A marcha de Nikolas Ferreira, Édipo e seus pés feridos: qual a lição dos raios sobre as cabeças?



Por Gilvaldo Quinzeiro


Se Édipo são os nossos pés feridos, e os nossos pés feridos nos impõem limites e respeito aos sinais das estradas, bem aos dos nossos próprios pés,  isso desde à Grécia Antiga onde se fazia entender em  um letreiro  conheça-te a ti mesmo;   uma perigosa  marcha, constituída na sua maioria por quem nunca tocaram os pés no chão, devido os seus berços de ouro – não temos nada contra isso, e sim a ver com a conta -, marcha esta,  que saiu de Minas Gerais,  rumo à Brasília, liderado pelo aloprado  Deputado Federal Nikolas Ferreira(PL-MG),  se soubesse este da existência da Esfinge, e de que esta devora os incautos e os incultos face a face às suas perguntas sem respostas.


Uma pergunta, digo, em tempo em que os excessos, mesmo de luz sempre é cegueira, pode abrir os caminhos, além de evitar os atos extremos dos que acreditam ter todas as respostas!


Acreditar que já se anda pelas nuvens, não é só contrariar as leis da física, aposto que da metafísica também! O pau da bandeira, mesma daquelas que podem ser substituídas rapidamente pelo sopro dos ventos da disputa geopolítica, estes, os da marcha de Nikola Ferreira (PL-MG)já provaram que a sua Bandeira, é mesma dos Estados Unidos -, em dia de tempestade pode se transformar na haste que se elevada, atrairá os raios, e, como os raios, estes sim, parecem ter os seus escolhidos na ponta dos dedos; no incauto dedo que lhe aponta pra cima em momento de tempestade...


Pois bem, num dia chuvoso, no qual os céus de Brasília estavam sendo rasgado por chuvas, trovões e raios, e lá estava aqueles mesmos cujo pensamento rasteiro, mas soberbos até às nuvens, e de lá mesmo de cima das nuvens, de onde muitos esperavam ver um sinal libertador, caiu um raio sobre a multidão atingindo e ferindo dezenas de pessoas. Se fosse um evento da esquerda, diriam estes: eis um merecido   castigo, pois estes contrariam a vontade de Deus! mas como foi um evento da direita, o que dirão estes a si mesmos?


É claro que muitos já se apressam para folhear a bíblia, com suas unhas esmaltadas, atrás de justificativa – é claro que encontrarão? Certamente que sim!


A questão é, voltando aos gregos antigos: será que o homem ainda é a medida de todas as coisas? Será que as perguntas da esfinge permanecem as mesmas? Ou será que por falta de encarar as novas perguntas, já estamos sendo devorados pelos assombrosos acontecimentos dos nosso tempo?


Por fim, marcha há e marchas haverão. Mas eu prefiro ficar do lado daqueles que marcharam rumo ao Egito Antigo, tal como Pitágoras, Tales de Mileto, Platão, além de muitos que não quero citar o nome. Todos enfim, sedentos não por poder ou por milagres, e sim por Conhecimentos!


Amém?

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