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Mostrando postagens de Outubro, 2011

Caxias e seus arquétipos, afinal, quem homenagear no seu bicentenário?

Gilvaldo Quinzeiro



Hoje, no bicentenário da elevação de Caxias, a condição de vila, a minha homenagem se destina a três figuras que, a meu ver, deveriam ter sido homenageadas, inclusive com um busto em praça pública, a saber, a “quebradeira de babaçu”, o “vaqueiro” e o “balseiro”.

Justifico: a “quebradeira de babaçu”, não é só uma figura mais do que típica da região dos cocais, a qual Caxias faz parte, mas, sobretudo pelo que  representa simbolicamente no quesito resistência, bravura e como um pilar de sustentação da família; o “vaqueiro” por sua vez, não só está ligado ao ciclo econômica que deu origem ao arraial  de Caxias das Aldeias Altas, bem como a Balaiada, ou seja, significou e significa um desbravador do sertão, portanto, também merecedor de ter um monumento em sua memória. Já o “balseiro”, aquele tirador de talo da palmeira de babaçu que, corajosamente navegava pelas águas do Rio Itapecurú, das mais remotas localidades ribeirinhas ate a cidade Caxias , sobre uma balsa constr…

As janelas, substitutas dos espelhos?

Gilvaldo Quinzeiro



A face do espelho, nunca foi realmente a nossa, e agora, em total eclipse, quem ainda a reconhece?

Pois bem, nos reconhecer na violência, que oculta a sua face, já seria, entre outras coisas, encarar o espelho, e recuperar a parte de nós que ocupa os corpos em cujos espelhos a nossa face não lhes aparece!

Nestes dias, nos quais, muitos jovens, que nem espinhas no rosto tinham, (ou nem tiveram tempo para se olharem no espelho), morreram, são reflexos de que na falta de “espelhos” são os corpos que se espedaçam!...

Portanto, na falta de “espelhos”, não são as janelas por onde os corpos são arremessados?

Então, em assim sendo, saia de perto, se já nos faltam outras saídas!...

O amanhã será como os olhos de quem?

Gilvaldo Quinzeiro



Nas cavernas éramos simplesmente “carnes” a proteger os ossos da boca de outros. Aliás, diga-se de passagem, muito bem defendidos!

Hoje, porém, nos afundando no mundo virtual, somos apenas as bocas -, não as que abocanham - mas, as que são abocanhadas. E quanto à carne e os ossos... Sabe lá pra quem entregamos?...

Pois bem, Platão se tivesse vivo, interpretaria como, o “Mito da Caverna”, diante de homens que são verdadeiramente sombras e da “luz”, que nos escurece?

Por outro lado, atual mesmo seria o discurso de Sócrates, e não menos atual - a sua repressão!

Portanto, nada mais grego, do que a nossa atual democracia!

As épocas e as vacas

Gilvaldo Quinzeiro



Não há como viver uma época, sem ser dela seu prisioneiro. De sorte que, viver para além desta é ascender à condição de seus fantasmas; como é fantasma, o passado que do presente se afasta.

Ora, qual a marca viva desta época, senão a dos seus fantasmas? Isso não significa dizer, porém, que em nossa época haja muitos “Da Vinci”... Nada disso.

A questão é que a “bolha”, a qual estamos presos, não dura o tempo de uma contemplação, logo o que se contempla é da ordem que não se contemporiza!

Então, como saber a diferença entre as épocas de vacas gordas e as magras, se não sabemos a qual tempo somos prisioneiros?

A fome

Gilvaldo Quinzeiro

A fome por mudanças no mundo muda a fome de ter fome. Isso significa, por outro lado, que também estamos farto. Seria mais adequado dizer, que estamos obesos por uma cega anorexia!
Ora, as coisas ainda nem estão com a cabeça de fora, mas, seu choro é de outra natureza. Talvez da natureza, que nos torna todos híbridos.
Se a nossa fome de ter fome mudou, não é só da boca que perdemos o controle, mas, de tudo aquilo que sai do estômago!...
É isso ai!...
Pensou bem!

Olhai para o céu quem ainda tem cabeça a perder

Gilvaldo Quinzeiro



O mundo amanhece com mais  um líder sem a cabeça, enquanto as outras... Bem... As outras cabeças já estão sendo plantadas em nome de uma “nova ordem”, que pelo visto não quer mais saber de cabeça alguma, a não ser, arrancada com a força de quem só tem olhos!...

Pois bem, aqui nesta parte do mundo, Caxias, Maranhão, as cabeças que ainda não foram arrancadas, é porque estão de bunda pra cima... Fora as “12”, que nem bunda mais têm... Entendam como quiser!...

È que aqui os buracos, ao contrário de outras partes do mundo, não foram escavados para esconder quem tem sua cabeça a prêmio. O prêmio aqui é pelos “rombos” que se faz!

