A Rio + 20 X a subtração das nossas esperanças?

Gilvaldo Quinzeiro





Por conta da realização da Conferência Rio + 20, onde se discute não só a sustentabilidade da economia como também a própria sobrevivência da humanidade, por isso mesmo há uma pergunta que a meu ver é oportuna: em que tipo de “macaco” nos transformamos?


Pode parecer incrível, mas, chegamos a Rio + 20 com uma gritante contradição, a saber, de um lado possuímos todo um aparato tecnológico que daria a qualquer faraó egípcio a garantia material de uma “farta vida eterna”; por outro lado, os homens perderam a condição humana para se tornar em meros “zumbis diplomados”. Como esperar do planeta, se dos homens já cansamos?


Coincidência ou não a Rio + 20 acontece no ano em que muitos acreditam que ocorrerá “o fim do mundo”. Se o mundo está no fim, eu não sei, isso pode ser apenas um jogo de palavras, mas qualquer que seja “um começo”, isso sim está me dando medo...


Engraçado, há pouco tempo as crianças brincavam de roda; as lições eram ensinadas oralmente; os namoros aconteciam num ambiente onde as pessoas diziam versos, e, pasmem, tudo se passava num ambiente rural!


Hoje se fala em “economia verde”, como se novidade fosse. Ora, verde foi à vida que se abortou em nome da “modernidade cinza” que nos amarelou!..


Portanto, mais do que uma “Rio + 20” cujos líderes mundiais só têm olhos abertos para seus gordos interesses, o planeta Terra precisa com urgência da sabedoria daqueles homens que, embora não tivessem a ciência para quaisquer justificativas, ainda assim, suas ações eram de verdadeiros “filhos da terra”!


Nós hoje somos filhos de quem? Que me perdoem os que sentirem ofendidos, mas, nunca tivemos tão de cócoras como os sapos!...























































































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