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Postagens

A dialética do espelho

Por Gilvaldo Quinzeiro

A dialética do espelho. O que se ver, pode, em nada nos dizer a respeito, mas se repararmos bem; se prestarmos um pouquinho mais de atenção, aquilo que “sentimos” no ato ver, isso sem dúvida alguma, é nosso! Esta é a parte cega do espelho que nos pertence.
Em outras palavras, os sentimentos são ‘olhos’ que costumamos ocultar – vão esforço, pois, se aqueles não estão tão explícitos quanto os da cara -, nem por isso nos impedem que nos sintamos tão despidos de verdade.
Olhem-se!

Postagens recentes

O graveto, a fogueira e os fantasmas

Por Gilvaldo Quinzeiro

Então você quer saber “com quantos paus se faz uma fogueira”? Pois é... Eu vou lhe ensinar mais do que isso, ou seja, eu vou lhe ensinar como se deve manter acesa uma fogueira.
Calma, caro leitor! Eu estou brincando! Pois eu também sinto quão é escuro e cru os nossos dias.
Enfim, o quanto é importante poder se livrar da escuridão!
Pois bem, eu comparo uma fogueira, as nossas conquistas diárias. Saber valorizar as pequenas conquistas é tão importante, quanto manter do lado, o tempo todo, os gravetos com os quais as fogueiras são e se mantêm acesas.
As pequenas conquistas são como gravetos após acesa a fogueira. Quem deles ainda se lembram? Porém, eis o risco de a escuridão voltar à medida que esquecemos como manter a fogueira acesa. Assim também serão as ameaças à sequência das conquistas, uma vez que estas são constituídas de detalhes; de temperos; de ‘mungangos’, enfim, esquecer destes detalhes é não mais saber como e para que servem os gravetos.
As noites e os dias…

A vida

Por Gilvaldo Quinzeiro

A vida é ‘trempe’. O carvão é ferramenta nas mãos dos criativos. As cinzas são linhas e tecidos como as palmas da mão.
A paixão é a prova de que em tudo se pode  imprimir a nossa face. O mais estranho é viver esperando por aquilo que ainda não se plantou.
Plante humor. Cultive estradas. Regue os sonhos.
Viver bem é aprender fazer travesseiros das pedras. É driblar as adversidades com um sorriso. Viver bem é se afastar das coisas; das coisas que não nos pertencem nem na Terra, e muito menos nas Águas.
unte os remendos, os traços, os cacos, e tudo que sobrou. Sopre a poeira. Aproveite as lágrimas para lavar o rosto.
Caiu. Levante-se. Siga em frente!


A dupla face de todas coisas?

Por Gilvaldo Quinzeiro
Uma coisa é o que é, não importa quantos e quais olhos estão sobre ela. Mas os olhos sobre a coisa, não importa de quem quer que sejam, estes poderão sofrer para continuarem a pertencer a si mesmos, tal é o preço a pagar por estes verem a coisa.
Em outras palavras, o ato de ver pode em nada acrescentar sobre a coisa vista. Mas, os olhos sobre a coisa, estes nunca serão mais os mesmos.
O ato de ver nos torna ‘isca e peixe’ ao mesmo tempo.
Melhor faria o deus romano Janus que, por possuir duas faces, uma olhando para frente, a outra para trás, pois, no mínimo disfarçaria facilmente qual dos olhos sobre a coisa, fora o mais atingido. Isto é, haveriam olhos sobrando, a despeito daqueles que foram ‘cegos’.
Este deus romano de duas faces, nos faz pensar a respeito da face dupla presente em todas as coisas. Será? Penso, eu, que não seria nenhum exagero ver o mundo sob esta ótica, qual seja, a de que todas as coisas têm duas faces.
Dizem que entre as inúmeras antiguidades c…

A imagem: a ‘carne’, que de tudo nos alimenta!

Por Gilvaldo Quinzeiro

Nem só de arroz e feijão se alimenta o homem contemporâneo, mas de toda a imagem, que supostamente se ‘emprenha’ do olhar do outro.
Imagine o nutricionista receitando uma dieta para seu paciente. “Alimente-se daquelas imagens que não despertem a fome no outro”. “Alimente-se de tudo, menos dos seus fantasmas”.
Claro que em tempo regido pelo imagético, o olhar do outro é o que nos engorda. Aliás, esta questão que se refere ao “olho gordo”, dele, os nossos avós já se precaviam.
Hoje, se repararmos bem em quaisquer restaurantes, vamos nos deparar com a seguinte cena, que, de tão recorrente já nos parece óbvia, e por isso mesmo ninguém a ver. Mas que tal cena é essa? Bem, a cena é: costuma-se antes de comer, enviar a imagem da comida via WhatsApp para, presumo, que outrem a saboreie antes de nós mesmos, ainda que salivando e já postos à mesa. O que isso significa? O que isso quer dizer?
Pois bem, a resposta a estas questões acima levantadas poderá vir de diferentes pont…

Voar é minha ‘muleta’. Qual a sua?

Por Gilvaldo Quinzeiro

Todos, certamente, cada um ao seu estilo, têm uma ‘muleta’. A minha é querer voar! Às vezes, no meio do voo, é que percebo que me faltam as asas! 
Todavia, erguer-me após a cada tombo e tropeço, me dá a sensação de viver sempre nas alturas!
Um pássaro ferido, ainda que no chão, é a prova de que voar é possível!
Na dúvida se ainda lhe restaram as asas, mire para onde fica a cabeça: ela sempre se voltará para as alturas.
Lançar-se ao voo é o caminho que nos supre a ausência das asas! Estas, as asas, são criadas pela visão dos seus sonhos!

O Corpo. Este lugar prenhe de desconforto!

Por Gilvaldo Quinzeiro

Na semântica do corpo, o gozo é ato devorador de significados: nada aqui é possível do alcance da palavra! É uma espécie de ‘buraco negro’, onde a luz das estrelas espraia em escuridão. Mas não gozar, contudo, significa ter domínio do jogo entre significantes e significados – é a prevalência do errático, tal qual, um fragmento rochoso a deslizar-se no firmamento.
Ontem numa conversa entre amigos, ouvi um comentário que, no momento não me chamou atenção, mas, aquilo me fincou pensamentos.... Dizia o comentário: “Eu fico desconfortavel entre o buraco existente entre uma fala e outra”. “Como assim”? pensei cá meus botões.
Quis dizer o meu amigo em seu comentário acima do seu silêncio ou do incômodo de não se apropriar da fala do outro? Ou simplesmente o seu desconforto era apenas uma fala vinda dos lugares longínquos do seu próprio corpo?
Pois é, o assunto aqui nos remeteria às coisas freudianas, com uma boa dose das inspirações dionisíacas!
O Corpo é este lugar prenhe …