Pular para o conteúdo principal

Postagens

Para natureza dos rios e dos sonhos, não há prisões!

Por Gilvaldo Quinzeiro

O rio, que corre não é de todo aquoso naquilo que carrega sobre suas águas. A natureza de um rio, portanto, não está naquilo que agrada aos nossos olhos, e muito menos nos ‘piqueniques’ que fazemos às suas margens. O rio sempre nos escapará. É aqui que nos afogamos....
Ora, a apressada, precipitada, politizada e vingativa prisão de Lula é este enganoso rio no qual muitos acreditam ter pleno domínio. Enganam-se, pois, aqueles que pensarem ter ‘colocado a mão’ neste caudaloso rio!
O ato da prisão, dado à sua presa, fato este que era para ter pegado o Lula de ‘calças curtas’, acabou, não obstante a imediatidade do tempo, unindo e fortalecendo vários tecidos, cores, vozes e bandeiras à uma mesma margem desse rio.
Lula foi preso como muitos queriam! E aqueles foguetes há muito tempo guardados, ontem enfim, saíram dos armários. Muitos, enfim, comeram suas pipocas com seus garrafões de refrigerantes assistindo o espetáculo midiático, com textos já prontos pelas mãos de apr…
Postagens recentes

As pedras, o sujeito e as faltas: todos ‘trempes’ do mesmo engenho

Por Gilvaldo Quinzeiro

Neste tempo de tantas ‘faltas’, perguntar do que estamos ‘cheios’ é começar a redesenhar a face, que nos abunda, mas que paradoxalmente não se torna visível ao espelho.
Ora, o ‘engenho’ no qual o seu produto final é o sujeito, isto é, cada um de nós, há muito tempo se enferrujou, e ameaça a parar suas engrenagens.
Como assim?
A resposta à pergunta acima não é simples. Para tanto precisaria ser tão engenhosa quanto.
A velha arte de fazer monte de pedras, seja para demarcar território, seja por motivo de adoração ao sagrado. Por trás desse gesto está a absurda necessidade de redesenhar a ‘face faltante’ – aquela que escapa de nós mesmos!
Tal arte, se de arte podemos assim chamar, seja lá o que for, é o ‘umbigo’ de todos os espelhos...Ora, o ato de ver nos cria. O ato de ver é como os dentes para a boca, ou seja, é o que nos abocanha, enquanto experiencia mastigatória.
Sim, somos o resultado daquilo que poderia ser também o jantar do outro. O outro que também engole a r…

Tomando altura do tempo’

Por Gilvaldo Quinzeiro

Não se costura um rio, e nem se aplica remendo a ele. Há coisas entre as coisas, que não se ‘arvorizam’, nem enquanto sementes ou enquanto   a nossa vontade de tornar as coisas ao menos na condição de graveto; nem se tornam rio ainda que fazendo parte das nossas coisas afogadas!
Em outras palavras, como diz o velho ditado, cada coisa em seu devido lugar. Melhor que seja assim, pois, há muitas mãos se passando pelas coisas, no exato momento quando a fome de levar para a barriga, frita a cabeça.
Um dia como hoje, sexta-feira santa, o caboclo, como meu pai, e tantos outros – gente da minha gente -, tirava para ‘tomar altura do tempo’! Ou seja, para fazer uma leitura das coisas utilizando-se das próprias coisas para delas, ao mesmo tempo se tornar distante. O que no linguajar filosófico significaria abstração. Sim, ao contrário do que se pensa, o caboclo, mesmo quando fazendo um simples risco no chão sem se dá conta de que risco é aquele, ele está pensando, e muito!
Poi…

A violência: um pensar ainda que torto enquanto se pode!

