guerra Mundial, já em curso (?), vamos recorrer a metáfora de três cavalos, em que no primeiro momento, isso é uma análise de cunho psicanalítico, os dois caval...

Não devemos chorar pelo Irã? Eis a encruzilhada que vai nos provar se nos transformamos ou não em monstros

Por Gilvaldo Quinzeiro Podemos até “não chorar pelo Irã”, tal como sugere o título de um editorial do O Estado de São Paulo, na data do dia 28 de fevereiro, no início dos bombardeios dos Estados Unidos ao país persa, o que já revelaria por si só o quanto nós nos transformamos numa sofisticada fábrica para demonização dos outros, os outros que também somos. Contudo, se ainda nos resta alguma coisa em nós que nos lembre que ainda pertencemos à humanidade – deveríamos estar chorando  por todos nós! Este referido editorial me chocou muito! Não por pertencer a linha editorial de um dos principais jornais do Brasil, o mesmo que em outros tempos muito parecido com os de hoje, fez também um outro editorial enaltecendo a Hitler, mas por saber que grande parte dos brasileiros pensam assim. E pasme, os mesmos que por sua formação teológica e outras que tais, jamais deveriam assumir este tipo de pensamento? Pois bem, a guerra entre Estados Unidos/Israel vs Irã, completa hoje 9 dias. E se olhar...

A guerra do Oriente Médio e sua ontologia estruturante

Por Gilvaldo Quinzeiro A guerra e a nossa falta estruturante. O que isso significa dizer? É que jamais devemos encontrar aquilo que nos preencha a falta, pois, sem ela não existiria o homem. Uma guerra pode ser um recurso fantasistico para o sujeito preencher a sua falta, por exemplo, a necessidade de ser reconhecido como o todo poderoso! Mas para se fazer uma guerra, o sujeito precisa sair do campo da fantasia, para o campo da realidade. É, pois, aqui na realidade que todo o material fantasistico se dissipa, mas não sem as consequências desastrosas provocadas por uma guerra – isso é real! O ataque dos Estados Unidos/Israel ao Irã, leia-se a Pérsia, ocorrido no último sábado, 28, onde foi bombardeada logo de cara, uma escola na qual mais de    100 meninas foram mortas. Fato este vergonhosamente ocultado pela grande mídia, e por aqueles que se julgam ser os guardiões do bem – é o registro trágico de como o imaginário coletivo pode armazenar por milhares de anos, não obstante as...

Sobre a polêmica do carnaval de 2026 e a ressaca dos arrependidos?

Por Gilvaldo Quinzeiro  Eu não queria entrar e nem entrarei na polêmica carnavalesca criada pela homenagem da Escola de Samba Acadêmicos de Niterói, que homenageou o Presidente Lula, com o enredo “Do Alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil", no desfile na Sapucaí,  até porque ainda é carnaval… Até porque o  samba no pé mexe com tudo para além das avenidas ...porém, a despeito da minha ressaca, ei-la: Primeiro. Embora as religiões e as elites  se apropriem da arte para tecer o seu imaginário, porém, a Arte não é o amém das religiões, e muito menos das elites dominantes - ainda bem! Segundo. A arte carnavalesca sempre foi, e espero que ainda  seja,  provocadora de reflexões! Assim como o bobo da corte tinha a autorização de, quando em performance, debochar do próprio rei, o carnavalesco é livre para inventar o seu enredo falando bem ou mal até de gravetos! Terceiro. No carnaval se pode dizer “ mamãe eu quero mamar”, a despeito do entendi...

O caso Itumbiara: quando Tânatos se envergonha de Eros?

