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As eleições e o “X” da questão


Por Gilvaldo Quinzeiro


“Democracia” para uns e “Ditadura” para outros. É assim as eleições municipais, onde o poder econômico prevalece, enquanto, fora isso, nem a utopia. Eis o paradoxo dos nossos chafurdados tempos!

Em outras palavras,  em tempo em que a liberdade de expressão nos é tão vital, a falta de recursos faz com que o pensamento de alguns candidatos,  notadamente, os sem estrutura alguma, não alcance a esquina mais próxima, enquanto,  outros, os que esbanjam dinheiro e prepotências, estes sim, têm como expressar o que pensam para a cidade inteira, e,  fazer desta seu “palanque”!

Quanto ao eleitor, poucos sabem do que realmente estar em jogo nestas eleições. Então é muita hipocrisia para pouco discernimento. Uma corrida absolutamente  desigual entre os que vão de Ferrari e os que vão de jegue!

Os candidatos, por sua vez,  na ânsia de participar do processo eleitoral, se fazem de “espantalhos” para assim, afugentar o que será inevitável para a grande maioria -, a porca!

A cidade... Bem... Esta nunca esteve  tão refém  dos interesses daqueles que só têm olhos para seus negócios particulares, quanto agora. Aliás,  a cidade de Caxias, digo, nunca foi tão tratada como um mero feudo, quanto nos últimos tempos. Eis o X da questão nestas eleições, a saber, quem em nome do povo, isto é, da Democracia, tomará de vez a cidade para si, como se fosse, uma simples  herança  famíliar. Desse modo, surge a grande pergunta nesta reta final da campanha eleitoral: a qual família pertencerá Caxias após o dia 7 de outubro?

A minha,  tenho certeza que não será!


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