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O ABC das galinhas!


Por Gilvaldo Quinzeiro


Em tempo de crise, e o início de um Novo Ano, é sempre bom acordar cedo, como fazem as galinhas. É claro que para as raposas, a festa é pegar as galinhas distante do poleiro. Daí o quão é importante saber a diferença entre acordar cedo para a vida e amanhecer dormindo com a corda no pescoço!

Pois bem, entre um cão e uma raposa, a “diferença” é a mais repetida lição por todo o galinheiro. Ao galo não basta manter os olhos nas galinhas, é como fritar o peixe na frigideira, e se esquecer de olhar para o gato, isto é, o ‘bicho’ é um instante que se fechar os olhos para qualquer cisco.

A crise, meu irmão, é como ‘venta’ – tá na cara! - o problema também!

Estocar cofo velho, cumbuca ou coité, não é coisa da raposa, ainda que esperta, mas de quem se preocupa com o milho das galinhas!

Os tempos mudam sim senhor, mas a galinha, de vez em quando, faz um esforço de movimentar as asas – um dia quem sabe, é a raposa que poderá vir voando! ...

A crise, meu irmão, é como “o fim do mundo” -  ele só não chega para os prevenidos do dia a dia. Noé levou anos construindo seu barco, quando a diferença entre chuva e chuvisco era quase nada. Um belo dia, como todos os dias são belos, oops!!! O dilúvio!!

De todas as diferenças, onde quase os olhos humanos não alcançam, a mais curta, como as pernas da mentira, é entre a “loucura e a normalidade”. É aqui onde se passa o diacho da conversa entre o milho e as galinhas. Tudo acontece num piscar de olho. O milho cantando as galinhas, e o galo cocoricando o milho!

O “bicho” da crise é isso! Ou seja, é o seu desdobramento!

A pior das crises é aquela em que o caboclo, com fome, esqueceu o milho das galinhas. 
Esta é crise que não só atinge o galinheiro, como também diretamente as raposas!

A santa sensatez recomenda guardar o milho na cumbuca lá onde a mão do macaco velho não alcança, e nunca dizer “xô galinha”! quando se quer pegá-la!

Quanto ao cuidado com as raposas, este tem que ser permanente, assim como, com o milho das galinhas!


Muitos “janeiros para todos”!  

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