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Mostrando postagens de Janeiro, 2016

E quando a vida é o ‘boi’ que nos escapa?

Por Gilvaldo Quinzeiro

Inflar o cavalo não dá asas ao vaqueiro, e muito menos, o vaqueiro inflado, significa aviltar o gado. Na pega do boi, a reza braba é quem amansa os espíritos, e afrouxa os cabrestos!
Do que adianta os arreios bonitos, cavalo ágil, e o vaqueiro de pensamentos atados na mais frágeis das estacas?
Na rotina diária dos salões de beleza, na qual, as vitrines da vida nos obrigam o alisar dos cabelos, e o acangalhar da face – perdemos de vista o escapar do boi!
Quem arrota vitrine, já não cheira bem como os seus bonecos, e morreu estampado bem na cara onde todo mundo é cego!
Por fim, o ‘boi’ da vida é como o trem a passar: se não embarcou agora, contemple ao menos o seu emprenhar pelo sertão a fora!
Bom dia a todos!


Um breve discurso sobre a ‘tentação’ do esquecimento!

Por Gilvaldo Quinzeiro


Reza uma lenda que um carpinteiro estava em sua oficina fazendo uso da enxó para lapidar a madeira, quando por lá, de repente, lhe apareceu o ‘diabo’ dizendo: “moço, assim você vai cortar o nariz”!  No que o carpinteiro em resposta ao ‘diabo’, no ímpeto levou a enxó que antes estava sendo usada na madeira, em direção ao nariz dizendo, “não amigo, só corta o nariz se eu fizer assim”! E lá encravou a enxó no nariz.  
 O ‘diabo’ do corpo é que ele pode ser o nosso, e a tentação’ nos aparece com a ideia de pertencimento: de quem é a mão que não hora de fatiar o queijo, decepou o dedo – do rato?
Neste tempo de ‘memórias eletrônicas’, o corpo é depósito do esquecimento, logo, a dor é um bom sinal de que este ainda nos pertence!
Um sujeito que sofreu um grave acidente de moto, segundo relatos de testemunhas oculares, não obstante está ferido e com uma das pernas estirada no meio da rua, pergunta: “ e a minha moto está intacta”?
Qual era a dor desse sujeito? Como explicar a…

Puta seria o sapo se não controlasse sua ansiedade pelo mosquito!

Por Gilvaldo Quinzeiro


Se somos ‘espuma’, é sinal de que ainda temos forças para borbulhar! Ou seja, o fundo do poço é o porvir, de sorte que, o afogamento está se dando, mas não foi completamente concluído. Isso sem mencionar que na descida, ainda nos restam preciosos segundos, para enfim, aprendermos com os sapos, como é viver bem a vida toda dentro do precipício!
A vida é um estrondoso borbulhar de possibilidades. O sapo, por exemplo, aproveitou bem as suas! E olhe que a sua principal fonte de alimento, senão a única, são os mosquitos voantes.
Qual o ganho de uma bolha de sabão ao se lamentar da sua mingua existência? Que profundidade ganharia o copo, caso resolvesse este fazer uma ‘tempestade’ a cada   água perdida num gole?
As vezes estamos presos aos gigantescos redemoinhos cuja fonte é o ar que alimenta a nossa respiração ansiosa.
O que uma situação como esta nos ensina?  A resposta é simples: se fomos capazes de fazer o mais difícil, isto é, criar um redemoinho, mesmo sem ter ‘con…

Na terra do Outro, todo peixe é frito!

Por Gilvaldo Quinzeiro

O Outro é a terra forasteira, sem a qual, não teríamos lembranças algumas das mais estrangeiras das terras que habitamos dentro de nós.
O que somos, primo, é terra de ninguém!
Cada pedaço do Outro é o espelho no qual somos vistos por inteiro. O Outro, primo, é os olhos do gato, enquanto os nossos estão devorando os do peixe!
Se soubéssemos ‘pescar’ apenas pelos olhos do Outro, os do peixe seriam exatamente os nossos.
Veja, primo, a importância de termos os olhos fincados bem no meio da cara! Já pensou se fosse nas nádegas?
Ainda bem que o ato de sentar não nos turva a visão, exceto quando o assento é o “pulo do gato”!
Pois bem, por falar no “pulo do gato”, ontem, eu recebi a visita de mim mesmo, ao ser procurado por alguém que de tanto tempo sem vê-lo, não reconheci as feições.  Disse-me esta pessoa diante da minha hesitação: “Eu sou aquela pessoa a quem você muito ajudou, e hoje volto aqui para lhe agradecer”!
Oops! Os meus olhos quase pularam fora da frigideira!
Convid…

A ordenha das coisas!

