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Em tempos de mãos sapecadas: o espeto é de quê?

Por Gilvaldo Quinzeiro Bons tempos àqueles onde se podia   dizer: “em casa de ferreiro, espeto de pau”.   Hoje, os sinais e os sintomas são outros: na falta de espeto, os dedos espetam a carne. Contudo, isso não significa dizer, porém, que toda carne é assada -, na pressa se come a própria mão – crua! A questão não é só que nos faltam ferreiros, mas, fundamentalmente Noel Rosa. Este sim valorizava com poesia, toda a carne!   Claro que toda a perfeição é discutível: já imaginou o queixo de Noel na boca dos outros? Pois é, o quanto nos faz falta um ferreiro! Logo agora, onde todos os corpos têm que ser perfeitos, nem que toda a carne se rasgue ou se estique!... Porém, como não sentir falta de   Noel Rosa, que,   de queixo caído, ainda assim, seria esteticamente mais bonito do que todas   as musicas que hoje “bombam”!... Música! Que música? Aquelas para quais só são audíveis para   quem possuem ouvidos de aço?     ...

Haja fé e olhos arregalados!!

Gilvaldo Quinzeiro Febres de fé.  Fila dos desamparados pelo “não fim do mundo”.  A fé no “paraíso fiscal” que sustenta o tempo de templos lotados.  Eis, os senhores que como cães aproveitam-se das portas abertas!... Altos altares para as ofertas que fartam os deuses e enfartam os homens!

CULTURA X DESENVOLVIMENTO: QUANDO UMA É A RAIZ E O OUTRO, SEUS FRUTOS. UMA CONTRIBUIÇÃO PARA SE PENSAR A POLÍTICA LOCAL

Por Gilvaldo Quinzeiro I A ÁRVORE A cultura é como uma   árvore, logo, é aquilo que nutre e sustenta um povo. Pensar, a cultura como sendo simbolicamente uma árvore, significa não só   buscar no seu povo e na sua história, as suas raízes, como perceber que, sem esta pensada como tal, estaremos indiscutivelmente vulneráveis a sermos arrancados facilmente pelas presas do tempo. Aliás, em relação ao tempo, nos dias de hoje que coisa dura mais que o tempo de uma bolha de sabão? Eis, portanto, uma das marcas do tempo de agora: o tempo contra o qual não há tempo algum. De sorte que, somente a arvore da cultura, é capaz de, ainda assim, permanecer de pé. Por outro, lado, pensar um desenvolvimento (des) raizado da cultura é infestar de gafanhoto tudo aquilo que o homem erigiu   para além do seu próprio tempo. AS RAÍZES Ora, como imaginar   por exemplo, todas as edificações egípcias, maias e astecas, que ainda hoje se mantem de pé, para asso...

...Enfim no que finda o amor

Por Gilvaldo   Quinzeiro O amor é fundo; raso são os nomes e as aparências   do nosso afogamento. É   aqui onde reside   todos os nossos   nós puídos e frouxos !... Falar de amor   é muitas vezes ocultar   a nossa eterna busca pela nossa própria face.   Face esta   que em amor algum encontramos, posto que, as dos outros podem também estar ofuscadas   dentro de nós,   no que aqueles nos confundem com as suas. Portanto, pelos caminhos do amor, não há   quem não se perca. O difícil, porem, é   se encontrar no lugar que não seja, o de onde se partiu, ou seja, dentro de si mesmo. Enfim, o segredo do amor, é que não conseguimos amar, senão a própria busca, posto que, “o encontrar” é da ordem pela qual nos desaparecemos. Está explicado:     quando o outro parte, o que ficou não é nada daquilo que pertencemos, e a mão que nos acena na partida, não é a do outro, mas a nossa! Enfim? ...

A questão humana é que tudo é merda: sobretudo quando a da nossa política é acumulada!

 Por Gilvaldo Quinzeiro Ninguém mais do que Freud sabia que “merda” é uma questão complexa e que envolve também a questão humana. Pois bem, o Brasil ao longo da sua história com sua elite política que nunca superou a mentalidade escravocrata, seja no âmbito, municipal, estadual e federal, não tem acumulado outra coisa, senão merda! Veja o caso da saúde. Médicos de mais numas   regiões e de   menos em outras. A solução? - importar médico para trabalhar em aérea onde de estrutura só há   merda humana. Veja o caso da educação em Caxias, especialmente no tocante a realização do último concurso, ou seja, quiseram espremer demais a coisa, e viu a merda que deu: uma reprovação em massa! Merda de quem? Melhor não responder para evitar uma merda pior!! E assim tem sido a política brasileira. Ou seja, quando age ou é tarde demais, isso significa acumular problemas de todas as ordens para soluções que equivalem “mexer em merda com a vara curta”; ou na...

Verdade? – que nada é sonho: então tudo é verdade!

Por Gilvaldo Quinzeiro A verdade é a dos sonhos, logo, esta se dissipa, quando interpretada. Então, o sonhar é de uma   ordem outra, aquela pela qual,   quanto menos o sujeito tem consciência, mas esta se manifesta, enquanto o sujeito se eclipsa. E o que esta verdade? De quem fala esta verdade? Para quem fala   esta verdade? Ora, uma coisa a verdade dos sonhos nos revela: a nossa vida é como um pêndulo, ou seja, o ir e o vir, entre uma realidade e outra. Ocorre, entretanto, que a cada “tibungada”,   numa ou noutra realidade, nos afogamos, e muitos não conseguem mais voltar, permanecendo lá no fundo. E o contato, com outro lado de lá: só através dos sonhos! O exposto acima, desmancha por completo não só o sujeito, mas a realidade. Mas qual o problema nisso, senão para aquela   filosofia cuja realidade é feita apenas de pedras? Ainda bem que, entre outras coisas, somos feitos de pele, e com esta o “serpenteio”   como o vir a ser!... ...

O Brasil sob os olhos dos Estados Unidos: ficamos cegos ou nus? Uma breve reflexão sobre o sonambulismo das faces

Por Gilvaldo Quinzeiro O que antes eram   apenas   especulações, agora não só ficou evidente como se   aprofundou: os Estados Unidos montaram uma base de espionagem em Brasília, é o que revela a reportagem do jornal O Globo. E mais, tal espionagem é estendida a vários países da América-Latina. O que viram? O que ouviram? O que querem? Por que os olhos dos Estados Unidos se voltaram para o Brasil? AS FACES Estarão estes olhos por trás da “primavera brasileira” ou de outras que tais? Serão apenas coincidências? Como explicar um movimento apenas de “faces” e nenhuma “cabeça”? Eis a complexidade do mundo, das suas relações e dos seus interesses. Um fato é verdadeiro: vivemos numa época cuja égide é os próprios olhos, e como estes se alimentam de tudo o que ver,   fazer a digestão não só leva tempo, como se   faz necessário   um  estômago de aço. Mas quanto as manifestações que tomaram   conta das ruas das cidades brasileir...