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Há entre nós quem ainda seja um de nós? Uma reflexão sobre as atitudes dos golpistas brasileiros

  Por Gilvaldo Quinzeiro Quando os Estados que se orgulham de serem os maiores produtores agrícolas do Brasil, a exemplo de Mato Grosso, e que por isso se acham no direito de bloquear as rodovias federais impedindo de chegar aos seus destinos entre outras coisas, comida, significa dar aos outros Estados o mesmo tratamento dispensado aos ‘porcos’. Ou seja, o orgulhoso aqui é também padrinho das mais sujas atitudes! Este é o Brasil que não tem nenhum pingo de vergonha de se colocar na pele dos que sempre esfolam! Mas não é só comida que está sendo impedida de chegar ao seu destino pelos atos golpistas: gente a caminho dos hospitais para receber um transplante de órgão ou submeter a um procedimento cirúrgico!   Um golpista disse a um pai que implorava para seguir viagem rumo ao hospital em que faria uma cirurgia no olho do seu filho: “que ele cegue”! Qual é o “bem” defendido por esta gente? Que Deus se colocaria disposto a ouvir suas preces? Que preces?   Como defend...

Quando a fé não auxilia a si mesma, serve-se dos muros e da espada

Gilvaldo Quinzeiro   Em 1453, na queda de Constantinopla, não obstante, a fervorosa fé invocada tanto pelos que estavam do lado de dentro dos muros (os bizantinos – cristãos) quanto por aqueles que se encontravam do lado de fora (os otomanos - muçulmanos) não evitou, contudo, o massacre de milhares de pessoas -, piedade aqui foi a primeira coisa a desaparecer – junto com as cabeças! Do lado bizantino o imperador Constantino XI; do lado otomano, Maomé II. Em comum entre ambos não só os muros, que lhes separavam, como também as profecias. O que isso tem a ver com o Brasil de hoje? Nada! – pelo menos até agora! Mas depois do dia 30 de outubro pra cá, ou seja, depois de que o resultados das eleições presidenciais não atendeu ao fervor da fé de muitos, já nos sobram motivos para saber de que lado estamos dos muros. Há vergonhosos muros sendo erguidos e que já nos separam. Há inclusive os ‘muros das lamentações’, mas piedade que é bom, nada!   Hoje, no Brasil pós-eleiçõe...

Em que pese o emagrecimento de muitos a eleição presidencial teve um vencedor: Luís Inácio Lula da Silva

Por Gilvaldo Quinzeiro   Em que pese o clamor, os chiliques os jejuns, as orações, as ameaças armadas dos patrões, ‘’as blitz da PRF”, as eleições presidenciais do Brasil realizadas no dia 30 de outubro foram decididas e pela vontade da maioria do povo brasileiro. Ou seja, o Presidente eleito foi Luís Inácio Lula da Silva – com 60,3 milhões de votos – ponto final! Não reconhecer a derrota é se colocar despido da grandeza de que se vestem os verdadeiros homens, expondo, por conseguinte, a inveja recalcada (coisa infantil no sentido psicanalítico) daqueles que têm ‘aquilo’ avantajado em que pese o uso da Bandeira Nacional!   Em outras palavras, o raivoso conservadorismo do Brasil de hoje, é arvore, que cresceu no fértil asfalto das suas distorções, logo, suas raízes matam tudo em que se fincam. Trata-se, pois, dos mesmos pés que em nosso passado escravagista se sustentavam sobre o corpo ensanguentado dos escravos. Fazer dos quarteis um ‘novo muro das lamentações’ implo...

