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O naufrágio da nossa sanidade: a loucura se tornou a realidade?

Por Gilvaldo Quinzeiro Desde o dia 13 de janeiro de 2012, com naufrágio do navio Costa Concordia ocorrido na costa da Toscana, Itália, e que provocou a morte de 32 pessoas, fato este que também ficou marcado pelo capitão Francesco Schettino ter sido o primeiro a abandonar o barco, antes mesmo de prestar socorro aos passageiros, eu venho observando uma sequência de fatos, que aponta para o despreparo emocional das nossas autoridades; sejam elas políticas, jurídicas, eclesiásticas, médicas, etc. Tais sequências de fatos, vão desde declarações desastrosas à atitudes comportamentais, que põem em risco a segurança e a vida das pessoas. Em outras palavras, tudo indica que há uma alteração radical no comportamento das pessoa, e que aponta para o adoecimento da atual sociedade.   Situação está, para a qual, eu venho chamando atenção há algum tempo. Casos de erros médicos; falhas na abordagem policial são registrados diariamente. Tudo isso provocado pela carga excessiva de te...

O fantasma, a fenomenologia, o discurso do Presidente e as outras coisas que nos assombram!

Por Gilvaldo Quinzeiro Não é que “Deus esteja morto”, mas a seca de homens sepulta o que também se antropomorfiza. E nestas condições todo espelho ressuscita o que os demônios têm também de nós mesmos! Aliás, nunca os demônios se trajaram e se comportaram tão bem quanto nos atuais tempos. A Fenomenologia, em especial, Edmund Husserl (1859 - 1938) tenta estudar a relação entre o sujeito e o objeto, mais precisamente no sentido de dá   a coisa, o que da coisa há, ao mesmo tempo em se esforça para descoisificar o sujeito. Ou seja, estuda a relação dos fenômenos com a consciência.   E agora levando para um terreno do fantasmagórico, quiçá, psicanalítico, não há como humanamente falando ir ao inferno sem nele se transformar. As vezes a boneca se transforma em sua dona e vice-versa. Em outras palavras, não se assuste, caro leitor, em que pese aquilo que estilhaça o espelho, é também a nossa face! O discurso do Presidente Jair Bolsonaro, na abertura da Assemble...

Digerindo a realidade

Por Gilvaldo Quinzeiro A realidade é uma pílula, que não engolimos, logo, vivemos empanzinados pelos gravetos da loucura: juntamos com a boca, o que com as mãos não caberiam quaisquer gestos!

Façamos da nossa dor, um parto

Por Gilvaldo Quinzeiro 1 – Hoje, assim como há milhares de anos nas escuras cavernas, passa-se o tempo sem que possamos ao menos dar nome as coisas, aos fenômenos, em especial, aos nossos sentimentos, as nossas dores e aos nossos sofrimento, uma vez que, assim como nos tempos das cavernas, há muito mais coisas que nos escapam o significado, com a diferença de que hoje temos a palavra, enquanto em outros tempos só os próprios gemidos. 2 – Que sofrimento é maior, aquele em que mesmo se tendo palavras, conquanto estas não sejam suficientes para nomeá-los ou aquele em que por ainda não se ter alcançado às condições do uso e domínio das palavras, como nos tempos das cavernas, e que por isso, tudo se constituía em boca a devorar?                                           ...

E aí primo, pensando mesmo?

Por Gilvaldo Quinzeiro No que mesmo e por que cargas d’águas nos transformamos? Ora, esta questão é fundamental e urgente! Como tenho falado reiteradas vezes, os tecidos e as linhas civilizatórias se tornaram todos puídos. É ilusão pensar que não fomos rasgados e devorados! Devorados pelas coisas antes sutis; tão sutis que foram subestimadas: o que faz que tudo hoje seja uma enorme boca sedentas não de comida, mas de palavras! Então, se assim for verdade, está explicado por que hoje a merda nos aflora? Será esta, a merda, o pilar que sustentará os nossos discursos, as nossas ações e os nossos altares dos dias atuais? Bem, se não é verdade que o mundo acabou, e é possível que sim, já escrevi sobre este tema em outro momento, mas certamente para onde apontávamos o polo magnético da Terra, este, não se encontra mais lá – estamos caminhando aceleradamente para as inversões dos polos! Um acontecimento desta natureza, diga-se de passagem, já ocorrido há milhares de anos, não ocorrer...

Bom dia!

Por Gilvaldo Quinzeiro  O passar da vida de todos os dias e de todos os anos é como uma vida assustada de um goleiro debaixo das traves, onde todo jogo, faça chuva, faça sol, faça frio ou calor, ele precisa fazer repetidas vezes a mais bonita defesa! A vida é o jogo jogado; é o suor a escorrer pela testa; é a mão trêmula de tanto cansaço; é o grito quase silenciado a sobrepor o barulho das vozes dos que só ouvem a si mesmo; é o olhar bonito sobre tantas coisas feias; é a mais grossa das mãos a lapidar a mais fina das esculturas! Hoje, cada vez mais do que ontem, eu aprendo a admirar os sapos pois, a despeito de não serem ‘espelhos’, ainda assim, continuam a ter olhos cuja visão das coisas, provavelmente, é a mais bonita do que todas! A vida não é o que dela se pensa, ainda que pensar seja algo elevado, mas o que dela se faz por mais pouco que seja; por mais estéril o terreno em que venhamos fincar as sementes! Enfim, na vida nada somos e nada temos: viver é apenas aprender!

A história é parteira de espelhos

Por Gilvaldo Quinzeiro A história por si mesmo não responde necessariamente a história, assim como a pele do boi, não sabe o que veste, e nem a sua cabeça se pergunta do porquê dos seus chifres. Todavia, sem que nos lancemos mãos do espelho da história, seríamos todos desajeitados e feios!  Ora, o dito aqui, nos explica por linhas tortas porque os alemães não se deram conta dos horrores nazistas; nem os cristãos da perseguição e matança que fizeram aos hereges durante a Idade Média.  O Brasil de hoje, pense bem, não sabe também em nome de quais deuses, demoniza uns, e deifica outros. Todavia, no andar da carruagem, estamos em acelerado trabalho de parto das condições em que vamos todos nos transformar em monstros de nós mesmos!.