O caso das 3 crianças desaparecidas em Bacabal: uma hipótese sobre que não estamos mais vivendo a realidade. Um estudo de caso na visão da Meta-Noogênese



Por Gilvaldo Quinzeiro


O caso das 3 crianças desaparecidas em Bacabal, no interior do Maranhão, na comunidade quilombola de São Sebastião dos Pretos, que entra hoje no 14º dia de buscas. Das três, apenas uma foi encontrada até agora, trata-se de Kauan, de 8 anos; duas permanecem desaparecidas, Allan Michel, de 4 anos e Ágata Isabele, de 5 anos, talvez nos revele mais do que simples um caso de uma operação policial de buscas, como tantas outras.  O caso, que ganhou repercussão midiática, como não poderia ser diferente, nos obriga a olhar para o mesmo sob diferentes visões, incluindo uma nova abordagem epistemologicamente, digamos assim, da qual eu me sinto se não o pai, mas seu parteiro, a saber, a Meta-Noogênese, isto é um estudo para além da origem da mente, numa época de imersão nas redes sociais e de “cérebros hackeados”. Neste sentido proponho a seguinte linha de raciocínio, em caráter especulativo, digo.


Primeiro, nós não estamos com os pés fincados na mesma realidade; a realidade na qual, o fogo, a floresta e a água prevalecem como limites da nossa condição física /fantasística. Ou seja, estamos num mundo não só de águas turbulentas, e olhe lá, se são águas, como também   que perdemos as referências das suas margens.


Segundo, é possível que as crianças por estarem imersas em outra realidade, a do mando virtual, a do mundo do celular, não foram capazes de reconhecer os limites do fundo das suas casas, por estarem imersos numa floresta sim, mas virtual, e, ao adentrarem a mata (real), penso, como se continuassem numa realidade conhecida se perderam – se perderam numa realidade, que jamais deveria ser desconhecida para o bem da sua própria sobrevivência. O leitor pode até estar me xingando, porra, mas eram crianças entre 4, 5 e 8 anos! Sim, de fato. Porém, qual “o pipo, chupeta, ou “consolador” que os pais de hoje dão aos seus filhos assim que estes saem do berço? A resposta: celular! É claro que o dito aqui não exclui as outras teses ou linhas de investigação. Quero, contudo, apenas chamar atenção para a complexidade do mundo em que vivemos!


Terceiro, dos pais ou dos responsáveis por estas crianças, vêm a realidade que mais choca: onde estavam, senão imersos num mundo virtual, quando deveriam estar atentos a qualquer ausência dessas crianças (?).  Que realidade poderia lhes ser mais sensível do que aquela provocada pelo riso ou pelo  choro dos filhos?


Quarto. Se os pais, e por conseguinte as crianças, estavam imersos em outra realidade, eu suponho que sim, seja esta qual for; a mata, as águas, as cobras, as sucuris, os peixes elétricos, e as pessoas maldosas, estavam todos à espreita em seu devido lugar à espera dos incautos.


Quinto. São mais de 600 pessoas na equipe de buscas, a grande maioria encontra-se completamente perdida olhando de frente para   os seus aparelhos de celulares, a construírem narrativas por mais mirabolantes que sejam, mas sem nenhum vínculo com   os odores e com as pegadas do mundo real, a convencerem outros tantos em suas confortáveis casas de que estão certas.


Sexto. Como se não bastassem, há uma batalha não entre a espiritualidade, mas certamente entre aqueles que acreditam deter o seu controle. Ou seja, as buscas pelas crianças ganham outro status, não sem risco de que ocorra outros desdobramentos, de sorte que, a realidade que jamais deveria ser desconhecida, agora se ver habitada por fantasmas projetados dos porões do inconsciente coletivo – também desconhecido!  


Sétimo.  Todo o aparato tecnológico e homens treinados neste tipo de operação, e é claro que todos estão fazendo o melhor nestas buscas, não há dúvidas disso, contudo, sem o vínculo com as coisas do mundo real, este aparato tecnológico se torna meros brinquedos nas mãos de crianças/adultas(?).

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