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2013 e seus sinais: que nos façamos inteiros!

Por Gilvaldo Quinzeiro Mais um ano que termina... E com este as promessas feitas de um novo recomeço... O próximo amanhã virá... Teremos o mesmo tempo para nos refazer?... O tempo é implacável. È como cair dentro de um poço – o que nos sobra poderá ser também o que nos afoga!... O homem terá sempre que se refazer dos seus próprios espantalhos, do contrário, a noção de “tempo perdido” é como não se dá conta do próprio braço arrancado, ou seja, fria escultura, eis no que ao longo do tempo podemos nos ter transformados!... O fim deste ano, por muito pouco não significou também “o fim do mundo”. Aliás, se observamos bem, como negar que o mundo já não é literalmente outro, ao menos grávido está, porém, até este vir dá a luz “seremos suas dores e contrações”... Pena de nós? Nós quem se já nos transformamos em “ velhas e estranhas criaturas”? Pois, bem, 2013 já nos bate à porta, e com este também seus sinais: este ano (isso não é nenhuma profecia), os céus será visitado por um ...

O saco, e suas costuras: quem já reparou as do sujeito?

Por Gilvaldo Quinzeiro   Tal como um saco, o sujeito para ficar de pé há de conter seu próprio rasgo. E assim,   muitos são aqueles que permanecem presos ao chão. Claro que tudo depende de como o sujeito é “costurado”. Às vezes alguns são porosos demais... Outros   sem emenda alguma... Enfim, um “saco” que não se segura em pé!...        

Pra se pensar além das raízes...

Por Gilvaldo Quinzeiro Neste tempo de muitas beiradas e poços rasos, a violência é a única coisa a ter raízes. Aliás, estas estão tão bem fincadas que, cortá-las agora é derrubar uma sociedade inteira presa apenas por suas superficialidades. Veja que paradoxo. Por um lado, a sociedade contemporânea é plantada como uma árvore de Natal, isto é, que em nada se segura, senão na própria aparência; por outro, a violência é plantada naquilo que existe de mais profundo. De tal maneira que seus olhos nascem dos nossos arrancados. Claro que “a cegueira” é um sintoma, sobretudo, das nossas autoridades que só têm olhos para as suas “vacas gordas”. Enquanto isso, quem sofre o cerco com os arames farpados é a população, especialmente a mais pobre. E pensar que “ o que se planta é o que se colhe”, imagine que safra teremos pela frente!

O amor e seus lençóis: com quantas facas se corta o peito?

Por Gilvaldo Quinzeiro O amor não nos poderia ser mais caro, isso Freud já nos chamava atenção no seu “Mal-Estar na Civilização”. A questão é que o Outro que amamos também é fruto das nossas imagens e imaginação, logo, o amor é construído com curtos lençóis – aqueles nos quais “o frio” é inevitável, e todo ato sob estes é solitário!... Dito assim, então, o amor é ilusório? Como não, se o umbigo destas coisas acima aludidas, não se arranca nem quando mais nos dói!... Não é, pois, de se estranhar que muitos só conseguem “amar” empunhando a faca sobre o próprio peito, e, quando se ferem o Outro, é também de si que lhe arranca o pedaço... Por isso, sem se ter amor próprio, o amor pelo Outro nos é tão penoso, quanto duvidoso, e o que vale são “as valas” que acabamos caindo dentro. E por fim, nas velas que nos velam (?). E quanto aos lençóis? Ora, sem nós por baixo são fantasmas apenas! Que pena? Pense antes de dizer: te amo!

Enfim, a face do fim do mundo? Ainda bem que não?

Por Gilvaldo Quinzeiro Muitas coisas temos que aprender. Uma delas sobre a vida, pois, da morte temos a única certeza (?). O homem na sua tortuosa caminhada se depara todos os dias com tantas faces que poderiam ser a sua, entre estas a da própria morte. Neste dia 21 dezembro de 2012 que, para muitos é considerado como sendo “o fim do mundo”, todas “as faces” se tornaram humanas, inclusive aquelas nas quais os maias esculpiram o que seria “a sua em carne viva”. Em outras palavras, quão frágeis somos, ainda que alguns se façam de pedras! Pois bem, “o fim do mundo”, pelo menos como a face que imaginamos ter até agora não se revelou.... Talvez por isso, precisemos remodelar as nossas ao menos na perspectiva de que dispensemos a maquiagem. Ora, como explicar que a face deste velho mundo continue sendo por muito mais tempo as nossas que já não mais suportamos? Tal o homem. Tais suas preces. Mas também tal o seu mundo; seu céu e seu inferno. Ou seja, o homem precisa se refazer, a...

Estranhos são os lugares, onde buscamos a felicidade...

Por Gilvaldo Quinzeiro   Não há caminho de rosas para a felicidade, nem mãos que sejam impermeáveis aos espinhos, porém, se soubermos escutar os desertos e conversar com as pedras, ai sim, estaremos mais próximos dos estranhos lugares que há dentro de cada um de nós. As vezes um descanso debaixo de uma árvore, vale mais que uma caminhada durante o dia inteiro. A busca da felicidade é pra dentro de nós. A questão, porém, são os abismos que nos espreita como um caçador a sua presa! Entretanto, não se arriscar   ir ao fundo, é morrer no próprio raso, onde   só os urubus festejam.            

Os massacres, e o que neles se repetem: as mortes ou as explicações?

Por Gilvaldo Quinzeiro   Os atiradores e seus massacres: quem é   na pele de quem, quando na arma   que aponta é “o falo” que lhes falta,   e,   na cabeça do outro só são   olhos arregalados? Eis uma cena recorrente   através da     qual se acrescenta ao sujeito o   que   lhe falta? Ora, esta discussão nos levaria a falar do simbólico, e, por conseguinte do cultural. Lembram-se de como foi feita “a conquista do Velho   Oeste”? Quem era quem sem ter armas na cintura? Pois bem, por um lado a sociedade contemporânea, sobretudo na sua versão “globalizante”, valoriza o homem como algo abstrato -   uma mistura ambivalente de um cavalheiro medieval com a ostentação de um Napoleão Bonaparte; mas, por outro, no seu sentido real, o homem   não passa de   um   mendigo vivendo cercado por uma infinidade de coisas, todas longe do alcance das suas mãos! Neste último massacre, o da   escola Sandy H...