Por Gilvaldo Quinzeiro


O ‘leite’ da física quântica é poroso como o sol, que se derrama sobre o céu de   uma peneira!
Deixais as ‘vacas’ das coisas em seu devido lugar! Porém, isso não significa se contentar com o leite das pedras!
As coisas a serem ordenhadas, e com urgências são as do nosso peito interior!
Não adianta, pois, evitar a relatividade das coisas, as inflando a qualquer custo (beijaço, panelaço, peitaço, bundaço e outros que tais) para em seguida tudo se minguar – como se nada fosse!
Cada tempo com seus ‘inchaços’; cada inchaço com seus caroços; cada caroço com suas bundas; cada bunda com suas caras!
Ademais, por mais pequena que seja a ferida, aconselha-se a não se sentar em cima!
Portanto, nada como o ‘cavalo’ do tempo para aprendermos sobre as coisas das nossas jumentices! 
Café ou leite?
Bom dia a todos!

O quadro antropológico da corrupção: que pintura!

Por Gilvaldo Quinzeiro

O Brasil não tem Picasso, porém, “Guernica” nos é enfiada goela a baixo todos os dias pela nossa corrupção!
A corrupção é a face sofisticada da barbárie brasileira – a clava forte empunhada por Átila, o Huno – dos nossos dias!
O cenário não poderia ser outro: os cães rasgando os cadáveres; o voo rasante dos urubus, enquanto os semivivos apodrecem nas filas à espera das velhas promessas – nunca cumpridas!
Arghn!
A neoreligão
A corrupção brasileira de tão organizada e atrativa se tornou uma espécie de ‘neoreligão’: quem entra, conta com as bênçãos dos ‘deuses’, e os que estão fora se sentem desamparados!
A mão de ‘deus’ aqui nunca se cansa: quanto mais se tira das crianças o seu leite, mais a velharia da corrupção se rejuvenesce!
E para coroar a obra exitosa desta ‘neoreligão’, isto é, da corrupção brasileira, o desleixo das nossas autoridades para com as coisas de interesse do povo, eis que nos aparece o seu mais ilustre filho -  o metaforicamente apocalíptico senhor …

O papel (higiênico) da civilização e o tempo futuro!

Por Gilvaldo Quinzeiro

Pelo “andar da carruagem”, a civilização precisará cada vez mais de papel higiênico, mas não é por nada não, é simplesmente porque quaisquer que sejam as soluções adotadas para evitar a barbárie, implicarão em mexer em muita merda!
Aliás, para começo de conversa, isso exigirá uma ressignificação da infância, pois é aqui, onde o uso do papel higiênico é recebido como a maior das asperezas pelo infanto.
Agora imagine se viver nas épocas anteriores a descoberta do ‘papel higiênico’!
Dos tempos da infância, pode ser que ninguém se lembre, mas certamente, quem ainda tiver bunda, sabe do que eu estou falando!
Por falar em bunda e em aspereza, o sábio sertanejo quando quer falar destas coisas com o filho, é lacônico: “meu filho, quem tem medo de cagar, não come”! De fato, a educação cabocla não precisa de arrodeio: tudo é ali com poucas palavras -  “matando a cobra e mostrando o pau”!
Aqui, cobra e pau, não têm só um significado fálico, como também é a fatídica diferença en…

O café, e o cheiro das outras coisas boas da vida!

