Ao menos na metafísica este mundo não acabou. No mais, já se foi...Enquanto nós, seus eloquêntes fantasmas!
Por Gilvaldo Quinzeiro
Se quisermos compreender a gravidade do mundo atual, seja, no que diz respeito às guerras comerciais, seja na intenção do Donald Trump em anexar a Groenlândia; seja, no sequestro do presidente Venezuelano, bem como na nova e desesperada corrida armamentista por parte de todos os países, bem como no seu desdobramento -, é precioso, então, que partamos de uma constatação inequívoca: o mundo acabou! Ou seja, como eu já venho alertando há algum tempo, os nós civilizatórios não só estão todos puídos (os acordos, as normas, a diplomacia e as instituições, como a ONU, a OMC), como foram todos desatados pela interferência abrupta do próprio tempo. O dito aqui se não for do campo da física, é da metafísica – qual o problema?!
Mundos como o dos sumérios, gregos, egípcios e romanos acabaram! Todos estes povos, uns mais do que outros, como os egípcios, pautaram ou fincaram suas obras pensando na eternidade – o que nós temos de melhor e mais sofisticados do que estes, uma vez que apostamos na velocidade das coisas; coisas estas que não nos esperam para contemplá-las nem com um demorado piscar de olhos!.. Fui, meus manos!
Em outras palavras, já não estamos no mesmo mundo, e, ainda não há outro que não venha surgir senão do mais longo e sofrido trabalho de parto, ora em curso. Sim, o mundo está grávido de outro mundo, mas até este parir, seremos nós suas dores e contrações, além de, é claro, seus parteiros!
E agora digo algo que é completamente metafísico, para desgosto de muitos, qual seja, acessar o mundo, o mundo que já se foi ou se acabou, só através do campo mórfico – lá ou aqui, todas as coisas vão aparecer intactas, a menos para os kardecistas ou outros que tais!
Einstein, também, estaria certo mais uma vez, sempre ele, na sua revolucionária visão do espaço-tempo. É que a rigor não existe passado, então, em assim sendo, não se assuste com a “invasão” não só dos “bárbaros”, como a de Napoleão Bonaparte na versão mais assustadora. Porém, o pior não é isso, pois, na época de Bonaparte – o mundo era regido pelas luzes – hoje pelo que o mundo é regido?
Na gelada Davos, onde ocorre o fórum econômico mundial, não se pode esperar nada que não seja frio ou a palidez dos líderes europeus, embora alguns de óculos escuros, diante do rosto rosado ou alaranjado de Donald Trump.
Amém?
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