A arquitetura, as palavras e o tempo: o que esperar do "novo homem" numa época em que tudo se ergue do virtual?
Por Gilvaldo Quinzeiro
Vivemos uma época de “bolhas”. Tudo se desmancha a
um simples toque; nada é feito para ter durabilidade. Isso faz com que se viva
numa angustiante expectativa: quanto do “novo”, já não envelheceu no mesmo
instante que nem nos demos conta de que o contemplamos por inteiro (?)...
Falta-nos um Oscar Niemeyer em tudo por se planejar!
Aliás, nunca as edificações foram tão
semelhantes as palavras - sempre questionáveis
ante as intempéries !
Uma coisa é incontestável: a pressa! Os meninos já “homem”,
não conseguem ser mais “meninos”. E assim, o presente nos arrasta precocemente
para o futuro.
De todos os tempos, desde os primitivos, antigos e medievais,
a ideia de “ser homem” nunca nos faltou “referencia”
quanto nos dias atuais.
Ora, o barro do qual o homem é feito são as
palavras, entretanto, como estas se tornaram tão puídas, então como e o quê com elas erguer?
Falta-nos uma arquitetura qual a egípcia que nos
substitui todas as palavras? Ou o tempo no qual vivemos dispensa o próprio
homem?
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