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Mostrando postagens de Julho, 2017

As pedras do caminho

Por Gilvaldo Quinzeiro
Sim, os caminhos são tortuosos e pedregosos, todavia, em vez de arrancar o próprio dedo como punição pela “topada”, dê gargalhada de si mesmo!
Afinal, nem o dedo, e muito menos a pedra sobre a qual tropeçamos são culpados: felizmente ambos estão exatamente em seu devido lugar!  Ou seja, o dedo em seu pé, e a pedra fincada no lugar, em que você escolheu como caminho!
Não tenha dúvida, porém, que há muito mais obstáculos no modo pelo qual pensamos a nossa caminhada, do que pedras interessadas em nossos fracassos!
Portanto, ame e proteja seus pés, e tenha uma cabeça saudável para seus pensamentos!

Boa caminhada!

O tempo das Cartas de Amor

Por Gilvaldo Quinzeiro
O hoje, não seria como hoje: esmagado por si mesmo, se como ontem, medíssimos a passagem do tempo pelas cartas de amor!
As cartas de amor que, não obstante o tempo e as distâncias que as levavam para chegar até seu destino, permaneceriam não só com seus conteúdos atuais por muito tempo ainda, como também o perfume das mãos de quem as escreveu se conservaria intacto!
Se assim fosse, o hoje, que tanto nos apressa, aponto de nos iludirmos que temos asas: este “hoje”, enfim, ainda não teria chegado!
Se o hoje fosse medido pelo tempo em que se aguardava uma tão esperada carta de amor, carta estas, muitas das vezes percorrendo longas distancia, de mão em mão, certamente as relações afetivas não se desmanchariam tão facilmente, como um sorvete nos lindos lábios de agora!
Hoje, enfim, pagamos um preço muito caro, por rapidamente colarmos frases de amor; frases estas, postadas repetidas vezes por outrem, cujos destinatários nunca tiveram o tempo ou a delicadeza de lê-las até …

A vida: que sejamos dela seus adeptos!

Por Gilvaldo Quinzeiro

A morte:  quem  diabo é esta “senhora” sempre virgem de vida, mas grávida de si mesma pelas suas próprias mãos?  
E nós estamos grávidos de quê? Como explicar uma situação em que uma mão não mais quer  lavar a outra, e sim cortá-la?
Que tipo de ‘cavalo’ nos tornamos quando  perdemos as rédeas e o interesse pela vida?
Ora, tudo isso nos leva a concluir o quão é complexo o engenho humano. Sigmund Freud já falava que as nossas neuroses já são em si mesmas, uma espécie de religião com todas as suas normas e rituais.
Talvez por isso,  somos  todos inclinados à prática dos sacrifícios como ato de reparação!
E por falar em sacrifício, a morte é o seu exemplo mais eloquente. Ou seja, na origem da maioria das crenças, senão todas, está a morte de um individuo ou de um animal, como causa, que principia  algo que se relaciona com o sagrado.
Em certo sentindo, estamos permanentemente em estado de luto!  E assim sendo, a depressão se tornou uma daquelas constantes, mas inoportuna …

O mar da existência: quem não o pesca se afoga!

Por Gilvaldo Quinzeiro
Entre a isca e o peixe, na dúvida, eu estou saindo agora para ‘pescar’ a mim mesmo!
Sim, pescar a mim mesmo! Esta é única maneira de não de me tornar isca ou peixe na boca grande de todo um sistema de coisas!
Pois, sim, estas coisas, que nos abocanham todos os dias sem que tenhamos consciência, somos dela, aquele que “morre pela boca”!
Sou o peixe da minha pescaria! O mar da existência: quem não o pesca se afoga!
Que bom fazer parte de mim mesmo!

A “costela de Adão” X a corrupção: quem quer perder a sua?

Por Gilvaldo Quinzeiro

Abaixe o “porrete”, amigo, mas a corrupção é uma espécie de “costela de Adão” da política brasileira. Portanto, eu desafio quem queira ficar sem a sua!
Há sim, um contexto, que faz lembrar os “atiradores de pedras” em Madalena! Isto é, todos “cuspindo no mesmo prato que comeu”!
A discutível sentença a Lula anunciada pelo juiz Sergio Moro, por exemplo, no momento em que atenções do Brasil estavam voltadas para a Comissão de Justiça da Câmara, que analisava a admissibilidade da denuncia contra o Presidente Temer, foi de certo modo, desviar os olhos do gato da frigideira para uma velha vassoura em um canto da cozinha!
Ou seja, nestas alturas, o peixe já saltou da frigideira há muito tempo!
O que aconteceu? A Comissão de Justiça da Câmara não aceitou a admissibilidade da denuncia!
E, com isso quem continuará sendo frito? - o povo brasileiro! Como eu tenho dito, vivemos uma seca de homens. Por outro lado, temos uma enxurrada de calambanjos, muito destes, usando falsamente…

Há entre nós quem não seja mais um de nós!