Por Gilvaldo Quinzeiro

Neste momento nalguma cabana sobre uma montanha em volta a uma fogueira, caem os primeiros orvalhos da manhã. Todo silencio noturno é quebrado pelo canto dos pássaros. Uma brisa fria vinda do Leste balança as palhas dos coqueirais!
Hoje é mais um dia para se começar meditando e escrevendo sobre as coisas da vida!
O que pensar? O que dizer?  Como e para quem escrever? Enfim, por onde começar?
Tomo como ponto de partida o cheiro do café, já a exalar e espraiar-se   montanha a baixo.
Não importa se acompanhado ou se sozinho, se num café de Paris ou se no meio da mata - nada mais charmoso do que hábito de tomar café!
“Mulher e café só prestam quentes”, diz um ditado, hoje posto em desuso pelas avalanches de coisas friamente novas que derrubam os  velhos conceitos.
Ao sentir o cheiro do café, não tiro os olhos da fumaça que sai dançando da xícara: quão belas são as dançarinas do tango Argentino! – Penso.
Sento-me  à mesa, um jirau de talo da palmeira de babaçu, e começo a …

O gozo e o 'diabo' do homem

Por Gilvaldo Quinzeiro

Bem, meus caros, hoje eu começo a gozar das minhas merecidas férias.  E o tema da minha reflexão, não poderia ser outro – o gozo. Claro que ao ousar-me    enveredar por este assunto, já por si só é uma grande satisfação. De sorte que pouco importa se darei conta ou não do recado!
Pois bem, quem quer que queira se aprofundar na natureza humana, e prescindir de uma incursão a esfera do gozo, é espirrar fora do objeto de estudo em questão. Ou seja, é perder o fôlego por nada!
O gozo é um borrão; a tinta derramada numa folha de papel; o esforço do pintor em dá vida a uma sombra refletida na parede; isto é, uma antiga escrita à espera do seu decifrador.
O dito acima nos faz voltar para o interior das cavernas -  da qual nunca saímos!  A vida moderna, se assim chamarmos os nossos dias, não tem passado de uma bruta prisão.
E assim sendo, para início de conversa que ‘diabo’ é o homem?  O ‘diabo’ do homem é a sua luta para não se tornar no ‘diabo’ que todo homem teme, logo, …

‘O gado humano’ em marcha. E a crise que arria todas as porteiras!

Por Gilvaldo Quinzeiro

Diante da crise global, que agrava as condições políticas, sociais e econômicas locais, assistimos uma ‘avalanche’ da massa humana em deslocamento pelo mundo!
A marcha em curso derruba todas as ‘porteiras’. O ‘gado humano’ se espraia para mais tarde se confinar numa só moita de capim. Nestas condições, estreita-se os cochos e alargam-se as bocas – o mundo se tornará mais turbulento e perigoso!  
As imagens de tal deslocamento, na maioria dos casos feito a pé, como por exemplo, os milhares de sírios em direção a Europa, nos lembram Abraão à frente do seu povo – rumo à Terra Prometida!
Assim como no passado, as poucas ‘terras prometidas’ hoje também são disputadas por todos os ‘povos santos’.
Quem que estando com fome não quer ir para onde as pedras jorram leite e mel?
Assim sendo, engana-se quem pensar que este fenômeno se restrinja ao velho continente.  Insatisfeitos com a crise econômica e política, milhares de brasileiros estão deixando o Brasil, “e para sempre”! –…

O neorrealismo e o talho da navalha!

Por Gilvaldo Quinzeiro


Os homens que têm a força de nos ditar suas ideias, e nos colocar de pé nas ruas, não estão nas esferas do poder, nem nos acalorados debates dos ‘cafés filosóficos’, mas na alta-costura. Não é à toa que nas narrativas infantis, o rei no afã de se vestir do mais rico tecido, seguiu os conselhos de um costureiro, e pensando que estivesse bem vestido, andou nu pelas ruas!
Claro que isso é um paradoxo, e feminino, diga-se de passagem! Ademais, isso fere o nosso orgulho narcisista e machista. Explico: ‘o feminino’ aqui não tem nada a ver com o sexo, mas com o processo criativo.
O dito acima é uma introdução acerca dos paradoxos do nosso neorrealismo. Chamo de neorrealismo, a realidade, cuja base material já não mais se distancia da ficção. Ou seja, uma ‘desconstrução’ dos paradigmas ainda vigentes.
Assim sendo, o mais real de toda ficção é o ‘poder’. É aqui onde as tesouras, agulhas e linhas estão por trás de toda a cena. Tudo isso para esconder o seu estado de ‘puidez’…