Gilvaldo Quinzeiro
Se hoje colhemos ‘merda’, é porque não plantamos outra coisa. Simples assim! Mas se engana quem pensar que a saída para tais condições não seja absolutamente complexa.
Estamos à baixo do umbigo. Cabeças enterradas. Bundas pra cima. Por isso cada solução pensada para os nossos problemas provoca mais enjoo do que sensação de alívio.
Mexer com merda pode ser uma tarefa simples. Complexo mesmo é evitar não sair fedendo. Eis a questão!
Ora, o dito acima nos serve de introdução para um ‘adentrar pelas portas do fundo’ da nossa realidade. Isto é, para as nossas pretensões de escrever acerca do nosso tempo poroso, e prenhe de muitas interrogações.
Pois bem, a violência à brasileira é nossa, sim senhor! Ela é a filha “parida e cuspida” do nosso jeito de apenas passar a mão sobre a cabeça dos nossos problemas. Ou seja, a violência é a nossa bosta empurrada para debaixo do tapete.
Sim!Somos hoje reféns da nossa merda! E não pense que pensar nestas condições seja coisa para quem tem…

A ferramenta para uma Alta Performance: é você!

Por Gilvaldo Quinzeiro
O texto a seguir é a continuação da série Alta Performace. A tal série também se encontra disponível no meu canal do YouTube. Quem quiser acessar o vídeo é só procurar por Gilvaldo Quinzeiro.
Pois bem, muito se fala em condições ideias, em ferramentas ideais, em tempo ideal para fazer isso ou aquilo. Mas será que há de fato estas condições ideais para quem busca realizar o que se chama Alta Performance?
Na verdade, não há tempo bom, quando o bom do tempo não for você mesmo. Isto é, não há condições ideais para se por em prática quaisquer operações, se se a realidade não for criada por quem as operam.
Em outras palavras, em tempo algum há condições ideais. O que há mesmo é a necessidade de se meter a mão na massa.
O que seria, por exemplo, da matemática, a espera das calculadoras e dos potentes computadores de hoje, se se os seus teoremas e equações não tivessem sido feito com cálculos de rachar a cabeça?
Tudo isso sem levarmos em conta, a escassez de papel; de lápis e…

Ser um vencedor é vencer-se!

Por Gilvaldo Quinzeiro
Neste tempo onde por razões das circunstâncias, temos que “engolir cobras e lagartas” sob pena de não comermos nada no mundo da fama e dos holofotes, resolvi escrever a respeito de Alta Performance. Os escritos farão parte de uma série incluindo que, também será disponibilizado em vídeos a serem postados no meu canal do YouTube  - me acompanhe por lá também!
Pois bem, a Alta Performance é por assim dizer, o resultado dos passos do vencedor. Isto é, faz parte da sua caminhada; da sua experiência, e não algo que acontece por milagre ou da noite para o dia.
Portanto, não há como ter uma Alta Performance sem ser um vencedor. Uma coisa está ligada a outra assim como as chamas à vela.
Pois bem, ser um vencedor é antes de tudo vencer-se naquilo em que o mar afoga, e naquilo em que as tempestades arruínam.  Isto é, ser um vencedor é se colocar dentro de si mesmo para amparar-se daquilo que aos olhos dos outros é atirar-se ao precipício.
O dito aqui nos remete à extraordinár…

SEJAMOS CONSTRUTORES DE NÓS MESMOS!

Por Gilvaldo Quinzeiro
O texto abaixo me serviu de referencia numa palestra realizada no ultimo dia 15, no Encontro Pedagógico 2018, da rede estadual de ensino do Maranhão, a qual eu também pertenço na condição de professor. A referida palestra foi acompanhada musicalmente pelo violonista Paulo Santos.


As notas musicais estão para a música, assim como os números estão para a matemática. Pitágoras soube como ninguém compreender esta relação, e, por conseguinte, fazer desta relação um dos mais complexos e seguros “edifício filosófico”.
Em outras palavras, somente um homem dotado de uma escuta privilegiada, tal como fora a de Pitágoras, é capaz de realizar construções cujos alicerces sustentarão a humanidade inteira.
Pois bem, caros colegas, Pitágoras sabia quem ele era. Isso de certa forma facilitou o erguimento da sua obra!
Mas, quanto a nós o que afinal somos ou no que afinal nos transformamos? Há entre nós quem seja mais um de nós? Responder esta pergunta neste encontro oportuno, que é es…