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Mostrando postagens de 2018

A dialética do espelho

Por Gilvaldo Quinzeiro

A dialética do espelho. O que se ver, pode, em nada nos dizer a respeito, mas se repararmos bem; se prestarmos um pouquinho mais de atenção, aquilo que “sentimos” no ato ver, isso sem dúvida alguma, é nosso! Esta é a parte cega do espelho que nos pertence.
Em outras palavras, os sentimentos são ‘olhos’ que costumamos ocultar – vão esforço, pois, se aqueles não estão tão explícitos quanto os da cara -, nem por isso nos impedem que nos sintamos tão despidos de verdade.
Olhem-se!

O graveto, a fogueira e os fantasmas

Por Gilvaldo Quinzeiro

Então você quer saber “com quantos paus se faz uma fogueira”? Pois é... Eu vou lhe ensinar mais do que isso, ou seja, eu vou lhe ensinar como se deve manter acesa uma fogueira.
Calma, caro leitor! Eu estou brincando! Pois eu também sinto quão é escuro e cru os nossos dias.
Enfim, o quanto é importante poder se livrar da escuridão!
Pois bem, eu comparo uma fogueira, as nossas conquistas diárias. Saber valorizar as pequenas conquistas é tão importante, quanto manter do lado, o tempo todo, os gravetos com os quais as fogueiras são e se mantêm acesas.
As pequenas conquistas são como gravetos após acesa a fogueira. Quem deles ainda se lembram? Porém, eis o risco de a escuridão voltar à medida que esquecemos como manter a fogueira acesa. Assim também serão as ameaças à sequência das conquistas, uma vez que estas são constituídas de detalhes; de temperos; de ‘mungangos’, enfim, esquecer destes detalhes é não mais saber como e para que servem os gravetos.
As noites e os dias…

A vida

Por Gilvaldo Quinzeiro

A vida é ‘trempe’. O carvão é ferramenta nas mãos dos criativos. As cinzas são linhas e tecidos como as palmas da mão.
A paixão é a prova de que em tudo se pode  imprimir a nossa face. O mais estranho é viver esperando por aquilo que ainda não se plantou.
Plante humor. Cultive estradas. Regue os sonhos.
Viver bem é aprender fazer travesseiros das pedras. É driblar as adversidades com um sorriso. Viver bem é se afastar das coisas; das coisas que não nos pertencem nem na Terra, e muito menos nas Águas.
unte os remendos, os traços, os cacos, e tudo que sobrou. Sopre a poeira. Aproveite as lágrimas para lavar o rosto.
Caiu. Levante-se. Siga em frente!


A dupla face de todas coisas?

Por Gilvaldo Quinzeiro
Uma coisa é o que é, não importa quantos e quais olhos estão sobre ela. Mas os olhos sobre a coisa, não importa de quem quer que sejam, estes poderão sofrer para continuarem a pertencer a si mesmos, tal é o preço a pagar por estes verem a coisa.
Em outras palavras, o ato de ver pode em nada acrescentar sobre a coisa vista. Mas, os olhos sobre a coisa, estes nunca serão mais os mesmos.
O ato de ver nos torna ‘isca e peixe’ ao mesmo tempo.
Melhor faria o deus romano Janus que, por possuir duas faces, uma olhando para frente, a outra para trás, pois, no mínimo disfarçaria facilmente qual dos olhos sobre a coisa, fora o mais atingido. Isto é, haveriam olhos sobrando, a despeito daqueles que foram ‘cegos’.
Este deus romano de duas faces, nos faz pensar a respeito da face dupla presente em todas as coisas. Será? Penso, eu, que não seria nenhum exagero ver o mundo sob esta ótica, qual seja, a de que todas as coisas têm duas faces.
Dizem que entre as inúmeras antiguidades c…

A imagem: a ‘carne’, que de tudo nos alimenta!