A crise brasileira e a demanda por Judas

Por Gilvaldo Quinzeiro


A crise política brasileira cria erosão e fissuras em todos os terrenos. O caso recente de um jornalista, que agrediu verbalmente pelas redes sociais Chico Buarque, e que depois em carta lhe pediu desculpas – ilustra bem a demanda por Judas!
A figura de Judas é arquetípica, e como tal é recorrente, logo, uma tragédia sem que se invoque tal figura, foge dos padrões humano.  Ou seja, tem que haver a qualquer custo o culpado!  
A crise brasileira desemboca no velho maniqueísmo: de um lado os bons; do outro, os maus. Aqueles que se acham ‘bons’, ou seja, que não são os responsáveis pela atual crise, utilizam-se da mesma ‘foice’ que antes era o instrumento ceifador de cabeças, usados por aqueles   que hoje podem perder as suas! E assim sendo que diferença faz?
O ‘diabo’ de toda crise é o mesmo: o pão sobrepondo as palavras! E como ‘catarse’, o sangue!
O sangue desde os mais remotos tempos tribais, é o extirpador ou o atraidor dos demônios!
Na atual crise política brasileir…

O ovo da nossa reflexão

Por Gilvaldo Quinzeiro


Se é para confortar os homens diante da dura realidade, que lhe esfola dia e noite, noite e dia; mesmo que isso não resulte na prática em alívio algum, então aqui vai o seguinte dizer: “de tudo que chegamos a ser, ainda assim, não passamos da condição de ovo humano”.
O que nos torna diferente dos pintos, é que estes quando fora do ovo, não têm condições de retorno; já o homem, ao primeiro contato com a realidade, se coloca não condição de retorno ao útero.
Freud ao abortar esta questão, escreveu o seguinte:
“A nossa relação com o mundo, ao qual viemos tão a contragosto, parece incluir também a nossa impossibilidade de o tolerar ininterruptamente. Assim, de tempos em tempos nos retiramos para o estado de pré-mundo, para a existência dentro do útero”.
Um pouco mais a frente, Freud conclui: “parece que o mundo não possui completamente sequer mesmo aqueles entre nós que são adultos, mas apenas até os dois terços; um terço de nós ainda é como se não fora nascido. ”
Tal afi…

Hórus e Lampião: para que ‘diabo’ tantos olhos?

Por Gilvaldo Quinzeiro


“O olho que tudo ver”, assim como o de Hórus, o nosso também está sendo penosamente arrancado – no mito egípcio foi Seth que arrancou o de Hórus –, já na nossa espinhosa realidade há alguma dúvida acerca de quem cegou o nosso?
Lampião, “o rei do cangaço” perdeu um dos seus numa peleja no sertão. É neste particular que este se fez de ‘Hórus’ para os olhos acesos de muitos. Ou seja, do que adianta ter os dois olhos sãos se para os espinhos da realidade somos todos cegos?
Este texto é um olhar inspirador sobre o mito egípcio e uma comparação com a nossa realidade, que está a demandar por uma visão apurada, se possível, um ‘terceiro olho’, pois, só os dois não estão dando conta. Veja por que.
Hoje pela manhã, enquanto fazia o meu habitual passeio pelas ruas da cidade, fiquei atento a uma cena que se repetia em quase todas as lojas, inclusive nas bancas dos vendedores ambulantes, qual seja, todos os seus ‘atendentes’ de olhos fixos em seu aparelho de celular!
Todos ‘cego…

Por falar em utopia, qual a distância do homem para o sapo?

Por Gilvaldo Quinzeiro


Há muito tempo perdemos o tino e a inspiração das coisas. Coisas há que já não nos damos conta  o que sejam. Relemos as mesmas notícias ‘batidas’ nos sites repletos de novidades. De tão óbvio, as novidades não mudam em nada a nossa rotina – tudo é o ontem ansiosamente aguardado – que o amanhã seja diferente!
 Em outras palavras, em que pese as misturas, o café, só presta preto e quente – só as bocas ficaram frescas demais!
Enfim, estamos vivendo da ‘charge’ do outro como se nossa fosse!  – Reflexo do fim das utopias?
Ora, como podemos falar do fim de algo que a rigor nunca existiu no campo da concretude! Se estamos hoje a nos queixar do fim das utopias, então, estamos diante realmente do perigo!
E agora? Seguir com “o andor, pois, o santo é de barro” ou esperar as enxurradas passarem?
Meninos, nada mais chocante do que ver seus ídolos envelhecerem como qualquer um!  Nada mais desconcertante do que não se poder cantarolar com os demais os hits, que já não embalam os ve…

Alô seus dinossauros!