Por Gilvaldo Quinzeiro O caso de Itumbiara, no qual, o marido depois da constatação da traição da sua esposa, e como resposta, matou os dois filhos e em seguida veio matar a si também,  é, para começo de conversa, uma tragédia nossa! Não é, pois, uma tragédia restrita ao âmbito da família enlutada. Ela pertence a todos nós, e cabe a nós refletirmos e aprendermos sobre ela! Pois bem, é tendência humana evitar a tensão, a fruição, a vergonha, o sofrimento, a dor, isto é, o desprazer.  A evitarmos isso, no entanto, estamos retornando ao útero da pedra, mãe de toda a humanidade, quando a humanidade sequer pensava ser batizada por este estranho nome! Porém, não há como fazer isso sem que não se esteja flertando direto e perigosamente com a morte.  Viver, é, portanto, estar exposto a todo tipo de ridículos vexames, até aqueles ridículos vexames em nome do mais puro amor; porém, nestes ridículos vexames, está o melhor, que a vida em seu longo e sofrido processo evolutivo pode no...

O caso Epstein: quando a águia esquece que sua comida se rasteja no chão ou uma sofisticada atualização do conto de Chapeuzinho Vermelho e das posições arquetípicas?

Por Gilvaldo Quinzeiro  Mesmo morando nas nuvens, e  os que moram em Palm Beach, Flórida,    se sentem assim, isto é, no céu, contudo, todo ser humano traz consigo a única  posse da mais velha das posições humanas, sem qual,  em nada teríamos empreendido , desde quando  o homem é homem, do nômades ao astronauta;  de um miserável morador de rua a um bilionário, a saber, a “posição de cagar”. Epstein tentou convencer a si mesmo , bem como a magnatas , a   príncipes e a  políticos de várias partes do mundo que eram diferentes. É claro que podemos até imaginar que pudessem limpar a bunda com dinheiro, ao invés de com  papel higiênico. E até aí tudo bem! Freudianamente falando, e talvez essa seja a razão pela qual muitos odiarem Freud ou a psicanálise, somos, ao menos nisso, todos iguais! Ou seja, se andamos ou voamos, mas não passamos de merdas, embora estas, quando crianças, são o que temos de melhor para oferecer de presentes! Or...

O carnaval como tradição é terapia. Mas como uma outra coisa: é heresia

Por Gilvaldo Quinzeiro O carnaval sem a sua liturgia, qual seja, o rei momo, as tradicionais marchinhas, as fantasias, e sobretudo, a alegria e a irreverência do povo, não é carnaval. É uma outra e perigosa coisa, sem a proteção da tradição.  Uma outra e perigosa coisa, que, sem o manto da fantasia tradicional, é simplesmente carne em exposição no açougue!  O que se vê hoje, por exemplo, naquilo que apenas leva o nome de carnaval, são gastos milionários para se   armar palco para apresentações de bandas e atrações também milionárias, porém, que nada têm a ver com a festa momesca. Uma heresia, digamos assim! Uma tradição, por ser tradição, vai além do modismo; de mal gosto inclusive, como contratar paredões, com música cujas letras arrancam-nos o tampo de tão grossa que são, mas passam longe da poesia e estética carnavalesca – o que é uma monstruosidade! Como se não bastasse, ainda aparece o prefeito fazendo gracinhas, que é tudo, menos uma caricatura típica do carnav...

O Nordeste: o santo graal ou a heresia na visão apocalíptica da extrema direita?

Por Gilvaldo Quinzeiro Quando o Deputado Federal Nikolas Ferreira (PL-MG), gritou sob chuva e raios, em Brasília, que “o Nordeste precisa ser libertado”, isso me soou como um sinal de alerta! Que diabo significa isso? O que querem?  Por que? Por quem? Não é de agora que a elite do Sul vem fazendo uma propaganda ostensiva e ofensiva ao Nordeste e ao povo nordestino, diga-se. Até mesmo pregações dentro de templos religiosos são feitas por pastores incentivando aos seus seguidores a boicotarem o turismo no Nordeste. O pastor Silas Malafaia, ele que se considera o Papa dos evangélicos, esteve na última semana em solo nordestino – pra quê? – Para   num evento gospel, em Pernambuco, sugerir que sem seus gritos, penso, não há salvação? Pois bem, berrar aqui, pastor Silas Malafaia, num evento gospel, jogar os alunos contra os professores; criar uma espécie de cruzada contra os educadores, isso é, sem dúvida alguma , entre outras coisas, uma eloquente demonstração de que  ...