Por Gilvaldo Quinzeiro

Nem só de arroz e feijão se alimenta o homem contemporâneo, mas de toda a imagem, que supostamente se ‘emprenha’ do olhar do outro.
Imagine o nutricionista receitando uma dieta para seu paciente. “Alimente-se daquelas imagens que não despertem a fome no outro”. “Alimente-se de tudo, menos dos seus fantasmas”.
Claro que em tempo regido pelo imagético, o olhar do outro é o que nos engorda. Aliás, esta questão que se refere ao “olho gordo”, dele, os nossos avós já se precaviam.
Hoje, se repararmos bem em quaisquer restaurantes, vamos nos deparar com a seguinte cena, que, de tão recorrente já nos parece óbvia, e por isso mesmo ninguém a ver. Mas que tal cena é essa? Bem, a cena é: costuma-se antes de comer, enviar a imagem da comida via WhatsApp para, presumo, que outrem a saboreie antes de nós mesmos, ainda que salivando e já postos à mesa. O que isso significa? O que isso quer dizer?
Pois bem, a resposta a estas questões acima levantadas poderá vir de diferentes pont…

Voar é minha ‘muleta’. Qual a sua?

Por Gilvaldo Quinzeiro

Todos, certamente, cada um ao seu estilo, têm uma ‘muleta’. A minha é querer voar! Às vezes, no meio do voo, é que percebo que me faltam as asas! 
Todavia, erguer-me após a cada tombo e tropeço, me dá a sensação de viver sempre nas alturas!
Um pássaro ferido, ainda que no chão, é a prova de que voar é possível!
Na dúvida se ainda lhe restaram as asas, mire para onde fica a cabeça: ela sempre se voltará para as alturas.
Lançar-se ao voo é o caminho que nos supre a ausência das asas! Estas, as asas, são criadas pela visão dos seus sonhos!

O Corpo. Este lugar prenhe de desconforto!

Por Gilvaldo Quinzeiro

Na semântica do corpo, o gozo é ato devorador de significados: nada aqui é possível do alcance da palavra! É uma espécie de ‘buraco negro’, onde a luz das estrelas espraia em escuridão. Mas não gozar, contudo, significa ter domínio do jogo entre significantes e significados – é a prevalência do errático, tal qual, um fragmento rochoso a deslizar-se no firmamento.
Ontem numa conversa entre amigos, ouvi um comentário que, no momento não me chamou atenção, mas, aquilo me fincou pensamentos.... Dizia o comentário: “Eu fico desconfortavel entre o buraco existente entre uma fala e outra”. “Como assim”? pensei cá meus botões.
Quis dizer o meu amigo em seu comentário acima do seu silêncio ou do incômodo de não se apropriar da fala do outro? Ou simplesmente o seu desconforto era apenas uma fala vinda dos lugares longínquos do seu próprio corpo?
Pois é, o assunto aqui nos remeteria às coisas freudianas, com uma boa dose das inspirações dionisíacas!
O Corpo é este lugar prenhe …

Cuidado em sentir-se em outra pele

Por Gilvaldo Quinzeiro
Cuidado com o que você pensa e acredita, porque isso poderá realmente definir você -, com tudo aquilo que há dentro de você como pedras e montanhas! O sentido das coisas, se se as coisas têm sentidos, não são outros, são os seus. Por isso se faça melhor como a arte de quem lapida uma rocha. Mas, tenha mais cuidado ainda com aquilo em que você não pensa e nem acredita, porque isso, sim, pode ser real!
Não tenha pressa em saber aquilo que, para as pedras, em seus milhões de anos de existência, são ventos e bundas, que se assentam para suas pregações sobre a vida!
A vida vale não pelo que se romantiza dela, mas pelo que de fato dela se aprende -, aprender aqui pode significar juntar os ‘tampos’, mas ainda assim, é melhor seguir inteiro. Tudo na verdade é falta!
Desvencilhar-se da própria pele apenas por “um ouvir dizer que é melhor viver sem”, é chegar tardiamente a conclusão de que tudo é perfeito quando estando em seu devido lugar.
Cuidado!




Minha Mãe!

