Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens de Outubro, 2010

Nem lá dentro, nem lá fora!

Gilvaldo Quinzeiro



A engenharia que edifica o sujeito, não tem cimento para evitar que a solidão lhe invada a casa. Logo, o sujeito que não tem um cajado, para ficar em pé, só de 4. 4 tamboretes, 2 potes sem tampas, 3 trempes e 1 abano. Para que mais?

Nem lá dentro, nem lá fora, o ser humano é muito raso para se tornar um buraco de uma agulha. Porém, o seu afundamento é escavado todos os dias, não no clarão do sol, mas nas noites escuras de chuvas e tempestades!

Então, tu queres ser a aranha que tece sua casa com a própria saliva ou o homem que quando cospe afoga a casa inteira?

Que dia lindo

Gilvaldo Quinzeiro


Hoje amanheci com desejo de reescrever todas as cartas de amor, especialmente aquelas que nunca as enviei!...Ainda ouço a sonoridade das palavras, quase engasgadas outras cuspidas, bem como as batidas no coração partido!


Uma pena se gastar todas as salivas para fechar um envelope cuja carta após lida, rasgada sem piedade e nem dó!...

Dói não ter vencido a dor que me fez nunca mais escrever cartas de amor!

O alinhamento dos caminhos!

Gilvaldo Quinzeiro


Quando todos os caminhos se alinham, e se enrolam nos passos do sujeito, então pra que dar no pé se se chegou ao fim da linha?

Não me pergunte se é o meu corpo que faz sombra a mim, ou se é o contrario!... A questão é saber com qual dos meus fantasmas eu amanheci assombrado?

Então, em assim sendo que tal na justa medida tomar uma xícara com café?

Amanhã, dia 31 as bruxas estarão soltas, em quais delas você confiará seu voto?

Eu vou ali e volto já!...

O pertencimento da criança a coisa

Gilvaldo Quinzeiro



A criança é da ordem do pertencimento da “coisa”, posto que não pertence a si. De sorte que a infância é o lugar de retorno, não para ficar, mas para partir. O esforço da criança em pertencer a si, isto é, de se adultificar, pode ser representado por um náufrago num imenso oceano sobre o qual flutua uma bola inflada e escorregadia, na qual o mesmo tenta repedidas vezes se amparar e se equilibrar.

O adulto que retorna a condição de criança, nunca deixou de ser um náufrago. Agora imagine o que é ser um náufrago na condição de criança!...

Encilhamento das idéias

Gilvaldo Quinzeiro


Às vésperas das eleições presidenciais, e durante toda a campanha do segundo turno, em Caxias, o silêncio foi quase total. Os “aliados” de quem, não se sabe, só vão aparecer na tv, um dia após o resultado. É que aí sim, os “aliados” aparecerão.... Antes disso quem ousaria colocar a cara?

Pois é, com dinheiro toda campanha é festa, e toda festa é uma vitória! “Obrigado meu povo pelos milhares de votos”!

Com ou sem “cabresto”, o cavalo quando encilhado abaixa a cabeça!...

O pão sem as palavras

Gilvaldo Quinzeiro


Eis que o mundo está literalmente grávido doutro mundo, mas até quando este dá a luz, seremos suas dores e contrações!

Neste ínterim, as palavras tal como a água substituída por refrigerantes, ao invés de “prato principal”, serão apenas sobremesas, estas quando arrotadas, uma coisa!...

E o “pão nosso de cada dia”, mais caro e sem trigo, restará uma bênção final!

Bem-aventurados, aqueles que amarem uns aos outros sem precisar furar a “fila dos que vão para o céu”!

A tatuagem da minha cara, bunda sua!

Gilvaldo Quinzeiro



A imagem que engulo para torná-la em mim o que de mim vai me escapar, é o peso cuja balança usa a cara do outro como prato! Ora, o outro cuja face eu a faço minha, “balança” só em pensar em atravessar a rua cheia de gente sedenta de imagens que se compram no camelô!...

Tatuo a minha face na bunda de qualquer um, mas tenho pena de mim, quando todo o peso desta sentar em cima da minha fala!...

Silêncio!...

Um pedaço da orelha de Van Gohg

Gilvaldo Quinzeiro





Gauguin em mim é um Van Gohg sem uma das orelhas; um copo de vidro estilhaçado no chão!...


