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Postagens

Façamos da nossa dor, um parto

Por Gilvaldo Quinzeiro


1 – Hoje, assim como há milhares de anos nas escuras cavernas, passa-se o tempo sem que possamos ao menos dar nome as coisas, aos fenômenos, em especial, aos nossos sentimentos, as nossas dores e aos nossos sofrimento, uma vez que, assim como nos tempos das cavernas, há muito mais coisas que nos escapam o significado, com a diferença de que hoje temos a palavra, enquanto em outros tempos só os próprios gemidos.
2 – Que sofrimento é maior, aquele em que mesmo se tendo palavras, conquanto estas não sejam suficientes para nomeá-los ou aquele em que por ainda não se ter alcançado às condições do uso e domínio das palavras, como nos tempos das cavernas, e que por isso, tudo se constituía em boca a devorar?
3 – Aliás, como diz Sigmund Freud, é pela boca que tomamos contato com aquilo que chamamos de realidade. É também pela boca dos outros que que ouvimos pela primeira vez o nosso nome e a respeito do que somos ou do que gostariam que fôssemos.
4 - Qual o nome da nossa do…
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E aí primo, pensando mesmo?

Por Gilvaldo Quinzeiro
No que mesmo e por que cargas d’águas nos transformamos? Ora, esta questão é fundamental e urgente! Como tenho falado reiteradas vezes, os tecidos e as linhas civilizatórias se tornaram todos puídos. É ilusão pensar que não fomos rasgados e devorados! Devorados pelas coisas antes sutis; tão sutis que foram subestimadas: o que faz que tudo hoje seja uma enorme boca sedentas não de comida, mas de palavras! Então, se assim for verdade, está explicado por que hoje a merda nos aflora? Será esta, a merda, o pilar que sustentará os nossos discursos, as nossas ações e os nossos altares dos dias atuais?
Bem, se não é verdade que o mundo acabou, e é possível que sim, já escrevi sobre este tema em outro momento, mas certamente para onde apontávamos o polo magnético da Terra, este, não se encontra mais lá – estamos caminhando aceleradamente para as inversões dos polos! Um acontecimento desta natureza, diga-se de passagem, já ocorrido há milhares de anos, não ocorrerá sem que …

Bom dia!

Por Gilvaldo Quinzeiro

 O passar da vida de todos os dias e de todos os anos é como uma vida assustada de um goleiro debaixo das traves, onde todo jogo, faça chuva, faça sol, faça frio ou calor, ele precisa fazer repetidas vezes a mais bonita defesa! A vida é o jogo jogado; é o suor a escorrer pela testa; é a mão trêmula de tanto cansaço; é o grito quase silenciado a sobrepor o barulho das vozes dos que só ouvem a si mesmo; é o olhar bonito sobre tantas coisas feias; é a mais grossa das mãos a lapidar a mais fina das esculturas! Hoje, cada vez mais do que ontem, eu aprendo a admirar os sapos pois, a despeito de não serem ‘espelhos’, ainda assim, continuam a ter olhos cuja visão das coisas, provavelmente, é a mais bonita do que todas! A vida não é o que dela se pensa, ainda que pensar seja algo elevado, mas o que dela se faz por mais pouco que seja; por mais estéril o terreno em que venhamos fincar as sementes! Enfim, na vida nada somos e nada temos: viver é apenas aprender!

A história é parteira de espelhos

Por Gilvaldo Quinzeiro

A história por si mesmo não responde necessariamente a história, assim como a pele do boi, não sabe o que veste, e nem a sua cabeça se pergunta do porquê dos seus chifres. Todavia, sem que nos lancemos mãos do espelho da história, seríamos todos desajeitados e feios!
 Ora, o dito aqui, nos explica por linhas tortas porque os alemães não se deram conta dos horrores nazistas; nem os cristãos da perseguição e matança que fizeram aos hereges durante a Idade Média.
 O Brasil de hoje, pense bem, não sabe também em nome de quais deuses, demoniza uns, e deifica outros. Todavia, no andar da carruagem, estamos em acelerado trabalho de parto das condições em que vamos todos nos transformar em monstros de nós mesmos!.

O espelho e a tentação?

Da série textos/paisagens
Por Gilvaldo Quinzeiro


Vestir-se de si mesmo, a despeito do olhar despido e devorador do outro, é também se colocar no lugar de todos os espelhos, incluindo aquele que alude a uma avassaladora pena de si..., mas sobretudo, significa tornar-se senhor e vencedor de todas as tentações!
Foto: Valéria

Amanhecer na fazenda

Da série textos/paisagens Por Gilvaldo Quinzeiro

O bom mesmo da ressaca nas manhãs frias de domingo, primo, é saber que os colegas de noitadas acordaram também pensativos: alguns escondendo a cara; outros como a gente não tão nem aí. Não é mesmo? Foto: Valéria

O belo por natureza

Por Gilvaldo Quinzeiro

O belo, em sua raiz e natureza, independe dos olhares e dos dizeres. Mas certamente cabe ao homem enquanto medida e espelho de si mesmo propor o discutível.
Neste tempo onde nos enfezamos e brigamos por nada: uma pausa para desintoxicar a alma faria uma enorme diferença em toda paisagem.