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Réptil, eu? Não. Eu prefiro ser ao menos um macaco!

Por Gilvaldo Quinzeiro   Não é pra hoje, e muito menos para amanhã o que há décadas já era para ter sido feito. Principalmente, quando o que se adia é da ordem daquilo que é imprescindível para melhorar as condições humanas. Ora, o ser humano é da ordem daquilo que pode se transformar em qualquer coisa, inclusive naquelas que já nos devoram! O Brasil, e por conseguinte o Maranhão está pagando o preço das coisas que, dado o seu adiamento, não encontrarão mais tempo para evitar o que no tempo de agora, já é tardio demais para se calcular as suas perdas. Ou seja, o amanhã nunca virá, senão na condição de mais um “tempo perdido”! Esta manhã, li um artigo publicado no jornal Folha de São Paulo cujo título é “Répteis do Maranhão”, de autoria de Marcelo Leite que, tenta compreender quais as condições que levaram a violência no presidio de Pedrinhas a chegar ao nível que chegou. Para isso, o autor faz um passeio desde a neurociência ao evolucionismo de Darwin. Antes, porém, M...

A realidade do Maranhão na ótica dos comedores de lagostas, quando o quilo de carne humana é que seca no sol: que linha nos separa da loucura?

Por Gilvaldo Quinzeiro   A realidade não possui nó e nem bordas. O homem, porém, naquilo em que se rasga, acredita exercer na realidade suas costuras. Ora, se rasgar naquilo em que ao mesmo tempo se pensa coser – é contraditório! A grosso modo, na realidade, o homem não passa de carne triturada, e, nestas condições, o ilusório a sua salvação? Ver as imagens e notícias de tanta violência, algumas tão chocantes que nos faz sentir as vísceras expostas, é sentir o quanto nos faz falta, um nó na barriga! Tais coisas, nos levará talvez, a um outro habitat, a saber, o de uma “bolha ilusória” – aquela que estará sujeita aos mais tênues espinhos – e nela, reside a membrana que gestará um novo homem? Pois bem, o Maranhão com tudo que há de atraso, e o atraso aqui é considerado um “avanço”, talvez não nascerá nada de “novo” nas futuras décadas. É que a realidade daqui é tão brutal que a passagem para o ilusório tem um enderenço certo – a loucura? A declaração da Governador...

A violência, e nossas veias: uma reflexão para se encravar na pele!

Por Gilvaldo Quinzeiro   Nestes tempos de mãos tão ocupadas, ficar sem elas, se tornou tão barato que há quem prefira ficar com “as coisas”!   Por um simples aparelho de celular, por exemplo, muitas mãos não valeram nem um dedo sequer! E o ditado ficou assim: “vão-se os dedos e os celulares”! E a pergunta que faço é: o que são as mãos sem um aparelho de celular? O que é um celular numa mão cuja cabeça de longe nem mensura o valor de uma vida? Que nos venha mais destas “novidades” pelas quais tantos corpos se partem em pedaços? De repente, tudo se passa como se tivéssemos recém saídos da caverna. Tudo é novidade! Contudo, só uma coisa é tão velha, conquanto, nos soa como nova – sempre fomos “bichos” – a novidade, porém, é que só agora estamos todos soltos! A questão é complexa demais para ser pensada apenas no âmbito da segurança e do jurídico.   A educação não pode ser deixada de lado, principalmente no tocante a uma coisa: a educação, pelo menos como ...

As janelas do corpo e da loucura: por qual delas nos arremessamos todos os dias?

por Gilvaldo Quinzeiro   Pela janela todo pensamento que se arremessa, volta trazendo seus cheiros. Estes cheiros por si só são janelas para outras imagens – aquelas que nos arremessam ao espelho. O espelho é uma janela para a travessia do corpo – metáfora sem a qual todas as imagens, cheiros e sons – seriam estilhaçados! O corpo sem realizar a metáfora de si mesmo é aquele que do lixo se junta, isto é, uma janela aberta para uma estranha visita – a loucura! A loucura é uma janela necessária, quando das outras já não contemplamos os jardins! Talvez a mais aberta de todas as janelas, porém, com um detalhe: tudo por ela se entala. E o corpo então – sua espinha atravessada! Nos dias de hoje há mais janelas abertas do que “corpo fechado”, logo, é impossível servir o jantar sem a companhia das estranhas visitas! Compreender que aquela mão que nos “dá o dedo” na janela é a mesma que leva a colher para a nossa boca – é destravancar coisas demais! Por isso é mais ...

O Maranhão, com suas cabeças à troféu!

Por Gilvaldo Quinzeiro   O colapso da segurança pública do Maranhã, não poderia terminar de forma mais trágica:   com cabeças decepadas e exibidas como troféus numa guerra sem pólvoras e sem tiros! Esta é a imagem que hoje corre o mundo: as velhas cabeças do Maranhão mantem-se firme, e duras; já as novas são os seus troféus! Mas as cabeças que se perdem não é só na área de segurança. Na saúde então a quem confiar a sua? O Estado do Piauí – está enviando de volta os pacientes maranhenses, uma vez que, os doentes daqui superam os de lá – que vergonha! Neste ano de eleições eis que nos surge uma pergunta: com que cabeça ficamos?   Claro que aquelas que já se perderam não poderão mais responder! O padre Antônio Vieira por muito pouco não perdeu a sua. Mas aquelas por quem ele tanto lutava, falaram mais alto, e o “sermão aos peixes”, sua saída, enquanto a sua cabeça já era encomendada! Portanto, o Maranhão com tantos lagos, lagoas e rios, porém, a sua fartu...

A felicidade

Por Gilvaldo Quinzeiro   A felicidade é uma carta escrita em hieróglifo, isto é, tê-la à mãe não significa ser o sabedor do seu conteúdo.   As vezes precisamos ir além dos desertos, pântanos e mares para enfim, chegarmos à conclusão de que ficamos cegos! Ser feliz é ser a própria esfinge, ou seja, é como algo plantado em pleno deserto – não importa que interpretação os outros façam de nós! Então que sejamos felizes com a nossa interpretação de felicidade! A minha é como uma janela – nem sempre a ideia de mim arremessar por ela – é decifrável. Por isso apenas me debruço sobre ela, enquanto, me vejo passando por outros caminhos!

Uma balada para os dois últimos rapazes latino-americanos, onde estiverem!

Por Gilvaldo Quinzeiro   Como o Tom Zé rasgando-se em sua performance que outros Zés resistem pelo mesmo tom que não grudam nos ouvidos? Falar de revolução em tempo em que tudo muda de uma hora para hora, sem resistir nem ao menos o tempo que duraria o seu discurso, é não conseguir ficar de pé nem para contemplar as suas antigas bandeiras! O Tom Zé não só continua de pé, mas gozando! Portanto, o Tom Zé é único ser vivo entre aqueles que jamais deveriam ter desistido, mesmo quando rasgado! Mas não posso deixar de mencionar a vida que hoje leva Belchior – o rapaz latino-americano que, privado de tudo (talvez), resiste sem performance alguma ou será esta a melhor de todas as suas? Amigo que não perca pelas ruas ou caminhos por onde andas – aquelas suas “fotografias 3X4”! O que significa hoje ser um “rapaz latino-americano”, quando todos os caminhos ficaram de repente tão para trás, e os que ainda estão para frente quase não nos fazem sonhar? Ser revolucionário nos dia...