Por Gilvaldo Quinzeiro

O mundo se tornou muito estranho, em pouco tempo, minha Mãe! Tudo de repente mudou da porta para porteira, isto é, mas largo em certos aspectos, e que nos impedem os passos curtos, porém, por outros aspectos, apertado por muitos “paus metidos”!
Não é cheiro do café, aquele minha Mãe, torrado na panela e socado no pilão que atrai os vizinhos para uma conversa gostosa, bem ali encostado no fogão de barro! Aliás, ninguém tem mais vizinho! Ninguém conversa com ninguém: tudo hoje é “curtida”, uma espécie de obrigação virtual! E ai de você se se mesmo ‘cego’ de afetividade, não curtir a postagem do outro!!
Nesses tempos alterados, como as meninas, quase todas já mães antes da sua segunda menstruação, eu relutei muito em não lhe escrever mensagem alguma, porque as mais bonitas são todas repetidas! Enfim...
Sim, Mãe, a coisa ficou, de repente, muito estranha! As pessoas hoje se parecem mais, com “porcos em barreiros”: um esfrega danado para ficar mais limpo e bonito, mas...…

O grande espelho!

Por Gilvaldo Quinzeiro


O homem desde a sua origem é um animal das ‘cavernas’ – espelho do nosso medo! Parece ter sido ontem, o escrito de Platão (428 a.C.-347 a.C) acerca da sua famosa alegoria do “Mito da Caverna”. Mas o que seria a Caverna dos dias atuais? Esta questão, se se respondida, nos cegaria de imediato pela clareza e pelo desmanche das nossas sombras. Todavia, falta ao nosso tempo figuras como Platão. Daí a nossa demora para percebermos o óbvio!
Sim, amigo, ainda estamos presos ao ‘útero da existência’! Em que pese esta afirmação significar o óbvio, porém, o fato é: nós ainda não nascemos para nós mesmo, agora imagine, para “o lado de lá fora”! Aliás, como diz a sabedoria antiga, “o lado de fora é como o lado de dentro e vice-versa”.
Então, em assim sendo, o que é o mundo, se ao nosso, o interior, ainda não habitamos? Que face contemplamos? Que face é a nossa? De que se alimenta o nosso medo?
É inegável, contudo, que através das ferramentas, cada vez mais sofisticadas, colocamo…

E se?...

Por Gilvaldo Quinzeiro

Como o “último palito de fósforo” é assim que a vida se apresenta! Parece nada isso, mas, se você não perder a cabeça, a sua, você poderá fazer gigantescas fogueiras com um único palito de fósforo. Em outras palavras, ao mesmo tempo que o dito aqui é uma espécie de “apagar das luzes” ... Mas pense bem, o apagar é posterior ao aceso, uma vez que não se apaga aquilo que não se encontra aceso. O que isso significa dizer então? Enquanto tiver uma chama, a escuridão completa ainda está por vir!
Imagine-se, pois, numa noite escura e de muita chuva, e você sozinho no mato. O que você faria:proteger-se a si mesmo da chuva ou o palito de fósforo? Seja qual for a sua resposta, ela custará a sua vida!
Engatinhe-se, caso as circunstâncias não lhes sejam favoráveis para estar de pé. O importante é o jeito de continuar seguindo em frente. Não se preocupe com as horas, nem se sinta obrigado a chegar cedo ou tarde demais: o tempo é o tamanho das suas condições momentâneas.
Tire a v…

Talvez devêssemos aprender com os insetos!

Por Gilvaldo Quinzeiro

A despeito dos que se acotovelam na ‘fila dos que vão para o céu’, talvez devêssemos aprender mais com os insetos. Sabe por que? Porque, eles, os insetos, ainda que com um curto ciclo de vida, amadurecem, mas, quanto a nós com a nossa pressa? Ou com a nossa prece?
Neste texto, ainda que curto como um ferrão de uma vespa, eu quero picar lá onde não passamos de meras pretensões...E chamar atenção para “mosca do sono” – aquela para a qual perdemos a lucidez.
Há coisas que não passam do seu estado larvário. Uma delas é a nossa incipiente noção e relação a respeito do tempo. Como assim? Ora, se olharmos bem, não passamos de seres depositantes de ‘ovos’, tal é a nossa pressa, e o nosso não amadurecimento: tudo é verde.  Nada amadurece!
O dito aqui parece sugerir que vivemos apenas no ‘presente’ -, quisera que fosse, mas, é o contrário – vivemos mergulhados no futuro, ‘precocemente’. O menino, já ‘homem’, não consegue ser mais menino. O jovem antecipa-se à velhice enlutando…

A mão e o moinho. Uma leitura!