A marcha de Nikolas Ferreira, Édipo e seus pés feridos: qual a lição dos raios sobre as cabeças?

Por Gilvaldo Quinzeiro Se Édipo são os nossos pés feridos, e os nossos pés feridos nos impõem limites e respeito aos sinais das estradas, bem aos dos nossos próprios pés,  isso desde à Grécia Antiga onde se fazia entender em  um letreiro  conheça-te a ti mesmo;   uma perigosa  marcha, constituída na sua maioria por quem nunca tocaram os pés no chão, devido os seus berços de ouro – não temos nada contra isso, e sim a ver com a conta -, marcha esta,  que saiu de Minas Gerais,  rumo à Brasília, liderado pelo aloprado  Deputado Federal Nikolas Ferreira(PL-MG),  se soubesse este da existência da Esfinge, e de que esta devora os incautos e os incultos face a face às suas perguntas sem respostas. Uma pergunta, digo, em tempo em que os excessos, mesmo de luz sempre é cegueira, pode abrir os caminhos, além de evitar os atos extremos dos que acreditam ter todas as respostas! Acreditar que já se anda pelas nuvens, não é só contrariar as leis da fís...

Ao menos na metafísica este mundo não acabou. No mais, já se foi...Enquanto nós, seus eloquêntes fantasmas!

Por Gilvaldo Quinzeiro   Se quisermos compreender a gravidade do mundo atual, seja, no que diz respeito às guerras comerciais, seja na intenção do Donald Trump em anexar a Groenlândia; seja, no sequestro do presidente Venezuelano, bem como na nova e desesperada corrida armamentista por parte de todos os países, bem como no seu desdobramento -, é precioso, então, que partamos de uma constatação inequívoca: o mundo acabou! Ou seja, como eu já venho alertando há algum tempo, os nós civilizatórios não só estão todos puídos (os acordos, as normas, a diplomacia e as instituições, como a ONU, a OMC), como foram todos desatados pela interferência abrupta do próprio tempo. O dito aqui se não for do campo da física, é da metafísica – qual o problema?! Mundos como o dos sumérios, gregos, egípcios e romanos acabaram! Todos estes povos, uns mais do que outros, como os egípcios, pautaram ou fincaram suas obras pensando na eternidade – o que nós temos de melhor e mais sofisticados do que estes, u...

O caso das 3 crianças desaparecidas em Bacabal: uma hipótese sobre que não estamos mais vivendo a realidade. Um estudo de caso na visão da Meta-Noogênese

Por Gilvaldo Quinzeiro O caso das 3 crianças desaparecidas em Bacabal, no interior do Maranhão, na comunidade quilombola de São Sebastião dos Pretos, que entra hoje no 14º dia de buscas. Das três, apenas uma foi encontrada até agora, trata-se de Kauan, de 8 anos; duas permanecem desaparecidas, Allan Michel, de 4 anos e Ágata Isabele, de 5 anos, talvez nos revele mais do que simples um caso de uma operação policial de buscas, como tantas outras.  O caso, que ganhou repercussão midiática, como não poderia ser diferente, nos obriga a olhar para o mesmo sob diferentes visões, incluindo uma nova abordagem epistemologicamente, digamos assim, da qual eu me sinto se não o pai, mas seu parteiro, a saber, a Meta-Noogênese, isto é um estudo para além da origem da mente, numa época de imersão nas redes sociais e de “cérebros hackeados”. Neste sentido proponho a seguinte linha de raciocínio, em caráter especulativo, digo. Primeiro, nós não estamos com os pés fincados na mesma realidade; a reali...