Grãos

Gilvaldo Quinzeiro




O parto de uma palavra, numa noite escura de dor, quando o silêncio se torna um grito, é como arrancar a enxadadas a última semente lançada na cova para alimentar os últimos pássaros que, famintos não conseguiram alçar voo!...


Eu vou, mas, os pássaros alimentados cantarão!...

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