Por Gilvaldo Quinzeiro

O mundo é um livro às vezes fechados, mas não necessariamente sem escritas ou narrativas. Os antigos não amanheciam sem antes decodifica-lo ainda que nas manhãs chuvosas. À tarde, outra releitura era necessária, pois, assim, a noite seria menos escura!
Bem, o homem contemporâneo se encheu de coisas. E orgulha-se de disso como o máximo de suas conquistas! Suas mãos ficaram ‘cegas’, e seus olhos se deslocaram para o umbigo. A leitura ficou restrita aos livros, especialmente, os recém lançados, os best-sellers , lidos como se fossem café!
Mas, e o mundo?
O mundo, se ainda existe esse mundo, não está mais acolá, porque acolá não é mais ali. Alguma coisa ferve por nós; por nós que já não somos mais um de nós. A mão e o moinho tornaram-se parte da mesma coisa: sinal de que a dor de quem perde os dedos não diz mais “ai”.
Em outras palavras, o mundo é essa noite escura, quase sem céu, e com muitas ‘estranhas batidas’ na porta.
O dito aqui sublinha os fantasmas. Ou seja, é um…

Cobrem das cobras. Corram dos homens?

Por Gilvaldo Quinzeiro

Neste tempo ferido pela ausência daquilo que é duradouro, do que é afinal feito a nossa pele que espinha: das palavras que ferem até nos transformar em pedregulhos ou das feridas já escamosas que transformamos em palavras?
Sim, as palavras são as substituas das pedras, quando estas eram arremessadas como armas únicas para afugentar as feras; as feras que poderiam ser o outro, logo, aquelas, as palavras, são também pontudas, e ferem não só a pele, mas adentram também a alma!
Ora, o dito acima nos leva à condição de meros seres rastejantes, tais como as serpentes, porém, com uma diferença fundamental, qual seja, o nosso ‘veneno’ não nos impede que venhamos sentir o desejo de estarmos plenamente em outra pele. Em outra pele também ferida e marcada pela ausência daquilo que é essencial e duradouro!
O que é então hoje duradouro, senão a vontade de abocanhar a própria pele?
Nesta relação especular entre o homem e a serpente, uma certeza, porém, prevalecerá: a serpente cont…

Aos esquecidos de si mesmos: ouçam as pedras!

Por Gilvaldo Quinzeiro

Que tempo é esse? Se quiser saber da resposta ouça as pedras. Mas como fazer isso se já não temos mais ouvidos nem para ouvir direito as nossas preces, estas hoje, mais do que ontem mais apressadas!
Valei-me meu Deus!
Vivemos o paradoxo entre a ‘imediatidade’ das coisas, das coisas feitas com a finalidade de serem descartáveis, aos passos que lutamos duro para que ao menos a nossa face de amanhã nunca chegue, porque é com a de hoje que abrimos todas as portas. Incluindo aquela porta que acreditamos ser a do nosso destino.
Ora, as coisas descartáveis, ver aí tudo a nossa volta, são feitas de plástico, logo, não é o seu simples descarte que irá dar a cabo destas. Muito pelo contrário, estas durarão por um belo tempo - mas, quanto as nossas faces, estas sim, pela força do tempo são de fato passageiras.
Pense bem, o dito aqui por mais que seja sugestivo, não é no sentido de, tornarmos as nossas faces de plásticos, conquanto, em certo sentido, somente assim as tornaríamo…

O osso duro de roer

Por Gilvaldo Quinzeiro

Se ao cão tivesse sido dado a faculdade de pensar, tal como o homem que pensa que pensa, escolheria aquele, viver na pele de um homem?
E quanto aos homens, os que se dizem possuir a faculdade de pensar, e da qual se orgulham tanto, como explicar a ‘escolha’ daqueles homens cuja vida é tal e qual a de um cão?
Bem, ao menos numa coisa o ato de pensar, atributo dos homens, torna o homem radicalmente diferente dos cães: a ‘invenção’ da morte seja como punição seja como liberdade às suas prisões.
Sim. A morte ao menos no que tange ao seu sentido simbólico, é invenção dos homens. Neste aspecto, os cães seriam teoricamente mais felizes do que os homens, posto que a sua morte é algo ditado pela natureza. Ora, o dito aqui significa dizer que só o homem morre antecipadamente.
Estranho isso. Mas, a questão levantada aqui é filosoficamente importante! Os cães vivem estoicamente. Já os homens, bem, estes apenas penam!
Pois bem, há ‘cálculos matemáticos’ que dão como certo …

Para natureza dos rios e dos sonhos, não há prisões!

