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Que se soltem as matracas!

Gilvaldo Quinzeiro Os que fazem do Estado do Maranhão seus “cunhões”, não possuem o “falo” suficientemente grande para dá o nó no povo todo. Aliás, é bom que se diga, que “aquilo” quando grande demais, apenas substitui a gravata, e esta, conforme o nó enforca!... De fato, por aqui, as peias ainda são usadas como técnicas de adestramentos de mulas; a prova disso é que em relação a todas as marchas, nós não só estamos mancando, mas, atrasados. Exemplo: saúde, educação, estrada, segurança e outras coisas que aqui soam apenas como batuque de tamborete. Quiçá, todos os couros das grife dos granfinos não sejam tirados das costas da gente!

Novos não são os espinhos, mas os olhos...

Gilvaldo Quinzeiro Os olhos do “novo”, à medida que do “velho” se afastam - são cegos! Isso não significa dizer, porém, que a cada estrepada, os olhos de dor não cresçam... Não seria este o motivo pelo qual tantos olhos são arrancados em nome das “novas visões”, que asseguram ao mundo tudo enxergar? Quão nova é a nossa “visão” para evitar que os espinhos dos velhos olhos dos maias, não “espetem” os nossos também?

O abraço das coisas, que nos decepam

Gilvaldo Quinzeiro Não só, todas as coisas são feitas para o alcance das mãos, como, já as pegamos “esfoladas” – tudo tão “fácil” conforme as explicações das embalagens que até da “felicidade” somos poupados? Ora, estamos diante de um paradoxo inegável, a saber, perto de tudo, mas, cada vez mais distantes de nós mesmos! Eis o preço a pagar pelo “conforto” que sequestra a nossa alma: com tantas coisas nas mãos, daquelas que esquecemos são exatamente as mesmas que de nós se despencam. Será este o tempo cuja evolução exige de nós mais mãos do que cérebros? Pense para não  esquecer dos pés, já que as cabeças perdemos.  Eis quão os dedos são curtos para tantos buracos que em nossa visão se aprofundam!

O pois é das pesquisas...

Gilvaldo Quinzeiro Em época pré-eleitoral são as raposas, que armam as arapucas, e não, as galinhas - são assim as tais pesquisas de opinião, que traduzem o piado do pinto pelos ovos já fritos. Pois bem, esta discussão nos arremete a versar sobre a “verdade”, que é contextual, e como tal, pode passar por mentira, caso não se tenha a força e o interesse para que a “verdade” prospere. Em outras palavras, entre a galinha e a raposa, o contexto de uma arapuca, pode mudar conforme seja quem a manipule. Portanto, a verdade última, pode ter sido a “mentira” primeira. E, quanto ao contexto, a opinião que pesa é a mesma que diz “xô” as galinhas?

Pão pra todos, e combate aos discursos, que provocam a fome

Gilvaldo Quinzeiro Os “mercados,” que desde o século XV cegaram o mundo europeu para as suas “descobertas”, agora, por conta das suas barrigas expostas, poderão estar descobrindo quão o econômico sem o “social”, é tão estéril, quanto as distantes crateras de Marte. Ora, pobre do planeta, que tudo se esgota pelo dinheiro! Por acaso, o planeta do qual estas palavras se aproximam é Marte? Quão é sem “estômago” o mundo cujo desenvolvimento está à mercê das fomes dos mercados! Aliás, com que olhos o mercado ver as manifestações do povo nas ruas cujas mãos já não seguram as barrigas? Espraia o mundo sem praias, senão, só para os farofeiros!... Como se alimentar apenas de palavras, quando, os que silenciam, apoderam-se do pão, que dará sustentação aos discursos, que nos multiplicarão a fome?

Os humanos bonecos, pai dos nossos filhos?

Gilvaldo Quinzeiro Os(as) bonecos(as) naquilo que de “humano” nos acrescentam, isto é, naquilo em que perdem da condição de serem simples “bonecos(as)”, dado ao que as novas tecnologias lhes agregam de “humano”, ascendem ao status daquilo que, humanamente ou tal como os humanos, podem não só nos “machucar, como também provocar profundas feridas. Eis aqui o “berço” no qual da esquizofrenia quase ninguém hoje escapa? Quem é mais “boneco” do que os pais, quando as crianças já foram   pela presença dos seus   brinquedos “nutridas” ? Quem é mais humano que os bonecos, que substituem dos humanos, os seus papeis? Papais ou papeis: qual a diferença do uso de um, ou de outro, como o “cimento” que ergue o edifício humano?

Num mundo obsessivo pelo novo, com que mão se acaricia?

Gilvaldo Quinzeiro Antes se descobria o corpo “arrancando-o” no banheiro em condições que, aos olhos dos outros, lhe parecia inteiro. Era o tempo em que as mãos eram usadas não só para vergonhosamente ocultá-lo, mas, também, como espelho. Que espelho! Hoje, não se tem mais corpo, senão o que se ganha, quando, completamente mutilado? Será este o motivo pelo qual todos os finais de semanas os jovens chegam em casa “quebrados” por acidentes cinematograficamente provocados? Ora, esta questão nos arremete ao tempo em que era com “masturbação” que se ganhava o corpo. Isto é, o tempo freudianamente constituído. Hoje, não seria com as motos que não só se perde a “virgindade”, mas, também, o próprio corpo? Como Freud explicaria isso? Ou, do que valeria as explicações de Freud para um tempo que aposta “tudo” no novo? O fato é: nada é tão freudianamente atual, quanto o " prazer", que só a dor nos antecipa. Ou, seria mais adequado dizer: continuamos nos acariciando sim, só qu...