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Mostrando postagens de Julho, 2016

"Itapalavras"

Por Gilvaldo Quinzeiro





Eu vi, ouvi e colhi histórias vivas sobre Rio Itapecuru numa “Monção Poética”; era uma manhã de julho, numa quarta-feira...
Vi o rio serpenteando, quase morrendo sobre as pedras. Pedras quase de rio e rio quase de pedras.
Vi menino se atirando do alto dos galhos das árvores como se fora um martim-pescador.
Vi cipó balançador feito de ‘perna de arame’, roubado, talvez, de muitas cercas que serpenteiam às margens do rio, como se do rio fossem.
Vi muitos socós, lavandeirinhas, inhumas, garças, bem-te-vis e martim-pescador
 Vi velhos lançarem as varas com seus anzóis.
Vi meninas e meninos tibungando nas águas. Águas finas, mas grossas, as vezes, de tanto sujo.
 Vi e ouvir histórias também assombrosas:  o uso da carne de camelão – existem tantos por lá – para atrair piranhas.
Vi tragas sugarem das suas profundezas, aquilo pelo qual lhe faz hoje tão raso e tão seco.
Vi canoas ancoradas a espera de novas enchentes; vi outras tantas mortas só o esqueleto, igualzinha à espinha de…

Olimpíada Rio 2016. De novo os olhares do mundo vão nos colocar face a face com o espelho. Quem somos afinal?

Por Gilvaldo Quinzeiro





Ontem, foi a entrega oficial da Vila Olímpica. Várias delegações deram entradas. E é claro, somente então, nos damos conta dos reais problemas e da nossa desorganização.
Os australianos, por exemplos, simplesmente se recusaram a fazer uso das novas instalações que, no dizer do seu comitê organizador, “são inabitáveis”, e preferiram ficar em hotéis. O prefeito do Rio, Eduardo Paes, ao invés de pedir desculpas, prometeu colocar uns “cangurus para que os australianos se sentissem em casa”.
Outras delegações, como a dos Estados Unidos, a da Holanda e a da Itália, tiveram que fazer reparos e adaptações.
Notícias de roubos, e até de sequestros relâmpagos estão sendo relatados pelos atletas estrangeiros.
O fato é que estamos com um ‘baita de um abacaxi’ nas mãos para ser descascado. Receber cerca de 20 mil atletas, nem colocando todos os bichos da floresta amazônica, é preciso mesmo muito trabalho e muita organização!
Não altura do campeonato não basta apenas pensar em g…

O sintomático choro pelo 'leite derramado'.

Por Gilvaldo Quinzeiro




Entre a pressa para tomar o café quente, e uma demora para escrever o que sai frio da boca. O texto a seguir é um diálogo sobre os sintomas dos nossos dias. Uma espécie de  banho de cuia; um  ir cedo lá na cacimba!...
O fazer é o leite. O pensar é ovo. A ‘caverna existencial’ é o prato – é aqui onde todos nós permanecemos sentados sobre a farofa!
O sintoma, que nada mais é do que uma ‘metáfora’, é um frágil amarradio do sujeito diante da sua ‘porosa’ existência; um nó em desatamento – mas que é um amarradio, contudo.
O sintoma é uma espécie de ‘amarrar o cachorro com a linguiça’, isto é, trata-se, pois, de um modo improvável de se conter. No final, a ‘solução sintomática’ será resolvida da seguinte forma: a linguiça, enfim, vai comer o cachorro! O paradoxo, no entanto, não reside apenas nisso, outra coisa vai acontecer, qual seja, o cachorro, viverá a vida toda se queixando de obesidade!
O dito acima é uma introdução aos sintomas da contemporaneidade. Em outras pala…

A ‘moela’ do nosso tempo. Uma breve introdução à realidade com seus arames farpados.

