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Mostrando postagens de Setembro, 2011

È assim nós de quatro pés

Gilvaldo Quinzeiro


Homens híbridos, deuses o quê? Como evitar o “apagão” de uma geração que erroneamente se sente conectada? Aliás, como negar que a conectividade já não é em si um apagão?
Este texto é para nos arremeter com o arremesso, posto que não há como fazer isso, e permanecer com os pés fincados no chão. O chão sumiu, diga-se de passagem, e os escombros somos nós!...
Pois bem, o tempo que se ergue agora não é o mesmo para qual os egípcios há milhares de anos mumificaram seus corpos? Ou não será este, tempo algum?
O fato é que somos a esfinge – os dias de hoje, o segredo!
















A criança e o besouro: quem se transformará em quem?

Gilvaldo Quinzeiro



A princípio o que se espera de um encontro entre uma criança e um besouro - que a criança se torne o besouro ou besouro se torne a criança?

Esta questão nos exigi um exercício tal, quanto o esforço da criança em fazer do besouro objeto de sua companhia. Por outro lado, não é para nos assustar se no final do exercício tenhamos nós nos tornado no besouro – não no do exemplo da criança, mas, no outro que nos escapou para nos ater a criança no instante em que esta acariciava o besouro!...

Voltando ao questionamento acima -, a criança que não ver o besouro como parte de si, ainda que com os olhos emprestados deste, como retornaria a si, se só como o besouro se visse?

Uma coisa é certa, o besouro jamais se comportará como a criança, porém, em a relação à criança não podemos afirmar o mesmo!

Outra coisa não é menos verdadeira que a assertiva acima -, o besouro que todos nós possamos vir a ser, ao encontrar uma criança como evitar o desejo de não comê-la?

Pois bem, um enc…

A folha, a lagarta e a borboleta*

Gilvaldo Quinzeiro


O que restará a uma folha caída no chão de uma floresta?
A resposta a esta pergunta é mesma que tem o poder de fechar as bocas famintas das lagartas que já se põem a devorar a folha, isto é, o poder da transformação!
Dito de outra forma, a folha, ainda que sendo devorada pelas lagartas estará contudo, de volta ao alto das árvoresno voo das borboletas. Aliás, quão nos é difícil acreditar que uma linda borboleta antes de voar era apenas uma lagarta que de alguma forma se serviu da folha que até então se encontrava no alto da copa das árvores!...
Na verdade, na verdade, a transformação não é só uma rotina da natureza, mas, sobretudo, o seu próprio jeito de ser! A natureza só é natureza porque tem em si mesma a transformação. Do contrário como explicar, a passagem do sertão para o mar e do mar para o sertão?
Pois bem, dito inicialmente da existência e do poder da transformação, quero lhes dizer que todos nós seres humanos temos e somos uma natureza, e que assim como uma folh…

Espelho pra mim é miau

Gilvaldo Quinzeiro


A felicidade que mede a minha é a do meu gato; não que a minha seja maior que a dele, mas, a não felicidade dele é um sinal de que a minha há muito tempo acabou!...
Então, quando tenho o meu gato em minha companhia, tenho certeza que estou melhor comigo; do contrário, como perceber a dele?
Um “miau” pra mim não é só um cumprimento, mas, um comprometimento!



A tolha caiu

Gilvaldo Quinzeiro



Um aluno de 10 anos de idade de uma escola municipal de São Caetano-SP atira numa professora, e em seguida se mata – ficção ou realidade? Se este caso tivesse ocorrido há duas décadas atrás se perguntaria: qual a ficção que teria “inspirado” este garoto? - como não, a pergunta se investe: qual a realidade que levou este garoto a agir como se estivesse numa ficção?

Ora, no texto postado abaixo estamos exatamente falando da loucura como algo inerente a nossa normalidade cotidiana. Isto é, os loucos são aqueles que de alguma forma estão tentando compreender a “normalidade” com que da realidade nos afastamos, posto que já não há mais uma “realidade”, senão aquela outra na qual estamos todos loucos.

Portanto, pense bem antes de mergulhar na realidade, pois, nem sempre há  toalhas!...

Acalme-se, a normalidade é que está louca!...

Gilvaldo Quinzeiro



O que se pode afirmar do sujeito sem a loucura que nos torna todos iguais nos dias de hoje? Não é a “normalidade” um traço excêntrico quando tudo mais é dominado pela loucura?

De fato, curar a loucura pode ser um ato insano, se sem ela qual o traço que nos ligaria a contemporaneidade? A questão, no entanto, é quais os novos paradigmas que “normalizarão” a loucura que já se torna velha de ser a nova face dos nossos dias escuros!

Quão é interessante pensar na loucura. A loucura que não se pensa, esta sim é assustadora!

duras cabeças, frouxos cabrestos

Gilvaldo Quinzeiro
O homem ao dá nome as coisas apenas as “acangalha”, e como consequência ganha as esporas, ao invés das rédeas. E assim, este, das coisas se torna seu cavalo, conquanto se imagine cavaleiro das coisas cujas estéticas lhe caem bem como um cabresto!...
Tudo enfim, são as esporas, enquanto as rédeas cabem as nossas cabeças!...





Um purgante na política caxiense

Gilvaldo Quinzeiro


A “prisão de ventre” da política caxiense quem ainda aguenta? Ou será que até o estômago já perdemos?
Uma coisa, porém, é certa – não fazemos mais digestão!
Portanto, uma velha, mas, eficaz receita caseira nos faz necessário: um purgante de azeite mamona!
Quem ousa tomar?