Por Gilvaldo Quinzeiro

O rio, que corre não é de todo aquoso naquilo que carrega sobre suas águas. A natureza de um rio, portanto, não está naquilo que agrada aos nossos olhos, e muito menos nos ‘piqueniques’ que fazemos às suas margens. O rio sempre nos escapará. É aqui que nos afogamos....
Ora, a apressada, precipitada, politizada e vingativa prisão de Lula é este enganoso rio no qual muitos acreditam ter pleno domínio. Enganam-se, pois, aqueles que pensarem ter ‘colocado a mão’ neste caudaloso rio!
O ato da prisão, dado à sua presa, fato este que era para ter pegado o Lula de ‘calças curtas’, acabou, não obstante a imediatidade do tempo, unindo e fortalecendo vários tecidos, cores, vozes e bandeiras à uma mesma margem desse rio.
Lula foi preso como muitos queriam! E aqueles foguetes há muito tempo guardados, ontem enfim, saíram dos armários. Muitos, enfim, comeram suas pipocas com seus garrafões de refrigerantes assistindo o espetáculo midiático, com textos já prontos pelas mãos de apr…

As pedras, o sujeito e as faltas: todos ‘trempes’ do mesmo engenho

Por Gilvaldo Quinzeiro

Neste tempo de tantas ‘faltas’, perguntar do que estamos ‘cheios’ é começar a redesenhar a face, que nos abunda, mas que paradoxalmente não se torna visível ao espelho.
Ora, o ‘engenho’ no qual o seu produto final é o sujeito, isto é, cada um de nós, há muito tempo se enferrujou, e ameaça a parar suas engrenagens.
Como assim?
A resposta à pergunta acima não é simples. Para tanto precisaria ser tão engenhosa quanto.
A velha arte de fazer monte de pedras, seja para demarcar território, seja por motivo de adoração ao sagrado. Por trás desse gesto está a absurda necessidade de redesenhar a ‘face faltante’ – aquela que escapa de nós mesmos!
Tal arte, se de arte podemos assim chamar, seja lá o que for, é o ‘umbigo’ de todos os espelhos...Ora, o ato de ver nos cria. O ato de ver é como os dentes para a boca, ou seja, é o que nos abocanha, enquanto experiencia mastigatória.
Sim, somos o resultado daquilo que poderia ser também o jantar do outro. O outro que também engole a r…

Tomando altura do tempo’

Por Gilvaldo Quinzeiro

Não se costura um rio, e nem se aplica remendo a ele. Há coisas entre as coisas, que não se ‘arvorizam’, nem enquanto sementes ou enquanto   a nossa vontade de tornar as coisas ao menos na condição de graveto; nem se tornam rio ainda que fazendo parte das nossas coisas afogadas!
Em outras palavras, como diz o velho ditado, cada coisa em seu devido lugar. Melhor que seja assim, pois, há muitas mãos se passando pelas coisas, no exato momento quando a fome de levar para a barriga, frita a cabeça.
Um dia como hoje, sexta-feira santa, o caboclo, como meu pai, e tantos outros – gente da minha gente -, tirava para ‘tomar altura do tempo’! Ou seja, para fazer uma leitura das coisas utilizando-se das próprias coisas para delas, ao mesmo tempo se tornar distante. O que no linguajar filosófico significaria abstração. Sim, ao contrário do que se pensa, o caboclo, mesmo quando fazendo um simples risco no chão sem se dá conta de que risco é aquele, ele está pensando, e muito!
Poi…

A violência: um pensar ainda que torto enquanto se pode!

