Postagens

Bolsonaro em tese e em tosse: o Brasil está em perigo!

Por Gilvaldo Quinzeiro Na sua manifestação pública de ontem, domingo, 19, em frente ao Quartel-general do Exército em Brasília em um ato onde centenas de bolsonaristas faziam defesa da intervenção militar, o Presidente Jair Bolsonaro demonstrou claramente 3 coisas. Primeiro, que está visivelmente abatido, tossia muito enquanto discursava; segundo que, caso este abatimento visível seja em razão do Covid-19, ele cometeu um crime contra a saúde pública, o que não é de hoje, pois este comportamento tem sido recorrente; terceiro, ao aderir   a manifestação, ele se revela não está altura de um líder político que, no âmbito democrático, que é o nosso caso, tem que saber governar no meio das contradições e das divergências políticas, agindo pois,   com sabedoria e ponderação –   o que infelizmente não é o caso de Bolsonaro, pelo contrário, este   releva-se   um político medíocre,   autoritário   e que precisa além de a todo momento fabricar inimigos,...

O ataque a ciência e a racionalidade

Por Gilvaldo Quinzeiro     Parece que a roda do tempo retrocedeu ou alguma das suas peças enguiçaram.   O fato é que os tempos mudaram abruptamente, disso ninguém tem dúvida.   Embora duvidar em tempo de obscurantismo e da chibata da fé é quase uma assinatura de atestado de óbito! Pois é o que estamos assistindo no início da segunda década do     século XXI, e no Brasil! Em plena crise da pandemia Covid-19, um grupo de cientistas de diversas instituições cientificas do Brasil, que pesquisam o uso da cloroquina no tratamento do Covid-19, passaram a receber ameaça nas redes sociais, incluindo a exposição de seus dados, depois que 11 pacientes que receberam o citado medicamento morreram. O caso, que é um desdobramento do acirramento da luta ideológica no Brasil, uma vez que os ameaçadores culpam os cientistas de serem petistas, é gravíssimo e altera a normalidade para a prática e o exercício da ciência! Algo inaceitável! Portanto, o combate a c...

Com a queda de Mandetta vão-se os dedos

Por Gilvaldo Quinzeiro Com a demissão de Luiz Henrique Mandetta, do Ministério da Saúde, pelo Presidente Jair Bolsonaro (sem partido), ocorrida na tarde de ontem, 16 de abril, e a indicação de Nelson Teich como novo ministro que, em seu primeiro pronunciamento oficial diz estar “alinhado total” com o governo, o Brasil sai da “política de terra arrasadas”, foi assim que Bolsonaro chamou as medidas de isolamento social adotadas até então pelos governadores,   e entra a em cena a política desmascarada   -   “vão-se os dedos, e ficam os anéis”! A pressão dos ultraconservadores, os mesmos que fizeram carreatas em plena pandemia exigindo a volta ao trabalho, debochando dos que seguem as orientações da Organização Mundial de Saúde, conseguiu vencer! Este é o braço político do fundamentalismo religioso, portanto, o lado mais “cego e surdo” da sociedade, mas que tem força suficiente para empurrar todos para o abismo – eis perigo! No exato momento em que o Brasil entra ...

A crise do espelho e a fome de si mesmo

Por Gilvaldo Quinzeiro A pandemia do covid-19, que até a data de hoje, 15 de abril, já contaminou 1.981.239 e provocou a morte de 126. 681 pessoas em todo o mundo; no Brasil 25.262 contaminados e 1.532 mortos, não poderia ter nos pego em situação pior: sentados na própria merda! Isto é, o coronavírus, que poderia ser também outra coisa, nos pegou atolados em nossa vaidade, prepotência, orgulho e hipocrisia – exatamente tudo que nos cega e nos ensurdece! Em outras palavras, esta crise por ser civilizatória, é também uma crise do ‘espelho’, isto é, da ordem do imagético e das identificações, logo, é aquilo que     estilhaça todas as faces. Esta é uma crise em que os egos antes ‘inflados’, hão de se conter com as duras verdades! Portanto, este é um dos aspectos mais difíceis a ser enfrentado: a travessia do espelho! Quem nos espera do outro lado? É aqui que veremos o quanto somos prisioneiros do ilusório. É aqui onde tropeçaremos na própria língua, como diria...

Parábola de um ajuntador de garranchos

  Parábola de um ajuntador de garranchos   Por Gilvaldo Quinzeiro Hoje, 12 de abril, domingo de Páscoa. Os números das estatísticas da pandemia revelam: 1.740.613 pessoas contaminadas e 108.614 mortos em todo o mundo. O Brasil atinge a marca de 20.962 casos confirmados e 1.140 mortos. Domingo de Páscoa? O que mudou neste anos todos da celebração da morte e ressurreição de Jesus Cristo? –Nada! Continuamos os mesmos a precisar dos ritos que reforçam as nossas máscaras – o amor mesmo, ainda está ano-luz de distância de vir a ser praticado e se constituir em um padrão a ser seguido! O que tem aumentado? -   O exército raivoso daqueles que procuram a todo custo ter o controle das ‘chaves dos céus’! Paradoxalmente, nestes dias em que a humanidade está acuada, vimos com assombro pessoas de diferentes credos religiosos, incluindo suas lideranças, a soltar ‘seus bichos’. Bichos? Sim. Todos nós temos ou somos, de modo que estes poderão vir à tona em circuns...

As escolhas e as dietas em tempos de pandemia

Por Gilvaldo Quinzeiro A pandemia do Covid-19, nos coloca diante de difíceis escolhas. Escolhas estas que nos poderiam ser menos difíceis, menos dolorosas, se já não tivéssemos escolhidos antes a opção de sermos todos ‘escravos das coisas fáceis’.   A era digital, a que nós estamos ‘afogados’, onde tudo é facilmente feito ao toque dos dedos, como se faz na tela de um celular, em que o mundo todo aparece magicamente na palma da nossa mão, não sem as suas reais feridas – mas que em nossas mãos se tornam peças de fáceis brinquedos. Escolhemos, pois, calejarmos nossas mãos com o ilusório. Talvez este seja o pior de todos os vírus! E agora?   O que faremos com as mãos no momento em que a realidade já esmaga a cabeça? Pois bem, neste momento em que a pandemia, que não veio sozinha, e que nos pega de “calcas curtas”, temos que fazer duas escolhas possíveis, a saber, entre ser o ovo que será certamente frito ou cozido, nos resta a escolha menos pessimista em ...

Os fatos e os fenômenos provocados pela pandemia

Por Gilvaldo Quinzeiro Dia após dia, a pandemia do Covid-19 avança silenciosamente por todos os continentes do mundo tornando o que antes eram cenas de ficção, em realidade – realidade esta que ainda é contestada veementemente por algumas autoridades, a exemplo, do Presidente Jair Bolsonaro (sem partido).   Tal contestação em nada intimida o novo coronavírus, que desafia toda a estrutura civilizatória, dos mais ricos aos mais pobres! O mundo atingiu o número de 1.100.282 de pessoas com infectadas pelo Covid-19 e 58.929 mortos. Os Estados Unidos, neste momento, o epicentro da pandemia, registraram 277.457 casos de pessoas infectadas e 7.137 mortos.   O Brasil possui até momento 9.216 casos confirmados e 363 mortos. Segundo as autoridades de saúde, em 18 dias, o país aumentará em 6 vezes o número de infectados. E o pior, é que quem serão os infectados nesta fase seguinte, serão os mais pobres! O avanço do novo coronavírus faz cair as máscaras e o ilusório! Ou os...