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Mostrando postagens de Julho, 2010

Arrumando as trempes

Gilvaldo Quinzeiro



Da cabaça, a água que quebra a sede

Do trovão, o fogo que dispensa o abano
Da rudia, o pote que agrega a sensualidade das meninas feias
Do cambito, tudo que ele dependura
Da banana, as cascas

Do azeite, as piabas fritas

De mim, mais vergonha na cara

Fartura de fome

Gilvaldo Quinzeiro



A vida é de uma natureza tal que ao se  pegar uma folha que se despenca do galho das árvores é algo tão significante e nutritivo que nos dispensaria arrancar uma árvore inteira para lhe comer as raízes!


Pena que a nossa fome seja só da imagem que de nós se despenca, quando a do outro nos suplanta – é que nosso pão é cada vez mais de plástico e as palavras raízes da nossa falta de frutos!

A vida é o que nos arranca para viver!

Indiscutivelmente a vida nos é estranha, como o é um bebê!... 
O conceito de ganhar pode significar perda e feridas abertas...
Parece trágico! Mas, enfim, humanamente acolhedor!

O Afeganistão é aqui?

Aqui não se sentar no chão é cedo....
tarde mesmo é a escola!... Quanto ao fanatismo este sim, é eleitoral!

O paradoxo do tempo, previsão de liberdade?

Uma imensa asa espatifada:
sinal de cerco de estercos e civilização fedida! O caro paradoxo da libertade: prisão para os que não podem ser livres? Em resumo: o atolamento da liberdade! Que tempo é este?

Pelo riso de quem nos faz graça!

Triste do mundo que se inundar nas lágrimas de um palhaço!...
Trágico será o mundo que não captar por trás de um rosto pintado de um palhaço, a sua expressão de tristeza, quando não receber  de volta, o riso de graça!... Triste será o mundo triste com a tristeza de um palhaço! Obrigado!

A política e a curvatura do espelho

Pela ótica da política eleitoreira é a face que se ver....
 a outra já está visivelmente  enrugada de se esconder ... Ou seja, quando feito na cara, tudo é exposição!.. Um espelho cuja cara cabe não fome de todo mundo! No estômago voraz da falta de moralidade!... Na realidade, os marqueteiros deveriam ensinar seus candidatos também a latir!

O tempo, a corda e o balde

O tempo é uma corda...
Nós é que acordamos tarde!... Tarde pra ver o ôlho que nos vê sem tempo... Tempo... pra ver o quê?... Nada! Todos! Enfim, a corda do tempo, abundância de baldes... e de mãos vazias!...

O que abunda e desagrada-me!

Agrada-me ter ruido do osso duro quando babando de fome... ter suado para expressar com o dedo sujo  o que com o grito ainda era silêncio... Agrada-me pois, ter tido intimidade sem ter dado conta do que é ser íntimo...
Porém,  ainda abunda o que com sua  criação pensa ter evoluído!... Isso sim, é o que abunda!

As pontas que apontam a educação!

Quando se aponta a educação....
com a ponta que nos assusta!...  que  outras pontas se encontram como perdidas? Pense bem, antes de lutar por uma educação de ponta! Então?...

O amor da mata

O amor das matas é o que mata....
posto que se expõe sem qualquer pudor...
e seduz!..

Pé(daço) de mim

Pegadas gigantes para se dá no pé...
Um pé qualquer já com suas marcas... Marcas nunca antes deixadas com pés... Estas estão há tempo atrás de mim....

Com quantas pedras se cria a eternidade?

De pedra...
em pedra... se ergue o que para poucas cabeças dura!... Uma pena para quem pensou ser eterno... Mas, não se fez de pedras quem se imaginava deus!...