O que me monalisa, no entanto, não é a perfeição de Da Vinci, nem Guernica fantasmarizada por Picasso, que nos dói de ver, mas todos os outros loucos a partir do “Frota”, que não puderam pintar suas faces, como eu pinto a minha aqui no escuro das minhas dores!...


Ora, vejam só quanta arte para sobreviver do lixo catado com mãos trêmulas de fome! Não é para ficar de “orelhas em pé”?


Gauguin e Van Gohg, hoje mestre da pintura, mas, enquanto vivos, tiveram seus quadros jogados na lixeira da crítica!


O olhar humano sobre a arte,assim como todos os outros, não deixa pois, de ser hipócrita -, ver primeiro exatamente aquilo que lhe cega!.. Hoje quem não comeria um pedaço da orelha de Van Gohg?


Mas, os hipócritas foram os que olharam antes ou depois da morte dos artistas?


Arranque-me os cabelos, de preferência os brancos!...

A indisciplina em sala de aula, uma reflexão sobre a imagem do sujeito estilhaçada pela falta de espelho

Gilvaldo Quinzeiro


1 –Falar de indisciplina em qualquer que seja o espaço, nos obriga antes de tudo a nos remeter e a falar da natureza humana.

2 – Falar da natureza humano é nos “desmascarar”; é nos colocar diante do espelho, cuja imagem refletida, pode não corresponde a imagem que nós acreditávamos ter de nós mesmos, e isso no entanto, é humanamente impactante! . Daí, eu lhes pedir desculpa antecipadamente pelo desconforto que eu possa vir a causar!

3 – Pois bem, a natureza humana é conflituosa, e da ordem do animal e do humano; do inconsciente e do consciente, no qual o primeiro é prevalente, isto é, antes de sermos humanos, e só somos humanos nas condições humanas que nos favoreçam a sê-lo, somos animais.

4 – Portanto, o conflito entre a indisciplina X disciplina, nada mais do que o duelo entre o que é da ordem da natureza e da civilização; do animal X o homem; do inconsciente X o Consciente, e por que não dizer, da criança X o adulto; do filho X o pai; do aluno X o professor.

5 …

Alexandre, O Grande

Gilvaldo Quinzeiro


Quando nos tornamos “Alexandre, O Grande” conquistamos o "mundo inteiro” para dá de presente a uma criança humilhada, maltratada e ferida que trazemos no peito. Contudo, a conquista do mundo não nos curará e nem cicatrizará as feridas.!

Por isso, Alexandre, O Grande está sempre com seu exército em marcha em busca de novas conquistas!

Suas árduas vitórias entretanto, não são comemoradas com risos, pois, este é apenas, um “poço de lágrimas”.

E mesmo conquistando a “babilônia” com todo o seu esplendor, Alexandre não passa de uma simples “criança”. Uma criança cuja imagem foi estilhaçada pela forte figura do pai, a qual tenta desesperadamente superá-la!...

Bolha de sabão

Gilvaldo Quinzeiro



Não tem como evitar, a vida é “uma bolha de sabão” que nos encanta, mas num piscar de olho se desmancha!

Se amanhã ou depois; se todos os dias ou nenhum, eu não estiver mais flutuando na “minha bolha de sabão”, quero apenas algazarra e tambores!

Não quero choro e nem velas, apenas cachaça para entreter a caboclada!...

No fim, sempre haverão outras bolhas!

Mas, cuidado: assoprar demais estoura o balão!...

Deus e o diabo no segundo turno das eleições presidenciais

Gilvaldo Quinzeiro

A discussão que ganha força nos dias que antecedem as eleições para Presidente da República, não é a que trata das questões politicamente centrais no que diz respeito ao desenvolvimento do país, como segurança, saúde, educação, ciência, e nem as “domésticas” nas quais se discute a “ocupação dos cargos públicos” como se esperaria. Ao contrário, o debate que se trava é uma espécie de maniqueísmo entre o “bem e o mal”. De sorte que tal discussão trás à baila a Religião X Política. Tema este nem sempre recorrente numa disputa presidencial, mas, quando presente suscita sempre o medo e terror!...

Sem ter a pretensão de esgotar este tema complexo e merecedor de uma análise mais apurada, me proponho como cidadão ao menos expor a minha opinião, aproveitando deste espaço democrático que hoje é a mídia para suscitar mais reflexões por outras nuances. E como caboclo que sou, usarei de poucas palavras para entrar diretamente no assunto.