Por Gilvaldo Quinzeiro


A natureza tem sua escolha sábia. Na época em que os dinossauros se agigantavam na terra, o homem era ‘broto’ do ainda espinhento jardim do éden. As flores eram belas – mas para quem? Tudo era gigantesco e poeticamente silencioso!
Dos céus veio o ‘inferno’ para os dinossauros, ao mesmo tempo em que na terra brotavam quem pelos ‘céus’ se rastejaria. Enfim, era a natureza em seus bilhões de anos fazendo as suas escolhas!
E hoje qual a escolha da natureza diante sua própria dor?
O certo é que na ‘fila dos que vão para o céu’ ninguém quer ser o derradeiro. Nem os ‘primeiros’ olham para os que atrás se acotovelam! Tudo se parece como aqueles últimos dias dos gigantes dinossauros...
A velha humanidade é como sapo no pântano: lixo e luxo, e todos de cócoras à espera dos céus!
Enfim, terá chegada a hora dos ‘novos dinossauros’?







O sujeito e o penico

Por Gilvaldo Quinzeiro

Para um sujeito sedento em pleno deserto, um simples gesto de jogar o penico com mijo fora, é recebido na cara como um desperdício!
Agora vai convencer este sujeito de que aquilo não era água!
A vida, meus caros, é um estirão danado de grande! São léguas e léguas a desafiarem o nosso caminhar!  Não se prevenir para as vicissitudes da vida, corre-se o risco de passarmos grande parte do nosso tempo fazendo questão pela merda do outro!
A sociedade em que vivemos, que é voltada para o consumismo e outras coisas que tais, é em certo sentido, a guardiã de todas as merdas acumuladas ao longo de uma geração. É aqui onde a mesquinhez e a hipocrisia assumem condição de escadas:  galga mais quem tiver mais fingimento!
É triste ver o ‘ter’ sobrepondo o ‘ser’. A coisa sobrepondo o sujeito.  A mentira sobrepondo a verdade. Enfim, esta é a realidade.
Ora, meus caros, retornando ao sujeito sedento, como não salivar diante daquele penico?
Pois bem, nesta semana, eu recebi um sujeito um…

Meus amores eis o “X” da questão: hoje estou sem celular!

Por Gilvaldo Quinzeiro


Tesão! Quem diabo sabe o que é?  O amor de hoje é o mesmo que inspirava os poetas? Quem ainda escreve cartas de amor?
Que a vida a dois é difícil, isso todos nós sabemos. Aprendemos em família com a convivência dos nossos pais. Mas cada é época com suas dificuldades especificas. A distância; a não aceitação dos pais; as guerras; a carreira profissional, etc. etc.
E hoje qual o problema?  Neste texto vamos suscitar uma reflexão acerca dos relacionamentos X uso de aparelhos de celulares e similares.
E para começo de conversa vamos dizer o seguinte: uma geração ‘cega, muda e surda’, é como podemos caracterizar a dependência dos jovens, em relação ao uso do celular.  Dependência esta, diga-se de passagem, que é tão nefasta, quanto a dependência pelo uso das drogas!
O problema é de tal ordem que no futuro seja   possível, se nada for feito, que muitos jovens mesmo ‘namorando’, não saibam o que venha significar um beijo na boca – da mesma boca que, quando ‘namorando’ – nã…

Tudo muda, exceto os velhos motivos das guerras!

