Este é um espaço humanamente acangalhado para ajumentar os pensamentos que nem sempre se deixam prender ao cabresto, tal como um jumento que corre em disparada ao ver aberta a porteira.
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Não há asa branca no sertão sem a poesia de quem sempre cantou as coisas simples com a força de um rei!...
Gilvaldo Quinzeiro No imaginário caboclo, desde a fundação de Canudos no sertão da Bahia (1893-1897), onde a seca e a fome fizeram da “fé” a enxada que escavava a solidariedade de um povo sem chão, o mito “da roda grande passando por dentro da pequena” foi sem dúvida nenhuma uma das mais engenhosas invenções da saga de Canudos. A idéia de que uma “ roda grande passará por dentro de uma pequena,” é simplesmente assustadora e instigadora de uma reflexão. Seria esta passagem correspondente ao fim do mundo? Que roda grande é essa? Quem viverá para presenciar tal profecia? O fato é que ainda hoje este mito sobrevive no imaginário nordestino, sobretudo no meio rural provocando apreensão e “matuteza”. Canudos ainda resistem? Pois bem, às vésperas das eleições, o cenário montado, onde cabos eleitorais empunhando bandeiras e distribuindo “santinhos” dos candidatos, chamando atenção do povo - é de uma natureza tal que inspiraria um cordelista a escrever versos numa visão apocalípti...
Por Gilvaldo Quinzeiro Sexo e futebol. Em tudo nos tira o fôlego. Em ambos os casos, a pressa é inimiga da perfeição, mas se devagar demais, perde a graça. Cada lance vale uma batalha. Cada minuto em campo é uma eternidade. Tudo enfim, por um “gol” – um lance tão rápido que só se vive e se define por replay. Tudo aqui se faz ou se deixa de fazer em detrimento dos olhares do Outro. Contudo, são os comentários do dia seguinte quase sempre maldosos – os desenhos estampados da nossa face! Ora, mas falar de sexo sem comentar as posições, é o mesmo que assistir a uma partida de futebol e sair de lá calado. Que torcedor faz isso? Nem os derrotados! Aliás, sexo e futebol tem mais outra coisa em comum: as posições! Talvez, seja esta a questão que fazia com que Nelson Rodrigues fosse tão escancarado, quanto o Juca Kifouri de hoje. Pois bem, há posição no futebol que é uma “varada”! Como a do goleiro então, só a de quatro, isto é, a mai...
Gilvaldo Quinzeiro O caboclo quando risca o chão está pensando. Aliás, no caboclês ou no nheengatu se diz matutar. Riscar, pois, o chão com a ponta dos dedos, significa manipular com as mãos o abstrato, ou seja, pensar usando a “cabeça dos dedos”, termo bem apropriado para a filosofia cabocla. Diga-se de passagem, que a “filosofia cabocla” é única que tem explicação para tudo, do contrário o que seria o viver destes homens? “Quem não pode com a” rudia não pega no bote” - diz assertiva cabocla. Besta é quem pensa que matuto não vive de matutar! Aliás, nas condições enfrentadas pelo caboclo, o pensamento que não corresponde à praticidade, é o mesmo que riscar o chão com o dedo para depois ter o risco apagado pelo vento, o que levou em seguida o caboclo a fazer uso de um graveto para, não obstante as intempéries continuar o seu pensar, isto é, riscando o ch...
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