Por Gilvaldo Quinzeiro




Há um velho ditado que diz, “fulano não tem coração, tem é moela”.  A moela é a parte superior do estômago das diversas aves cuja função é triturar os alimentos, logo, este dito é mais do que contemporâneo: substituímos o ‘mole coração’ por algo duro, e que rói um monte de coisas que já não conseguimos mais digerir!
A realidade com seus ‘muros de concretos ou arames farpados’ nos impõe ritmos, sonoridade e imagens de lascar, como se diria, em um bom linguajar nordestino!
De fato, é preciso muita atenção com o que ocorre em nossa volta. Se pensamos ainda que somos ‘pintos’ é porque nos falta pena, isto é, a realidade nos deixou em carne viva. Tudo enfim nos tritura!
Por falar em tritura, por aqui, às vésperas dos Jogos Olímpicos, todos prendem a respiração, mas não é para comemorar mais uma medalha, e sim, pelos números crescentes da violência que nos envergonha e nos assusta. Novas táticas estão sendo empregados: a do terror! No Rio de Janeiro, sede dos jogos, 9 car…

Os bichos na rede

Por Gilvaldo Quinzeiro




A questão é a seguinte, primo, os ratos também aprenderam a usar a ‘rede’, e estão se organizando para virem roubar o queijo!  Precisamos ficar ‘ligados’!
Avise-me se os ‘peixes fritos’ também estão se ‘antenando’ – o bicho pode pegar!
Por fim, antes que a net caia, eu aproveito para lhe enviar um nude!

Fui!!

"Aquilo ali" sim, nem as palavras alcançam!

Por Gilvaldo Quinzeiro






Que a realidade ao menos como a gente se acostumou a ver, é cada coisa em seu devido lugar, isso é um ponto pacífico, no entanto, se olharmos bem a nossa volta, vamos nos dar conta de que os ‘ventos’ estão soprando diferentes, e tudo   se tornou ‘naquilo ali’, isto é, no lugar onde nem a mão e nem a palavra alcançam!
Seriam os sofistas capazes discursar sobre ‘aquilo ali’? Para onde o dedo de Platão apontaria? E quanto a nossa cabeça que lugar do corpo ocupa?
“Agora bem aí”, a coisa de fato começa a ficar séria!  Há muito mais coisas sem ‘nomes’, a nos abocanhar, do que palavras da nossa boca a lhes ‘batizar’, logo, tudo virou uma assombração: corra que o bicho vem aí!
Por falar em cabeça, inclusive sobre aquelas que não sabem do que se ocupar, muita gente está perdendo a sua, como o novo ‘Pokémon Go’. Recentemente uma mulher nos Estados Unidos pediu ajuda aos bombeiros, pois, conforme as instruções do jogo, a mesma teve que escalar uma árvore, mas na hora de descer…

O peixe que somos, e a pedra do tempo

Por Gilvaldo Quinzeiro




A rigor a vida é assim: o que se ouve, o que se ver ou que se ‘come’, vem de nós mesmos! Assim sendo, cada época com suas próprias ‘asas imaginativas’; seus assentos e o nu exposto das paixões.  
Cada época com seus ‘saltos e quedas’!
A paixão é o quarto dos   espelhos sonoros ou visuais – o que se ouve ou que se ver, vem sempre de nós mesmos – isso é o que não muda!
A mão que antes ‘tocava’ as ondas sonoras de um rádio, na ‘pesca’ de uma música, que fisgaria o seu já afogado coração, pode ser exatamente como a de tantos que na época hoje se atolam nas ‘redes’, e nada, nada encontra...
Em outras palavras, tudo são caricaturas do ‘peixe’ que somos, e não pescamos! Tudo são ‘pedras’ de nós mesmos!

Enfim, tudo é originalmente lindo, até virem as ondas trazendo os tubarões! O chão de terra batida antecipou ao mesmo tempo o tamborete e a mesa. Amanhã, quem de mim estará sentado em mim?

Imagine-se à luz da lamparina!

Por Gilvaldo Quinzeiro



Imagine um ‘blecaute total’, de modo que voltássemos as condições do século XVII, por exemplo - seria o fim?  para muita gente sim! Mas para outras como Isaac Newton – seria apenas o começo!
Cada época é parto de si mesma, logo, as condições ideais nunca existirão!
Se  Isaac Newton fosse esperar a invenção da calculadora para realizar os seus cálculos – quantas maçãs apodreceriam sem despertar nenhuma cabeça!
Ainda bem que a cabeça de Newton estava no momento certo!
Já pensou se a mãe de Sócrates não entrasse em trabalho de parto por esperar as condições ideais de parir? A Filosofia que se ‘gravidou’ da água de Tales de Mileto, não teria dado luz ao homem!
Por fim, o fazer é como parto: mais do que ter  a cabeça de fora, é preciso fazê-la vir ao mundo sejam quais forem as condições

Abocanhando o medo!

