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Um voo para além de 2011

Gilvaldo Quinzeiro Tombar, certamente tombaremos; erguer-se do tombo, só nos refazendo, e para nos refazer do pó, há que se ter uma força tripla de uma fazenda! Impossível? Não, tudo é exequível, a medida do alcance da nossa mão interior; aquela que nasce como as árvores, isto é, das condições improváveis! Aliás, temos muito a ser como as árvores, sobretudo, no momento em que se dão as tempestades. Tempestades que, mesmo com a força de devastar uma floresta, são pelas árvores enfrentadas com plena serenidade! Ser árvore de nós mesmos. Eis o que precisamos ser, na exata medida necessária a nos refazer do tombo! Serenidade, quão devemos aprender a ter, face ao mundo que nos racha em lenha! Mas, o fogo com sua força destruidora, não é capaz de destruir as cinzas, das quais e com as quais nascem a fênix! Um voo para além do que lhe prende aos velhos troncos! A todos os nossos leitores, força que nos refaz todos os dias, um feliz voo para além do Ano Novo! Grato pela sua com...

O verão, virá com as nádegas de fora!

Gilvaldo Quinzeiro O Ano Novo já quase nos mordendo, e as celebridades ainda com as nádegas de molho. Rezem para que nas enchentes de verão as piranhas não apareçam! Mas, as nádegas não são nada atraentes, aquilo que fica boiando, isto sim, é suscetível de ser abocanhado. Colocar “as barbas de molho” pra quê? Ora, injeção se toma nas nádegas, na bunda, só tatuagem da cara de gente famosa! Pensando bem, é no traseiro do Ano Novo que a cara do velho se enrugará! Mas, o ano que vem é apenas a véspera de 2012, isto é, as “caras novas” já abundam! Quem ainda não as viu, nem no verão verá, posto que já estão enrugadas!

O fundo do mundo

Gilvaldo Quinzeiro O mundo perdeu a tampa, e os que pensam estar sendo cozidos, ainda nem   aferventados estão. No frigir de tudo, estamos comendo o galo, os apressados é que gostariam que fosse o contrário; uma pena com tanta gente roendo as unhas!.... Nem Da Vinci, nem Galileu conseguiram apontar o dedo para o fundo do mundo. O que nos falta é o “falo”. O falo que como a rapidez do gozo do galo se dissipou! Ora, Freud morreu nos explicando isso. Hoje, nos tornamos cães que cheiram no outro aquilo que supostamente perderam de si. O que descobrimos? As presas do outro! Mundo cão! Gente com as mãos nas pencas! Outros já só cheirando os dedos. Na falta do falo, tudo é pó, e as ventas, nossas genitálias!... E a tampa? Ora, nada mais tem fundo!

sugestão de leitura: ler-se!

Gilvaldo Quinzeiro A leitura da vida é fundamental para quem quer abrir as portas que para outros livros permanecem fechadas. Um leitor atento de si mesmo, eis uma dica de leitura! Nada melhor do que iniciar o ano novo sabendo mais de si, e com disposição de se adentrar às suas próprias teias de aranhas! Mas, cuidado: Tu podes te encontrar nas teias de outros! Para se desvencilhar destas, no entanto, só construindo um novo personagem de ti. Então, qual o final da tua história?

Belém, Belém, o outro do Pará

Gilvaldo Quinzeiro O Natal nasce para um bebê abandonado no quintal do vizinho, como uma esmola grande dado a um cego, isto é, só o tempo dirá com que olhos este verá seu nascimento para além do saco plástico que lhe caiu bem, no exato momento em que lhe faltaram os seios da mãe! Será se a vida lhe foi dada como presente? Que tipo de presente se dá dentro de um saco plástico? Simplesmente a vida, no momento em que a morte nos ronda, é cara demais para se jogar no mato! Ora, que mundo é este que no dia de Natal se recusa receber uma criança? Quem precisa de Natal para só então pensar em dá presentes? Há 2010 anos atrás, um outro bebê nascia em Belém num fundo qualquer de um quintal cujos presentes lhe foram dados por quem teve que andar escondidos. Mas, foi na terra dos faraós que o bebê finalmente pode respirar aliviado! O que nasceu em Belém do Pará foi salvo pelo faro de quem lhe facilitou a respiração para fora do saco, que já estava quase lhe embalsamando! Eu p...

Quem nos esperará depois de nadar o mar inteiro?

Gilvaldo Quinzeiro Ontem, no pântano sobrevivi como pássaro da boca dos jacarés, alçando voo mesmo estando com uma asa ferida. Hoje, no mar sou peixe fisgado pela rede de arrastão: desejo apenas ser frito, para do azeite herdar a sua oleosidade que permanece acima d’água! Ora, a esperança nos espera do outro lado, do contrário, nadar por quem? Então, isso é verdade, quem me espera sentado, enquanto luto contra o mar: sou eu mesmo naquilo que nem a fúria do mar consegue me  atingir! Nada como os alquimistas. Tudo tem da química para ser, e da física que nos sustenta, em especial, da quântica!

Um presente para ser

Gilvaldo Quinzeiro O presente sem a “presença”, isto é, sem o valor afetivo da pessoa que presenteia agregado, pode ter todo o ouro do mundo que o transforma em tudo, menos em “presente”. O pre-sente, portanto, pressupõe algo que a si o antecede sem o qual, não nos faria “sentir” a presença que está além. Em outras palavras, dar um presente é antes de tudo, do valor monetário ou do seu conteúdo, se de ouro ou de prata, é se fazer presente nele! “Quando a esmola é grande até o cego desconfia”. Ora, o presente também se insere a um contexto. Tal, como “uma esmola grande” a um cego, o presente pode ser portador de uma ausência, como é o caso daquele que leva o presenteado a desconfiar... Por isso, o verdadeiro presente é aquele cujo valor se faz da “presença” de quem presenteia. O que dou de presente doo de mim, ainda que neste esteja ausente o ouro que me faria “comprar” também a quem me contentaria com o seu “muito obrigado”!