A política e a religião nascem das …

Feliz todos os dias, professor!

Gilvaldo Quinzeiro

O professor é um pobre coitado que tem como missão manter o “fogo aceso” entre trempes encharcadas, e depois de ouvir os trovões que anunciam vir uma nova tempestade, ainda assim, continua soprando as cinzas – o vir a ser da fogueira!... O restante da sociedade almoça churrasco ao lado...

Ser professor é “doce”; amargo é não ser!...

Triste da nação que não valorizar o professor, seu destino será pois, a escuridão – o churrasqueiro, o próximo que será comido!

Professor, feliz o dia de amanhã também!

O pai nosso.com café

Gilvaldo Quinzeiro

O pai que existe na “criança”, que não conseguiu ser criança antes de ser pai, não é adulto para ser “pai”, pois precisa da criança no filho para se “adultificar”, e não necessariamente ser pai, enquanto esta criança do filho é a “árvore” cujas raízes de tão superficial é grama se rastejando no solo.

No fundo, nós pais, não passamos de “xícara” cujo café, se não nos queima a boca, nos faz falar menos enquanto o degustamos!

Pra cima da terra, lições que vêm do fundo com os 33 mineiros

Gilvaldo Quinzeiro

Do deserto quente do Atacama, a 700 metros de profundidade, 33 mineiros “atacam de esperança” a humanidade soterrada por desafetos. O Atacama em si é o para si de quem vive “para baixo”, mesmo tendo toda a “superfície sob os pés”, e ainda assim, perde a cabeça ao deixar cair o copo no fundo do pote cheio de água !... Pura pressa de matar a sede?....

Recriar-se e renascer debaixo da terra!... Eis o que aprendemos aqui de cima com quem passou 70 dias entalado a espera da esperança que como argila se desmanchava!...

A humanidade sedenta por lucros no escuro fundo da terra, há que garimpar a “esperança”!... Esperança só encontrada na força de um abraço forte, hoje, como o ouro, cada vez mais raro!...

Bem-vindos a terra renascida!

A criança abandonada

Gilvaldo Quinzeiro



1 – Tão importante quanto discutir uma política para se prevenir e tirar as crianças abandonadas das ruas é também resgatar com urgência a “criança abandonada” no interior de cada um de nós. Aliás, em tempo em que se prega o “final do mundo”, o mundo dos que perderam o jeito feliz de viver como uma criança, há muito tempo já se acabou.
2 – O que fazer então para resgatar a criança abandonada dentro de nós? É o que ouso discutir neste texto.
3 – Antes, porém, um esclarecimento: não é que agora vamos deixar as nossas responsabilidades profissionais ou domésticas para brincar de bolinhas de gude ou de bonecas. Diga-se de passagem, que hoje em dia nem as crianças conseguem mais brincar, o que é sem dúvida nenhuma, um grande desastre!
4 – Pois bem, ao contrário do que se pensa, nos momentos mais apavorantes e difíceis, nós adultos, somos abrigados e protegidos exatamente pela criança que há dentro de nós.
5 – Isto significa dizer, entretanto, que, enquanto é a criança …

A cor da poesia é amarela?

Gilvaldo Quinzeiro


Meus ídolos, hoje de muletas não mais se sustentam das suas aparências e nem das idéias que lhes tornaram pop. Como eu, há muitos órfãos!...

A minha tatuagem plantada no peito, já não brotam a “fonte da eterna juventude”, o dragão alado é do lado, eu sou do outro!...

Meu caminho é pelo escuro, o claro é clarão que me ofusca avista com “óculos de fundo de garrafa”!...

Meu fusca é verde!

A terra é fogo!

O martelo das bruxas!...

Gilvaldo Quinzeiro


O fantasma do “cavalheiro sem cabeça” fez vitimas no primeiro turno das eleições. Para o segundo turno, o tribunal da inquisição lubrificará suas máquinas de torturas e manterá acesas suas fogueiras!...

Ai daquele que ousar pensar! Ai daquele que não estiver na “fila dos que vão para o céu”!..