Por Gilvaldo Quinzeiro




Para os aventureiros, os ventos são as trilhas.  A vida é assim: asas têm quem acredita que seus sonhos sejam antigas pegadas, o certo a ser seguido – desistir dele é espatifar-se lá embaixo!
Humanamente falando, não há o lá fora. Tudo é o aqui dentro.
A boa notícia disso é a seguinte: o medo ou o sofrer é exatamente do tamanho que o edificamos!
Sendo assim, aquele ‘monstro’ que se agiganta como estando do lado de fora, pode ser apenas do tamanho de um caroço de feijão, logo, sabendo que este se encontra dentro de nós, o passo a ser dado é o seguinte: abocanhá-lo com a consciência!

Nhac! Nhac!

Uma prece pelo seu cavalo!

Por Gilvaldo Quinzeiro





Viver não é esperar pelas flores que nunca vêm cedo, às vezes só tarde demais!
Viver é semear todos os dias em nós a paciência para retirar os espinhos, estes sim,  sempre apressados!
Sentir-se ‘esporado’ por dentro e por fora roendo as próprias unhas ou correndo à galope atrás da peleja que é dos outros, pode até nos servir de gibão para os breves orvalhos das manhãs, porém, tornar-se ‘vaqueiro’ de si mesmo, só domando   o nosso ‘cavalo interior’!
“Agora bem aí”, como dizem os jovens, é travar uma batalha espinhosa por toda a vida!
Dome o seu ‘cavalo interior’,  e reze por ele!

Ei, psiu!

Por Gilvaldo Quinzeiro




O mundo, meus irmãos, ficou de repente assim:  ‘vaidoso, de salto alto, e sobre uma casca de banana’.
Tudo se tornou muito escorregadio.  O perigo está  exatamente em cada rebolado!
Entre uma escada e outra da fama, alguém se espatifa com o queixo no chão. Outros há que se arriscam apenas usando o ‘fio dental’: lá do alto dá para ver o vão do seu desconforto! Mas fazer o quê?
Fama é fama. O que vale é o cinto de segurança dos assovios!

Fiu! Fiu!

Que ‘pose’ que nada primo!

Por Gilvaldo Quinzeiro



Ai é o seguinte, primo,  por um ‘trisco’ de nada a gente precisa acreditar que se agarrou nalguma coisa, mesmo que esta coisa seja o último palito de esperança!
Mas, pensando bem, primo, no pé em que você se encontra,  eu preferia ser apenas um ‘graveto’!
Ufa!

Boa sorte, meu garoto!

Sim, mano, é verdade!

Por Gilvaldo Quinzeiro




Seja forte, mano! 
Duro mesmo é esconder aquilo que não é osso.
A paixão, por exemplo, nos deixa mole como mingau!
Ou o duro para você é esquecer aquele cheiro?

Todos com a cuia na mão, farinha boa, nada!

Por Gilvaldo Quinzeiro

Quando tudo vai bem, a gente pode até se dar ao luxo de comer ‘isopor’ apenas por não querer o feijão farto na mesa! Este é o tempo onde todos os ventos e chuvas fertilizam os mais pobres dos discursos, e todo mundo de barriga cheia, aplaude! Este tempo, infelizmente já passou, foi ‘ontem’...
Hoje com o preço do feijão nas ‘nuvens’, um quilo de feijão em promoção em algumas praças custa R$ 14,00, nada o substitui – quem se acostumou a comer ‘isopor’ apenas por se dar ao luxo de mudar a dieta alimentar -  gostaria ao menos de sentir o cheiro do feijão preto na panela encardida de um quase branco!  Este é o novo tempo em que os mais inflamados dos discursos só fazem aprofundar as velhas feridas!
E o choro das crianças por mingau, mas sem farinha, como fica? A coisa está tão feia que a apresentadora do “Mais Você”, Ana Maria Braga, confundiu em sua receita matinal, uma mosca com um “queimadinho”! Imagine na casa de uma simples Maria!!
Que o Brasil já teve a “política …

Aqui pensando: au au!

Por Gilvaldo Quinzeiro





Sabe, primo, há coisas que só vendo para acreditar. Outras há em que nem o diabo acredita!
Pois é....
Tudo há, mas um lugar só para tudo será que há?
O velho mundo ficou mesmo para trás...porém, o rabo, mesmo bonito quem quer na frente?

Hein?

“Os cinquenta tons de cinza” da nossa pálida vida!

