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No espelho da violência, a face de todos?




Por Gilvaldo Quinzeiro



A violência está ficando madura demais. Verdes só as vidas que brutal e covardemente são ceifadas. Enquanto isso, a palidez das nossas autoridades, que nada fazem, pois, quanto mais de “molho as consciências”, mais temperadas são as suas intenções – é a cor desbotada dos nossos dias!... Dias de cinza, outros de luto, diga-se de passagem.

Pois bem, muito se tem falado nas alterações climáticas e suas consequêcias visíveis na natureza, porém, algo tão desastroso poderá estar silenciosamente (não mais por muito tempo?) acontecendo na psique humana. E o pior é que quando viermos nos dá conta disso, nada mais poderá ser feito, a exemplo do que ocorre com “as cracolândias”.

Os tais estilos de vida (raízes da nossa sociedade superficial): consumismo, individualismo e outros tantos “ismos”, poderão se tornar na faca com qual seremos forçados a arrancar a própria unha. Ora, quem já não está sentindo na pele o efeito disso?

Outro dia, fui procurado por uma adolescente que me confessou que vinha lutando ferrenhamente contra a idéia de, “cortar com uma faca o pedaço da própria pele, e come-lo”. Assustador não?

O problema é que este fato não único e nem isolado. Ou seja, uma dezena de jovens está se queixando disso.

As imagens das violências, antes só assistidas nos filmes de ações, hoje, fazem parte da rotina da vida de muitos adolescentes, constituindo-se no “ espelho”, enquanto a face que se contempla é a mesma que se esvai. Complexo não?

A questão é que as nossas autoridades estão seriamente preocupadas apenas em: “se dá bem”!

Quem?

















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