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A vida: que sejamos dela seus adeptos!

Por Gilvaldo Quinzeiro

A morte:  quem  diabo é esta “senhora” sempre virgem de vida, mas grávida de si mesma pelas suas próprias mãos?  
E nós estamos grávidos de quê? Como explicar uma situação em que uma mão não mais quer  lavar a outra, e sim cortá-la?
Que tipo de ‘cavalo’ nos tornamos quando  perdemos as rédeas e o interesse pela vida?
Ora, tudo isso nos leva a concluir o quão é complexo o engenho humano. Sigmund Freud já falava que as nossas neuroses já são em si mesmas, uma espécie de religião com todas as suas normas e rituais.
Talvez por isso,  somos  todos inclinados à prática dos sacrifícios como ato de reparação!
E por falar em sacrifício, a morte é o seu exemplo mais eloquente. Ou seja, na origem da maioria das crenças, senão todas, está a morte de um individuo ou de um animal, como causa, que principia  algo que se relaciona com o sagrado.
Em certo sentindo, estamos permanentemente em estado de luto!  E assim sendo, a depressão se tornou uma daquelas constantes, mas inoportuna …

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