Por Gilvaldo Quinzeiro




Feche a porta. Se preferir apague a luz. Por precaução amarre-se na perna da cama ou na minha. Começa agora uma narrativa em seus “cinquenta tons de cinza”. Não importa se ai como dói ou se ui como é bom!
Ponha um pouco de vinho, mas se quiser coloque uma pitada de pimenta.... Eu não vou falar de sexo, ao menos do explícito – sexo hoje é tudo, até o substituir por chocolate como vêm fazendo muitas inglesas. Ora, ora, como Freud tinha razão! Pergunte aos adolescentes como eles se masturbam, senão o tempo todo em que passam com o celular nas mãos!
Então, como negar que o nosso dia a dia   se tornou um ritual sadomasoquista:  ninguém assume que faz, mas na hora H todos estão preso a ele!
A corrupção, por exemplo, se tornou uma espécie de ‘sexo explícito’ na terceira idade: luxo, objeto de arte, bebida, viagens, mulheres. Tudo agregado a experiência de uma vida.  “Cinquenta tons de cinza” aqui é pouca corda para muito pescoço. O problema é a dor ou o prazer, para muito…

A pior de todas as guerras em curso. Quem será o vencedor?

Por Gilvaldo Quinzeiro




A facilidade com que os estadunidenses adquirem  armas, como parte de toda uma cultura,  e,  agora com o recrudescimento dos conflitos entre brancos e negros, e mais recentemente, o ‘armamento’ do público gay, depois do último atentado numa boate, em Orlando, que deixou cerca de 50 mortos,   isso sem falar nos outros conflitos, como a questão da imigração ilegal,  bem como a religiosa, os Estados Unidos poderão assistir o aumento da escalada da violência, que poderá levar facilmente a uma ‘guerra civil’.
A morte de 5 policiais brancos, em Dallas, no Texas, na última semana, por um atirador negro, Micah Xavier Johnson, é um forte indício de que as coisas, de fato, poderão fugir do controle.
É claro que o problema citado acima, não é apenas dos Estados Unidos, trata-se de um problema que atinge o mundo inteiro.  O Brasil, por exemplo, vive há décadas a sua ‘guerra particular’, onde anualmente milhares de pessoas são mortas, e o número só tende a crescer, e, pasme, “s…

Olhem para isso seus calangos!

Por Gilvaldo Quinzeiro



Que mecânica é esta que faz o Universo se contorcer, para, assim, tomar a forma de uma espiral, e, não obstante a este gigantesco ato de comprimir-se, o ‘calango’ ileso espreguiça-se alheio a tudo isso numa bela manhã de sol?  
Imagine que neste exato momento, uma galáxia esmaga a outra, e eu, ‘bicho’ da minha assombrosa existência aqui a pensar que estou pensando em tudo isso como se merecesse está confortavelmente sentado e distante desse esmagador impacto!

Hein?

O porém do tempo, e da prece apressada

Por Gilvaldo Quinzeiro





Uma das criações do homem que mais lhe provoca a sede de ir para o pote, ou para o  já mijado banheiro, não é a ‘boca da cabaça’ por incrível que pareça, mas o tempo.
O tempo é a boca de todas as correntes sem a qual, não teríamos pressa por nada.
Somos por isso mesmo, o escancaramento do tempo perdido, incluindo o da prece apressada por tantos e ingênuos pedidos!
A pressa e a prece . Eis  aqui  o reflexo das duas estranhas  faces  no espelho de agora.
Ora, meu senhor, o que todos nós estamos precisando não é  de fila curta para os apressados que vão para o céu, e sim, da ‘santa paciência’ para lidar com os nossos dias infernais!

Amém?

Nada de “mundo novo” em 30 anos. Só velhos escombros!

Por Gilvaldo Quinzeiro



Entre   quedas de muros e de mundos, entre “primaveras árabes” e outras estações; a improváveis cabeças de líderes políticos expostas em um prato, como se de cabeça em cabeça se servisse o mundo -,   tudo isso em menos de 30 anos – apesar de todas as violentas mudanças que ocorreram, o “mundo novo” ainda não se levantou, especialmente para aqueles que ainda vivem sob os escombros!
É exatamente debaixo dos ‘escombros’ que algumas vozes começam a falar que nada mudou, ou pelo menos a mudança anunciada não veio. Cito   por exemplo, a voz do iraquiano Khadim al-Jabbouri que, numa reportagem publicada pelo site da BBC de Londres, disse “arrepender-se de ter derrubado a estátua de Saddan Russein”, após a invasão das tropas dos Estados Unidos, em 2003. Ele, Khadim al-Jabbouri, foi quem primeiro tomou a inciativa de derrubar a referida estátua, e sua foto estampou as capas de jornais e revistas do mundo inteiro.
Segundo a reportagem aqui citada, Khadim al-Jabbouri vive hoj…

Desculpe-me, meus passarinhos!