Mas, por falar em rombos, no próximo domingo, cairá mais um satélite... Porém, uma coisa é cientificamente certa: Quem já perdeu sua cabeça, este sim, não tem por que se preocupar!

Na duvida, porém, se a sua ainda resta, é bom colocar ao menos a bunda de molho!

O tempo que temos é o que nos falta?

Gilvaldo Quinzeiro



De tempo em tempo nasce um Galileu Galilei, um Isaac Newton ou um Marx; um Freud e outros; mas, no tempo de hoje quem nasceu?

Que liderança exerce Barack Obama, não obstante, o seu poder intimidador oriundo das suas armas de extermínio? Qual o poder Ângela Merkel ou de Silvio Berlusconi numa Europa, que não para de se afundar numa crise econômica?

Por outro lado, há quem fale com “gozo” a respeito das atuais manifestações de rua contra o capitalismo global, pelo simples fato de que estas, ao contrário das que ocorreram no passado, como as de 1968, não partam de “cabeça nenhuma” , isto é, que nenhuma liderança tradicional ou partido político seja seus organizadores - o que seria uma “revolução” dos novos tempos!

Pois bem, se não estamos sob a liderança de homem algum, quem então está no comando do mundo? São as máquinas, os chips que estão a comandar o mundo agora? Qual o mérito de ser homem num tempo em que as máquinas merecem mais confiança?

Esta é uma questão comp…

Que dia é hoje para os outros que virão?

Gilvaldo Quinzeiro



Todos os dias passam; o do Professor, um Dia chegará? E, se quando chegar, não será tão tardio quanto a “Lei dos sexagenários”?

Mas, e, se for cedo demais, quanto à do “Ventre Livre”, quem sentirá pelos filhos, a mesma dor dos pais, que, ainda assim, fizeram o “parto” de muitas gerações? Aliás, diga-se de passagem, gerações sem nenhum “abolicionista”!

Pensar ser “garapa” a vida de Professor significa não perceber o quanto esta é moída, não obstante, ser sua atividade um moinho de consciências!...

Ocorre, entretanto, que, se não fizermos como Palmares, do que nos valerá um “15 de outubro” com muitas pipocas para comer em casa?

Pois bem, por falar em Palmares, “o Dia 20 de novembro” está vindo ai, e muitas correntes a mais das que, já nos aprisionam estão sendo engenhadas!

Então, o Dia de hoje é para que o de amanhã seja nosso também!

Feliz todos os dias, Professor!

Quando nos conhecemos, todos os espelhos são bonitos

Gilvaldo Quinzeiro



Como querer que tudo do outro seja o nosso reflexo, se diante do espelho o que vemos da nossa própria imagem, nem tudo nos agrada?

Ora, se temos que “engolir” a nossa imagem com tudo que de nós devêssemos vomitar, então no mínimo sorrir, ainda que,  maquiando as nossas imperfeições – é o que se deseja de nós quando formos pro outro, o espelho!

O estranho é acreditar que tudo seja como nós – isso sim seria não ter espelho algum!...

O familiar, porém, seria antes de tudo, nos conhecermos primeiro.

E assim, se for preciso, em todo e qualquer lugar por mais estranho que seja - erigir com o que conhecemos de nós - todos os espelhos bonitos!

Tá ligado?

Gilvaldo Quinzeiro


De que útero é o tempo, do tempo das “vassouras nas ruas”? O que varrer dos “tapetes”, se são destes os nossos tecidos? Qual a eficácia das vassouras, num tempo onde tudo é poroso?
O fato é que, a cada tempo, os seus símbolos e as suas máscaras. Às vezes, as máscaras são seus símbolos, e seu tempo, o de empurrar para debaixo dos tapetes!
Ora, o tempo que se varre é o mesmo em que se está ligado?
Uma coisa, porém, está minimamente certa: uma vassoura sem um cabo é sinal de que esta perdeu sua conexão!









As porteiras da infância

Gilvaldo Quinzeiro




Da infância quem não se lembra, tropeçano que pensa ser, quando adulto, um cavalo já domado...
Nas porteiras da infância ninguém passará imune a uma imaginação que seja, ainda que nesta, o cavalo que montamos seja o de São Jorge e, a lua, o nosso chão!...
Burra a geração que no Dia das Crianças lhes fecham todas as porteiras comprando todos os brinquedos que, ao invés da “imaginação” inspiram-lhe a realidade!
O que é a realidade dos “ brinquedos acabados”, senão a das porteiras fechadas, e, nós como seus bois e cavalos alimentando dia e noite as fábricas das nossas infâncias roubadas!











Os lugares, e os outros que somos

Gilvaldo Quinzeiro



O mundo oferece “malas e lugares” para todos, porém, antes do embarque arrume você por dentro, e, se possível agarre-se como um único lugar do qual não se deve trocar por outros... Sim, os do mundo podem até ser mais convidativos, entretanto, não serão  os melhores lugares para se está, quando nos sentirmos estranhos dentro de nós!...