Gilvaldo Quinzeiro
Se hoje colhemos ‘merda’, é porque não plantamos outra coisa. Simples assim! Mas se engana quem pensar que a saída para tais condições não seja absolutamente complexa.
Estamos à baixo do umbigo. Cabeças enterradas. Bundas pra cima. Por isso cada solução pensada para os nossos problemas provoca mais enjoo do que sensação de alívio.
Mexer com merda pode ser uma tarefa simples. Complexo mesmo é evitar não sair fedendo. Eis a questão!
Ora, o dito acima nos serve de introdução para um ‘adentrar pelas portas do fundo’ da nossa realidade. Isto é, para as nossas pretensões de escrever acerca do nosso tempo poroso, e prenhe de muitas interrogações.
Pois bem, a violência à brasileira é nossa, sim senhor! Ela é a filha “parida e cuspida” do nosso jeito de apenas passar a mão sobre a cabeça dos nossos problemas. Ou seja, a violência é a nossa bosta empurrada para debaixo do tapete.
Sim!Somos hoje reféns da nossa merda! E não pense que pensar nestas condições seja coisa para quem tem…

A ferramenta para uma Alta Performance: é você!

Por Gilvaldo Quinzeiro
O texto a seguir é a continuação da série Alta Performace. A tal série também se encontra disponível no meu canal do YouTube. Quem quiser acessar o vídeo é só procurar por Gilvaldo Quinzeiro.
Pois bem, muito se fala em condições ideias, em ferramentas ideais, em tempo ideal para fazer isso ou aquilo. Mas será que há de fato estas condições ideais para quem busca realizar o que se chama Alta Performance?
Na verdade, não há tempo bom, quando o bom do tempo não for você mesmo. Isto é, não há condições ideais para se por em prática quaisquer operações, se se a realidade não for criada por quem as operam.
Em outras palavras, em tempo algum há condições ideais. O que há mesmo é a necessidade de se meter a mão na massa.
O que seria, por exemplo, da matemática, a espera das calculadoras e dos potentes computadores de hoje, se se os seus teoremas e equações não tivessem sido feito com cálculos de rachar a cabeça?
Tudo isso sem levarmos em conta, a escassez de papel; de lápis e…

Ser um vencedor é vencer-se!

Por Gilvaldo Quinzeiro
Neste tempo onde por razões das circunstâncias, temos que “engolir cobras e lagartas” sob pena de não comermos nada no mundo da fama e dos holofotes, resolvi escrever a respeito de Alta Performance. Os escritos farão parte de uma série incluindo que, também será disponibilizado em vídeos a serem postados no meu canal do YouTube  - me acompanhe por lá também!
Pois bem, a Alta Performance é por assim dizer, o resultado dos passos do vencedor. Isto é, faz parte da sua caminhada; da sua experiência, e não algo que acontece por milagre ou da noite para o dia.
Portanto, não há como ter uma Alta Performance sem ser um vencedor. Uma coisa está ligada a outra assim como as chamas à vela.
Pois bem, ser um vencedor é antes de tudo vencer-se naquilo em que o mar afoga, e naquilo em que as tempestades arruínam.  Isto é, ser um vencedor é se colocar dentro de si mesmo para amparar-se daquilo que aos olhos dos outros é atirar-se ao precipício.
O dito aqui nos remete à extraordinár…

SEJAMOS CONSTRUTORES DE NÓS MESMOS!

Por Gilvaldo Quinzeiro
O texto abaixo me serviu de referencia numa palestra realizada no ultimo dia 15, no Encontro Pedagógico 2018, da rede estadual de ensino do Maranhão, a qual eu também pertenço na condição de professor. A referida palestra foi acompanhada musicalmente pelo violonista Paulo Santos.


As notas musicais estão para a música, assim como os números estão para a matemática. Pitágoras soube como ninguém compreender esta relação, e, por conseguinte, fazer desta relação um dos mais complexos e seguros “edifício filosófico”.
Em outras palavras, somente um homem dotado de uma escuta privilegiada, tal como fora a de Pitágoras, é capaz de realizar construções cujos alicerces sustentarão a humanidade inteira.
Pois bem, caros colegas, Pitágoras sabia quem ele era. Isso de certa forma facilitou o erguimento da sua obra!
Mas, quanto a nós o que afinal somos ou no que afinal nos transformamos? Há entre nós quem seja mais um de nós? Responder esta pergunta neste encontro oportuno, que é es…