Por Gilvaldo Quinzeiro


O século XXI, quem imaginaria, ainda é palco da mais bárbara das faces humanas: a guerra!
 A imagem esquelética de um menino sírio sitiado pela guerra, e que foi publicada nos principais jornais do mundo é assombrosa! Assim como ele, há cerca de 40 mil pessoas na cidade Madaya, vivendo onde não lhes podem chegar a comida ou a assistência médica. Diante desta situação, a ONU exigiu uma ação imediata em socorro às vítimas.
Tal imagem afunda toda crença de que a civilização avança, mesmo quando o que alavanca as guerras, sejam as justificativas da ‘varredura do mal’!
Que bem pode fazer uma guerra seja lá em nome de quem quer que seja?  
Não haverá, pois, amanhã melhor, quando a crise de hoje justifica a matança justa. O que pode ser mais injusto do que se impor a fome a milhares de pessoas indefesas?
Sem dúvida, o mundo vive os seus piores dias!  O agravamento das relações diplomáticas entre a Arábia Saudita e o Irã, por exemplo, só põe mais lenha no fogo, principalmen…

O espelho: eu hein?

Por Gilvaldo Quinzeiro

...E pensar no espanto que aquela modelo bonita teve quando viu a sua foto estampada na capa de uma revista: “esta não sou eu”!  Não, cara pálida, era minha mãe!
Imagine eu, modelo das minhas aflições, vendo-me hoje no espelho!
Que diabo sou?
A crise, qualquer que seja, nos torna bebês carentes por seios e afagos.  Logo, ser ‘adulto’ é amamentar a si com vãs promessas de presentes e substitutos, dos seios que nunca foram realmente nossos!
Um belo dia, o ‘adulto’ descobre quão vazias são estas promessas, e ai oops! – o bebê chora!
A pior de todas as crises é aquela em que já não ‘amamentamos’ as nossas ilusões. Isto é, a crise para a qual já não somos ou temos ‘espelhos’ – seios da nossa vaidade!
Alguns chamam esta crise de ‘existencial’, eu a chamarei de a ‘quebra do espelho’. É aqui onde as velhas cicatrizes, resolvem como ovos, eclodirem da ninhada.
O imagético, meus caros, isso mesmo, o ilusório! – é o que nos erguia até agora, e, pasme! – continuará a nos erguer ca…

O andar sobre as águas...

Por Gilvaldo Quinzeiro


Hoje, antes de dizer, eu quero viver cada uma das minhas palavras! É assim que há de ser o meu dia!
Assim como o ‘pão nosso de cada dia’, a serenidade é para já, porque o brotar da fome não espera por dias melhores. Ou seja, tem que se constituir num exercício diário, tal como o é, a luta pela garantia do alimento!
O pão é palavra! A palavra ascende a imaginação! A imaginação é o reino do impossível!
“O andar sobre as águas”, meus caros, é ter que domar o ‘cavalo’ de si mesmo todos os dias! É ter que enfrentar a cada novo dia, o mar revolto acreditando que ‘alguém’ que é de si mesmo, não só lhe espera de braços abertos do outro lado, bem como, em silencio   lhe sobreponha as águas revoltas, calmamente!
As águas revoltas! O mar a ser atravessado é o amanhecer de todos os dias!
Ora, meus caros, neste exato momento, eu sou um ‘cavalo’ a refutar a seguir em frente diante das ondas assustadoras. O que fazer?  Nada! Simplesmente adormecer-me com meu próprio canto de ninar! …

O 'bicho' do nosso medo

Por Gilvaldo Quinzeiro


Este texto é uma breve reflexão acerca da nossa luta cotidiana. A luta renhida que nos transforma em tudo, exceto em nós mesmos! Mas o que é o “nós mesmos”? O “nós mesmos” não será apenas uma condição de desejo? O que é o desejo e a quem este habita?
Quanto ao cotidiano, não seria este, o ‘inferno’ de cada um?
Em outras palavras, se pudéssemos explicar didaticamente o nosso cotidiano, seria da seguinte forma:  de um lado, a realidade bruta e esmagadora; do outro, o mundo virtual e seu fascínio enganador. Qual a ponte entre ambos? O sujeito!
O sujeito é, portanto, lugar de travessias!  É aqui onde quem quer que permaneça de pé, leva todas as bordoadas – este é o ‘bicho’!
O ‘barro’ do qual o sujeito é feito, é o mesmo que serve de moldura aos ‘fantasmas’. Isto é, se é um vaso; o outro, é o conteúdo.
O ‘bicho’ que corre atrás de mim sou eu!
Voltando a falar da luta cotidiana e de “nós mesmos”.  Se revermos os noticiários, em especial, os mais recentes, só nas festas de v…