O ABC do Tiririca

Gilvaldo Quinzeiro


Uma das primeiras lições a se aprender com o palhaço Tiririca, hoje, o eleito mais bem votado do país, é que a nossa face enrugada de hipocrisia se deslocou para “ entre as pernas”, objeto do nosso primeiro grafismo e arranhões! Quem não se lembra?

A segunda lição não é ortográfica, mas da ordem “especular”, isto é, quem se ver em Tiririca ou quem dos tiriricas não quer se ver? Aliás, quantos “tiriricas” estão estudando nas escolas do “Fantástico”, mas que as estatísticas não contam!...

A terceira lição é a prova final – quem escreverá em “letras garrafais” a sentença que condenarão os “fichas sujas”, senhores bacharéis – ou o país levará à forca quem, como muitos outros ainda são vítimas da omissão do Estado? Afinal quem se responsabilizará pelo Tiririca?

Que falta nos faz um Tiradentes!

O meu boi morreu!....

Gilvaldo Quinzeiro


Os “bois” que ousaram saltar a cerca de arame farpado, se despencando morro a baixo até a fazenda do vizinho para, hoje lamber a mão do seu “novo” dono, atenderam os chamados dos outros sotaques das matracas ou dos panderões que soaram mais forte do que antes em seus ouvidos!

Na terra das “encantarias” o grilo canta como galo a noite inteira, e o amanhecer de um novo dia não é para todos!

E o mais “mimado” dos bois terá a sua língua cortada para saciar o desejo da negra Catirina! “Catirina que só quer apenas comer a língua do boi”!

Pobres “pais franciscos”, vivem para morrer de vergonha ou de sentimento de culpa!

O “bundamento” da sociedade

Gilvaldo Quinzeiro


“A cabeça que me desculpe, mas, ter bunda hoje é fundamental”. “Quem tem bunda, vai a Roma”, bem que poderia ser assim o ditado! Aliás, a cabeça é que pena, posto que só se usa a bunda. A bunda deixou de ser anatômica para ser um objeto de uso, como piercing e outras coisas que tais. De modo que os “sem-bundas” são uns pobres coitados que passam a vida toda mendigando uma!...

Bunda, bumbum, bundinha e bundão, a bunda só abunda quando se compara com a cara do outro. Talco só no bumbum do bebê; injeção só nas nádegas, e olhe lá!... Ai!...

Em tese, o “bundamento” da sociedade se deve em não se fazer o dever de casa. Afinal é em que casa que se lava a bunda a menos que esta tenha ficado exposta na rua. Já pensou a manchete do jornal: “fulano esqueceu a bunda na prateleira do supermercado” ou “procura-se uma bunda assim e assado, paga-se bem quem a encontrar”!

Pensando bem, está tudo bundado! O mundo bundou de vez!

Vespertina véspera das eleições

Gilvaldo Quinzeiro



Hoje, a tarde, véspera das eleições, fiz um breve passeio pelas ruas do centro da cidade, diga-se de passagem que todas estavam sujas, como certamente são sujos os bastidores político caracterizado pela compra de votos, troca de favores, e sabe lá o que mais?... Tudo para garantir à murro a vitória nas eleições que nem sempre se configura como a vitória do povo. Aliás, o povo muitas vezes é o mais derrotado!...

Então, em tempo de “ficha limpa” que tudo mais seja limpo, a partir das ruas, praças e calçadas, mas sobretudo a consciência do eleitor. Que amanhã, dia D das eleições, a cidadania seja exercida em nome de um meio-ambiente limpo e respeitada; e que as crianças que ainda dormem como cachorros e gatos pelas ruas possam merecer um voto que as tirem de onde nunca deveriam estar!

Por uma eleição limpa!
Mãos unidas pelo melhor, não de uns apenas como tem sido, mas de todos!

Palavras ou a carne viva!

Gilvaldo Quinzeiro


A palavra é o “pó” a qual se reduz o desejo, este quando não circunscrito ao âmbito das palavras é a flecha atirada por alienígenas a um alvo sem frases, ou seja, é nada. Mas, este quando fisgado pelas palavras, é presa a ser assada entre as trempes das significações.

A palavra é pois, o moinho que adocica o excesso de sal, quando a palavra do outro nos faz em pedaços que nem o mais gélido dos frízeres nos pode aproveitar. De modo que a palavra é o cambito sobre qual a nossa carne viva está dependurada, a espera que o sol nos seque a mercê das moscas!