Uma pedagogia para os novos eventos: o novo messianismo e suas raízes urbanas
Por Gilvaldo Quinzeiro Durante a primeira fase da República (1889-1930), tivemos aquilo que a historiografia chama de movimentos messiânicos, Canudos, Contestados e outros. Todos, de alguma forma , atravessado pelo sebastianismo. Era o ruir de uma estrutura social, econômica e espiritual. O velho e novo se degladiando! Hoje, há um discurso escatológico adaptado aos novos tempos. E aquilo que antes se restringia ao rural, a ignorância sertaneja, nos dias atuais faz parte das metrópoles mediada por por uma racionalidade sim; acadêmica sim, porém, negacionista! Aquilo que antes era aferrado a D. Sebastião, hoje, Jair Messias Bolsonaro. A prisão de Jair Bolsonaro ocorrida no dia 22 de novembro, é um duro golpe para uma parcela da população, que reza para que “ o sertão vire mar", mesmo negando a esfericidade da Terra ou que na “nova arca de Noé”, vamos precisar de todos, incluindo dos primos insetos! Onde erramos? Onde chegamos? O que estamos a repetir? O que o dito acima quer d...