Somos viajantes... E dentro de nós mesmos há lugares que nunca visitamos, e outros tantos que mantemos a distância, pois, lá, somos o desconhecido!

Que tempo se desperdiça viajando a velocidade da luz, mas, para fora da nossa órbita!...

Que mundo somos sem nos darmos conta dos que habitam dentro de nós?

Grande, só Prometeu!

Gilvaldo Quinzeiro


A infância é um engatinhar à mercê de um “mundo grego”, onde o “fígado” de quem se dá conta da importância dos pés é churrasco no bico de águias famintas.
Em outras palavras, tornar-se “Alexandre, o Grande”, não só implica em ter que expor todas as vísceras em simples brincadeira que seja, como também de quantos Aristóteles sucederam Sócrates e Platão num mundo que continua às escuras!
Portanto, na infância todos os dias vividos não nos garantem que, quando adultos, não nos sintamos pequenos!

Pois é...

Gilvaldo Quinzeiro


Hoje para falar da realidade escangalhada de Caxias  fantasiei-me de Tom Zé... Pois é... Que “Zé” somos ao nos tornarmos  indiferentes às esporas; as peias e aos cabrestos?...
Outrossim, outros mundos que só passam nas tvs – nas que dizem amém por nós todos – e nas que nem quando fechadas, devemos dizer amém!...
Caxias fica cada vez melhor para poucos, pois, o muito para estes poucos se torna cada vez mais fácil qual como jumento amansado...
Pois é seus zés...Tudo aqui são esporas, embora, os que vêm de fora encontram bons pastos!..



Orelhas em pé, umbigo nas mãos

Gilvaldo Quinzeiro


Decerto é próprio do homem ao se sentir desamparado, fazer do corpo a árvore na qual se agarra. Ora, isso é da ordem animalesca, aliás, ai de nós se não o fosse!... Mas, a questão a ser levantada é a seguinte: o que fazer quando o desamparo é provocado pelo próprio corpo que nos falta?
Eis o que nos remete de volta a infância; não a que nos cortou o umbigo, mas, a que nos fez ter como seios, os da loba.
Em outras palavras, feliz daqueles que, em sentindo a perda do corpo, ainda assim, sabe onde e como encontrar o “umbigo”!

Os ventos e os muros de palavras

Gilvaldo Quinzeiro



A atual crise do capitalismo mundial afunda os discursos e amplifica o silêncio em torno da “nova face” que o mundo assumirá -, quiçá este mundo não renasça nos fazendo falta do “muro de Berlim”, porquanto, já nos é visível a retórica da intolerância se erguendo como um pilar de uma nova ordem!...

Coincidência ou não, o mundo que hoje se desmorona era o mesmo que há 22 anos sobre os escombros do muro de Berlim, não só cantava vitória, como decretava o surgimento de uma nova ordem mundial.

E agora que mundo é este que se erguerá? Que braços erguerão o mundo, onde as mentes são de pedras?

Em que bocas nos transformamos?

Gilvaldo Quinzeiro



Na falta de “seios”, sugamos os das imagens midiáticas que nos criam todos com fome de ver. Ora, os nossos olhos nunca foram tão boca, e nem as imagens o nosso pão de cada dia, quanto os são hoje.

O que isso contradiz Freud? Apenas, e tão somente que oralmente estamos fixos em tudo que com a boca abocanhamos - o que seria das de outras fases! Ou seja, tudo é boca, e a função dos olhos como a dos outros sentidos - é a de comer!

Um esclarecimento: está claro que as coisas não são tão simples assim, pelo contrário são complexas demais, e por isso mesmo a idéia de pertencimento, não é outra, senão a que nos arremete ao estômago.

Uma das consequencias das “bocas” que nos tornamos, é nos imaginar grávidos por todas as outras que engolimos de olhos fechados.

Não seria este o “parto de um mundo” de cuja gravidez somos suas dores e contrações?

Psiu!

Corra que nossos filhos querem nos comer!

Rabos, bananas e macacos: na política abundam

Gilvaldo Quinzeiro



A mão que descasca a banana, não é que seja mais bonita que a de um macaco, mas, na fome, não importa se antes quantos rabos a usaram como pente; o importante mesmo é ter dentes afiados para comer!...

Entretanto, o fato é que estamos perdendo as mãos, isso não significa dizer, porém, que estamos ganhando rabo, pode até ser que sim, mas, certamente “banana” a gente está ganhando todos os dias!

Ora, seus macacos como negar que os homens na política estão de galho em galho, ainda que de pés juntos jurem que não possuem “rabo preso”!

Quiçá, na política seja onde filogeneticamente nos tornamos mais próximos dos macacos!

Não pense que eu esteja afirmando, contudo, que os macacos pensam... Não é isso. A questão é - qual a diferença do político que só pensa em si para um macaco?

Mas, voltando à mão que descasca a banana – o que dizer da que a esfola toda?

Pensando bem, os outros estão passando mal.

Entendeu?

Então pule!