As 6 pontas das estrelas da guerra: todas apontam para a dissonância cognitiva

 

Por Gilvaldo Quinzeiro


1 – O cenário: quanto pior melhor?   Passados 22 dias da guerra.  O mundo vê a última “lamparina” a queimar o que ainda lhe restou de querosene; as companhias aéreas aumentarem os preços das passagens ou cancelarem seus voos; a fila se formarem nos postos de gasolinas; o último nó do tecido civilizatório sendo desfeito; os turistas fugindo com folga das bombas.


Aqui (no Brasil) a guerra também expõe a verdadeira face dos “patriotas”: sabotam a economia e o governo federal ao se aproveitar dos efeitos da guerra, mesmo a milhares de quilômetros do seu epicentro,  para, lucrar com o aumento  abusivo  dos preços dos combustíveis, além daqueles que de  joelho escancaram suas orações   com pedido pela intervenção Norte-Americana no Brasil. Uma greve dos caminhoneiros está sendo ensaiado para instalar o caos em ano eleitoral!


2 – Derrota estratégica: Donald Trump – todos analistas são unânimes em dizer – subestimou a capacidade de resposta do Irã. Não obstante toda a destruição provocada ao Irã, o governo não caiu, o que é do ponto de vista da estratégia militar, uma derrota. E muito menos não houve a tão esperada iniciativa popular para tomar o poder: o povo se uniu contra o invasor.


3 – Pedindo o penico: Acuado, mas orgulhoso, Donald Trump reavalia a estratégia: pede ajuda a Otan e aos países europeus para desbloqueio do Estreito de Ormuz, a goela por onde passa grande parte do petróleo do mundo.  Até a combalida Ucrânia vai ajudar, a Argentina também.


4 - A derrota antológica: Quem quer que vença essa guerra, o mundo nunca será melhor, porque o pior é o que move os seus objetivos. O dito aqui tem uma explicação razoável para isso, a saber, quem quer que tenha iniciado essa guerra, possui dissonância cognitiva.


5 -  Quem receberá o Messias?: Ora, como acreditar,  em quem acreditar, por que acreditar que após a destruição completa do Irã, essa não é uma fala minha, mas de  Donald Trump e Netanyahu,    o mundo será melhor se se para destruir o Irã , não restarão as  condições arquitetônicas, políticas,   morais e éticas para erguer um pedaço do  mundo que seja,    pois,  todo o amor morreu,  e sem amor, quem quer que espere a chegada do Messias,  seja este quem for,  não terá como saber quais das mãos que se apertam , é a sua : o mundo estará definitivamente povoado por bestas!


6 – O final: em outras palavras, o ódio, enfim, terá vencido, e toda a humanidade derrotada, mesmo sobre a promessa de uma nova e farta terra (Prometida) – pra quem?

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