Este é um espaço humanamente acangalhado para ajumentar os pensamentos que nem sempre se deixam prender ao cabresto, tal como um jumento que corre em disparada ao ver aberta a porteira.
Por Gilvaldo Quinzeiro 1 – A civilização rejeita aquilo que é mais íntimo no indivíduo em nome do bem-estar de todos. E o que entendemos pelo mais íntimo no indivíduo? São seus desejos, odores, excrementos, agressividades, sonhos, etc. É como se recebêssemos um convite para uma ceia, com a orientação de que deixássemos a boca logo na entrada da porta. Ora, um convite desse no qual o indivíduo é obrigado a deixar de lado a sua voracidade, não pode ter efeito sem que se ofereça algo maior e melhor entronca – será? É aqui onde todos viram peixes em um lago farto de isca – motivo pelo qual vivemos todos enfartados? Pobre indivíduo ou pobre civilização? 2 – Sigmund Freud chamaria o dito acima de “O Mal-Estar na Civilização”. Algo assim se passa numa antiga fábula contada pelos nativos da região dos cocais maranhenses que, segunda a qual, uma certa vez, todos os cães de uma localidade foram convidados para um baile, porém, em sinal de respeito ao dono da festa e de seus convidados, nenh...
Por Gilvaldo Quinzeiro Hoje, a Venezuela, da qual ninguém quer ser vizinho. Sinais de um tempo, que atualiza Édipo, e seus complexos: estamos repetindo sempre e da pior maneira, o que Napoleão Bonaparte, para citar apenas um, por ser mais recente, entre tantos outros, que tentaram resolver suas feridas pessoais banhando de sangue o mundo inteiro. Alexandre, O Grande, por exemplo, sempre quis superar o feito do seu pai, Felipe II. Mas, amanhã, pode ser a Groenlândia, de quem os europeus também devem se manter distantes. Donald Trump ao se comparar compulsivamente com Joe Biden, altera a escala e as regras de todas as medidas e equações vigentes: tudo é medido com a palma da sua mão. Tudo tem que atender a extensão do seu ferido ego. Deixando as considerações psicanalíticas de lado, vivemos hoje a diplomacia do ódio e da soberba. Algo semelhante a uma caixa de fósforo. Isto é, um mundo pequeno, super povoado, espremido e onde todos estão prestes a ter sua cabeça ...
Por Gilvaldo Quinzeiro Esqueça a noite de ontem, a quinta-feira, pois não houve debate. Logo, hoje não “sextou”; é apenas a antevéspera da maior eleição da história republicana brasileira, que acontecerá no domingo, dia 4 — dia de São Francisco. De Canindé ou de Assis? Não importa, mas até o presidente dos Estados Unidos está de olho no que acontece por aqui! Quem tem razão? Quem ganhou o debate? Quem compareceu? Quem fugiu? Ora, nada disso importa agora, pois não estamos em uma manhã comum de sexta-feira. Mas o que se viu na reta final do jogo — embora nem todas as torcidas tenham coragem de admitir — foi o drible desconcertante de Lula: aquele drible clássico de entortar a coluna de qualquer adversário. Quanto à ressaca da noite anterior, ela existe e é real. Muitos ainda não se desfizeram do grito entalado na garganta; outros já nem sabem por quem continuam empunhando a bandeira. Esta não é uma eleição qualquer, nem daquelas em que se diz que é tudo “farinha do mesmo saco”: trata-se...
Que lindo!!!! Tudo conspirou a favor: A Lua, a noite, os passos, a cultura, o poeta, a criatividade....Parabéns!
ResponderExcluirProfª Yolauda