Pular para o conteúdo principal

Nepal: um terremoto nos caminhos de muitos!


Por Gilvaldo Quinzeiro

 

Um terremoto de magnitude de 7.8 pelos caminhos de Nepal pegou de surpresa no dia de ontem (25)  – quem ainda acertava os passos a  procura de “seus caminhos”  – peregrinos, turistas, aventureiros e a população local! Já na manhã desse domingo (26),  uma replica de 6.7, que provocou uma avalanche no monte Everest, se atravessou como mais um obstáculo no caminho dos que mantinham  acesa uma rota para a sobrevivência!

Segundo informação  das agencias de noticias, o número de mortos já passam de 1.900, mas as previsões são as piores possíveis.  Cidades inteiras e monumentos históricos foram completamente destruídos: um rastro de destruição ao longo da caminhada de um terremoto de poucos minutos!

Nepal, um país do continente asiático, de uma população estimada em mais de 30 milhões de habitantes, berço de Sidarta Gautama – o Buda – líder espiritual do Budismo. Nepal é também um dos caminhos pelo qual se escala o monte Everest, o maior do mundo!

Diz um velho e sábio ditado, que “até as pedras se encontram”. Eu sou um “ser amante e caminhante”, é assim que eu me defino. Poderia eu estar agora também a  caminho de Nepal, e a pedra do meu caminho estivesse literalmente sobre mim impedindo a sequência dos meus passos!

Desse modo, como um amante do meu caminho; colocando-me também debaixo de todos os escombros – solidarizo-me   a todas as famílias, que neste momento se sentem perdida no caminho aberto por este terremoto!

Dizer seguir em frente seria talvez uma cegueira, mas desejar muita  força e resistência para sair debaixo dos escombros – é um grito possível!

Força,  resistência e bom domingo a todos!

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A roda grande passando pela pequena

Gilvaldo Quinzeiro


No imaginário caboclo, desde a fundação de Canudos no sertão da Bahia (1893-1897), onde a seca e a fome fizeram da “fé” a enxada que escavava a solidariedade de um povo sem chão, o mito “da roda grande passando por dentro da pequena” foi sem dúvida nenhuma uma das mais engenhosas invenções da saga de Canudos.

A idéia de que uma “ roda grande passará por dentro de uma pequena,” é simplesmente assustadora e instigadora de uma reflexão. Seria esta passagem correspondente ao fim do mundo? Que roda grande é essa? Quem viverá para presenciar tal profecia?

O fato é que ainda hoje este mito sobrevive no imaginário nordestino, sobretudo no meio rural provocando apreensão e “matuteza”. Canudos ainda resistem?

Pois bem, às vésperas das eleições, o cenário montado, onde cabos eleitorais empunhando bandeiras e distribuindo “santinhos” dos candidatos, chamando atenção do povo - é de uma natureza tal que inspiraria um cordelista a escrever versos numa visão apocalíptica adver…

A FILOSOFIA CABOCLA, RISCAR O CHÃO.

Gilvaldo Quinzeiro

O caboclo quando risca o chão está pensando. Aliás, no caboclês ou no nheengatu se diz matutar. Riscar, pois, o chão com a ponta dos dedos, significa manipular com as mãos o abstrato, ou seja, pensar usando a “cabeça dos dedos”, termo bem apropriado para a filosofia cabocla. Diga-se de passagem, que a “filosofia cabocla” é única que tem explicação para tudo, do contrário o que seria o viver destes homens? “Quem não pode com a” rudia não pega no bote” - diz assertiva cabocla.
Besta é quem pensa que matuto não vive de matutar! Aliás, nas condições enfrentadas pelo caboclo, o pensamento que não corresponde à praticidade, é o mesmo que riscar o chão com o dedo para depois ter o risco apagado pelo vento, o que levou em seguida o caboclo a fazer uso de um graveto para, não obstante as intempéries continuar o seu pensar, isto é, riscando o chão.
Riscar o chão com o graveto em substituição aos dedos, não só significou apenas deixar marcas humanas mais pr…

Metáfora da natureza

A natureza....

quando ouvida no mais profundo do nosso silêncio...

nos dá ouvido

nos enraizando os sentidos... que dialoga quando se dá atenção....

nos fazendo ver além... o belo...