Por Gilvaldo Quinzeiro




Um dia é do macaco, outro dia será da banana. A vida tem sido assim desde as primeiras gotas de chuvas baterem sobre a pedra dura – e não será o desejo do mais famintos dos urubus que irá fazer os mais gordos dos bois entrar em depressão!
Viva por si a cada fome que puder saciar, mas nunca tente devorar a alma viva das coisas, desde a mais vazia das mamadeiras ao pilão cheio de milho verde!

Bom dia!

E se os bebês tivessem escolha, quem enfim, se tornaria o ‘galo humano’?

Por Gilvaldo Quinzeiro




A casca do ovo protege o próprio ovo, não o pinto. O pinto, pobre coitado, ao nascer rompe a casca, e ciscará o mundo, entre cobras, lagartas e gigantescas patas, na solitária missão de vir a ser o galo!
E quanto a condição do ‘galo humano’, em especial nos dias atuais, o que significará    a ruptura da casca, se de ‘bolhas’, não passamos?
Não há ruptura maior do que o ato de nascer. Parabéns para o pobre do pinto que conseguirá vir a ser o galo! O problema é o ‘feliz’ bebê humano que nesta condição se fixa. Os que arguirem ao contrário, respondam-me, pois, o que é ser ‘adulto’ hoje em dia?
E se os bebês tivessem opção de escolhas entre a proteção de não nascerem, posto que em algum lugar, eram como ‘grãos de areia’ e   ou o ‘rasgo’ do nascimento, no qual, aos poucos ganharão pele, e, ao contrário do pinto, viverão fugindo do mundo adulto?
Veja que comparação! O pinto X o bebê! Ambos pobres coitados: não sabem que realidade lhes aguardam!
A realidade o que é, senão, …

Argentina sem Messi? O Brasil com o mesmo de sempre! "E agora José"?

Por Gilvaldo Quinzeiro


O futebol, em especial o da Seleção Brasileira já não mais nos ‘salva’. O futebol já não nos serve mais de ‘catarse’ – estamos todos fritos entre a frigideira quente e o olho frio do gato.  Uma coisa, porém, nos conforta: as nossas derrotas recentes não foram surpresas! Ufa!
Isso sem falarmos no já indigesto prato, que se tornou o dia a dia da nossa política. Aqui não há encanto: todo sapo é príncipe! A surpresa é o nó da gravata dos ratos: nunca desata, e nunca perde o alinho!
Política? Não. Este texto é para falar de jogo. O jogo duro da vida!
Diante do jogo duro da vida, para o qual os esquemas táticos e as jogadas de efeitos não prevalecem, somos todos ‘bola murcha’! Para ser mais enfático, futebolisticamente falando, somos todos uns simples ‘pernas de paus’. Nada mais e nada menos do que isso. Aqui não há ‘goleiro amarrado’ com pênalti para ser batido. Quem mais se aproximou desse duro jogo, foram os gladiadores romanos cujas bolas poderiam ser a própria cabeça…

O buraco da fechadura não impede o rasgo existencial

Por Gilvaldo Quinzeiro




A vida toda vivida por um buraco da fechadura, não nos arranca ‘tampo’ algum, porém, uma coisa também é certa: não comemos ninguém! Ademais, isso não nos protege de que a saliva na boca de quem estar à nossa espreita, lhe sirva por mais tempo do mais paciente dos alimentos!
Acorde cedo para vida, antes que tarde para o desperdício!
A cobra que vive sonhando em criar asas desde os tempos do paraíso, aprendeu com o bucho no chão, que, mesmo quando parada (não se engane!), está armando o bote para os incautos passarinhos!
Este é o risco do pássaro andarilho, isto é, encontrar a cobra parada no meio da trilha -, mas do que lhe valeria as asas ficando preso ao ninho?
O dito aqui, no entanto, não significa dizer que no afã de viver, de nos arriscar; não venhamos nos constituir em mero “Dom Quixote de La Mancha”, porém, a vida não nos foi dada para nos servir de prisioneiros dos contos de fadas dos outros!
 Por outras palavras, precisamos assumir a condição de cavalheiros d…