As varas e as lascas da educação

Gilvaldo Quinzeiro


A educação brasileira, notadamente a pública se tornou numa “velha árvore” na qual os que têm a missão de salvá-la apenas lhe retiram a casca com os quais fazem “milagrosos chás” quesobre efeitos das alucinações constroem suas retóricas. Prática predatória, eis no que se constituiu o “salvamento” da educação brasileira. 
Dito de outra forma, muitas das novas teorias sobre a educação que nos são empurradas de goela a abaixo, mais do que uma contribuição significativa para a prática educativa, não passam de arroubos egoicosque, como tais não nos explicam o que fazer depois que a realidade dissipar seu brilho inicial.
Por outro lado, “varada” mesmo é o enfrentamento do dia a dia de uma sala de aula. Lá não há luz alguma, só barro por ser amassado, e o desespero de, no final do dia, nenhuma cabeça erguida, a não ser as que deveriam ser amassadas!







Nem me conta do Enem

Gilvaldo Quinzeiro


Enquanto os governantes tiverem seus olhos vendados para a escola pública e a sociedade fazer de conta que não tem conta a prestar, o Brasil voltará a ter uma geração de acorrentados, como foi a dos tempos coloniais; com uma diferença: a geração de hoje nem como mão-de-obra escrava serve, posto que não aprendeu o suficiente para tal!...
Pois bem, às vésperas de novas eleições, nas quais as “fábricas de dinheiro” surgirão do nada para dos acorrentados seus votos comprarem -, fica claro porque as escolas públicas assim como as senzalas não precisam de investimentos!
Em outras palavras, o sucesso da escola pública é a derrocada de quem se mantem no poder à custa do seu fracasso.Ou seja, mudar a educação pra quê se é sem ela que por mais cem anos nos acorrentarão!











Paz!

Gilvaldo Quinzeiro


Todos os anéis de ouro não valem mais do que todos os dedos perdidos pela ambição de se colocar as duas mãos no mundo!
Aliás, vivemos num mundo de pouquíssimas mãos e muitas próteses -, já não há motivos suficientes para se economizar os fígados?
Qual o tamanho dos fígados daqueles que se acham no direito de decretar uma cor dominante?
Quiçá, o dia de hoje, amanhã seja outro, e que a luta que se trava em nome da paz não nos torne todos prisioneiros!



Cegos os olhos sem o corpo que tudo ver

Gilvaldo Quinzeiro


Todo olhar é cego, a medida em que os olhos primeiramente se veem naquilo que por último são os olhos do outro.
Escuro o mundo no qual “tudo” é a imagem que nos engravida!
Ora, como lidar coma ideia de corpo sem que este não seja pensado como “os olhos “que copulam com tudo que ver?
O corpo que temos não é feito só da luz dos nossos olhos, mas, sobretudo daqueles que nos cegam também.


Fora ao controle, o que fazer das mãos?

Gilvaldo Quinzeiro


Não há ato mais desastroso quanto à “obsessão pelo controle”.
Das naturezas, a humana só é “a coisa em si”, quando supostamente o “si das coisas” está sob controle – eis ai um desastroso engano?
De fato não há como controlar a coisa sem da coisa se tornar um prisioneiro!...
E em assim sendo qual o triunfo a comemorar?
Ter a coisa ao mesmo tempo em que da coisa é – qual o papel que as mãos cabem?





Tempos de preces ou de pressas?

Gilvaldo Quinzeiro


A questão dos nossos tempos é: há homens sem tempo ou tempos sem homens? Como discordar de que concomitantemente a existência de homens sem tempo, não hajam tempos sem homens? Não é esta a marca visível dos nos tempos?
Pois bem, outra questão nos impõe: qual o mundo que não se acaba se os outros que existiram quem ainda dele faz parte?Como não afirmar que neste tempo “sem homens” o mundo também já não se acabou?
Quão é complexo aquilo que com “a mão” já não se abarca! Aliás, para que servem as mãos, se as cabeças há muito tempo se perderam?
Há homens em “marchas” que não tiveram tempo nenhum para pensar quão finos “machados” esperam!...
O quê?
- Marcado o tempo das marchas com pressa!
Afinal para quem são as preces em tempo de pressa?



Os pratos para as fomes das coisas que nos vomitam

Gilvaldo Quinzeiro


O mundo, a serpente e o homem: diferentes apenas na pele, em tudo mais são todos peçonhentos...
No final, porém, só os “gatos” pela unha que escondem dialogarão com todos lhes roubando o prato!
Em outras palavras, a fome é mãe da barriga de todos, mas, nenhuma barriga com fome nem enquanto metáfora será mãe!...
Portanto, metaforizar a fome, ainda que sendo devorado pelas palavras, de alguma forma é fome de alguma coisa...
Que coisa é essa que ainda estando com fome nos vomitam?
Somos os pratos de cujas barrigas não têm fome?



A cruz nossa é o outro que não gosta de si

Gilvaldo Quinzeiro


Gostar de “A” no que este tem para dele se “gostar”, não é a mesma coisa que gostar apenas do “jeito” de se gostar de “B”. Por esta equação se conclui que: “A” é a vela para quem só se estende a mão na hora da morte, enquanto “B” é a cruz de todos para todos os dias que não se viveu com “A”.
Portanto, pelo “gostar” se conhece quem não gosta nem mesmo de si.