Por Gilvaldo Quinzeiro
Uma boa noticia: o nada definitivamente não existe! Mas, a má noticia é que realmente nós existimos, e assim como nós, os nossos fantasmas também estão se perguntando: que ‘diabo’ é aquilo?
Pois é, o dito aqui nos coloca diante de todas as possibilidades, incluindo aquela em que tudo pode ser gigantescamente diferente, igual a que nunca imaginamos!
Pode ser que neste exato momento haja alguém nos acenando no ultimo suspiro da sua estrela! Por que não?
Os egípcios antigos como nem um  povo, levavam tão a sério a tudo que lhes cercavam que um simples besouro (besouro aos nossos olhos cegos!), era a chave para muitos mundos! O que era a mumificação para os egípcios, senão o ato de colocar a casa em ordem para o retorno do seu dono!
Por falar em retorno, outra notícia: quem não for um estudioso de mitologia, não poderá compreender porque muitos entre nós não são mais um de nós.
Ufa!
Ainda bem!



A difícil missão da vovozinha em sua tarefa de evitar que seus netinhos se transformem em “lobos maus"

Por Gilvaldo Quinzeiro

Se numa simples ração de um pinto, tem muito mais daquilo que ele precisaria para ser um pinto, é a prova de que temos mais pressa do que fome em comê-lo já frango.
O dito aqui revela quão assombros são os motivos pelos quais se mantêm o fogo aceso entre as trempes nos tempos atuais.
Foi-se o tempo onde o ditado, “o apressado come cru”, fazia todo sentido, hoje, estamos todos “fritos” na espantosa pressa, que não nos levará a lugar algum.
Por falar em “espantosas pressas”, há muitas “vovozinhas” aflitas na difícil e solitária missão de evitar com que seus netos, enfim, não venham a repetir o mesmo, que acontecera com a avó de Chapeuzinho Vermelho!
Ah! Quantos seios fartos expostos nas vitrines, enquanto muitos bebês estão a se esgoelarem em frágeis berços de ouro!
Há sim, muito mais “monstros” entre nós a fazer suas vítimas, incluindo entre as crianças, do que aqueles circunscritos ao âmbito dos contos infantis.
Não há mais, pois, um divisor entre ficção e a realizada.…

O medo

Por Gilvaldo Quinzeiro

O medo é uma espécie de ‘pele primeira’, a qual, estamos paradoxalmente como pregos encravados: vencê-lo, portanto, significa nos arrancar de dentro de nós!
Ora, isto é como um difícil passo dos astronautas para fora da nave espacial, ou seja, lento e amarrado a algum braço mecânico.
Em outras palavras, ainda somos uma espécie de larva rumo ao seu estágio adulto.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  Portanto, amigo (a), proteja-se o quanto antes de si mesmo, pois o bicho que está a correr atrás de nós, é exatamente aquele que continua em nós encravados!


As coisas nossas de cada dia!

Por Gilvaldo Quinzeiro
Este texto é uma reflexão acerca do sujeito e das coisas do cotidiano.  Da Fé de um lado, e do fanatismo do outro.  Da crise econômica, que sustenta a nossa suja política. Das noticias, que os jornais não alcançam por não serem ‘noticias’, aos fatos ainda em carne viva que inundam as redes sociais - todos os santos dias!
Enfim, em que ‘diabo’ se transformou o sujeito a despeito das suas pereces? – algumas tão apressadas, quanto às coisas que nos escapolem, outras tão demoradas em meio a tão repentinas mudanças para as quais já não se têm mais joelhos!
Que mundo é este? De que realidade somos?
Vejamos então!
A semana passada, um colega me ofereceu uma carona, o que de pronto aceitei. Mas eis quando me posiciono no banco do carro, vejo um porrete! Perguntei-lhe intrigado, pra que isso amigo? Ele me responde: “estou me preparando para uma guerra que irá acontecer”! E me justificou afirmando que “o Brasil caminha para uma guerra alimentada pelo ódio religioso, à chegada …