O bolsonarismo e o medo de barata

  Por Gilvaldo Quinzeiro   O medo para ser medo precisa de um objeto que justifique o medo, mesmo que este objeto seja um cabo de vassoura. Simples assim? Não! De jeito algum! Há mares e males dentro de nós que, sem estes, o cabo da vassoura não nos pareceria tão devorador. Assim como uma pequena e inofensiva barata se agiganta naquilo em que nosso medo transborda! As pessoas que estão indo para as ruas em alvoroço pedindo intervenção militar padecem desse medo! Ou seja, não adianta lhes explicar que a barata é inofensiva ou que o cabo de vassoura permanece quietinho em algum canto da casa. Ora, este tipo de medo ou de situação, é o que Freud chamaria de um medo castrador, logo, este medo, nos faz regredir aos primórdios da infância, onde a figura do pai é vista e ouvida como ambivalente, ou seja, ora como aquele que é portador do castigo, ora como aquele que é o protetor. Lembra-se do discurso de ontem, terça-feira, do presidente Bolsonaro? O que afinal ele disse?...

Viva as mãos que fizeram o parto de um novo Brasil

Por Gilvaldo Quinzeiro   O Brasil, que renasceu das urnas eleitorais, no segundo turno, domingo, 30 de outubro, sim, tem um dedo a menos!   Fruto dos sangrentos engenhos que já amputaram tantos braços e pernas! Por isso, como não poderia ser diferente, no meio de tantas indiferenças, seu parto, diga-se passagem muito sofrido, foi feito por escancaradas mãos nordestinas – as mãos das nossas misturas; as mãos das nossas raízes; as mãos das nossas benzedeiras; as mãos da nossa gente mais humilde, mãos que não negam uma xicara de café – por quais outras mãos este parto poderia ter sido feito?   Eis a mais perfeita das rodas de capoeiras! Eis a mais belas das cirandas! Somente para quem arrogantemente não gosta de se misturar; somente para quem arrogantemente ostenta as suas frágeis e falsas aparências em orações nas redes sociais; somente para quem arrogantemente se sente e se senta acima dos outros, o dia de hoje não é de poética alegria! Mas... é assim   ...

Quem venceu o debate de ontem na Globo? Quem teve cérebro!

Por Gilvaldo Quinzeiro   A respeito   último debate presidencial de ontem na TV Globo. Vimos que o cérebro quando acuado, desce aos pés, e como este não se adapta ao chão, os pés por sua vez, num movimento que nos lembra os da ameba, sobem a cabeça. E qual o resultado disso?   Bolsonaro em claro momento de tontura e apagão, e que por muito pouco não caiu ao chão! Uma espécie de “ jogar atoalha” diante dos resultados do primeiro turno e das recentes pesquisas eleitorais para o segundo turno:   nem a ‘pesca’ (captada de propósito pelas câmaras) na mão o ajudou a obter qualquer alivio!     Parabéns aos assessores da campanha de Lula, que corrigiram a tempo a postura do seu candidato: Lula soube se posicionar no debate ao não servir de referência visual para Bolsonaro; soube controlar o fôlego e as mãos diante dos ataques do seu adversário; não entrou na provocação (última arma de Bolsonaro em desespero!), e soube, como um bom guerreiro espartano golpea...

Da série antropocrise (II)

A crise dos altares: o agravamento do ‘cisma católico’ em tempos eleitorais? Por Gilvaldo Quinzeiro Missas interrompidas por “ católicos”; padres e bispos sendo vaiados por “católicos” diante de gritos furiosos como “eu sou a igreja”! Igreja?   Que igreja é essa que se lança contra a própria igreja?   Afinal o que está acontecendo com o maior país católico do mundo? A quem interessa o esfacelamento da igreja católica? Os católicos estão se dando conta das ciladas em que estão caindo jogando uns contra os outros?   O vídeo em que o Deputado Estadual Frederico D’avilla (PL/SP ) aparece discursando “metendo o pau” na CNBB e no próprio Papa – pilares da igreja católica -   é um alerta claro para uma guerra que está em curso, e que terá como alvo os católicos. Ou seja, aos que temem o fechamento das igrejas têm que compreender que tal fechamento está se dando não através de decretos presidenciais, mas por atitudes de intolerâncias dos próprios religiosos. De ond...