Pular para o conteúdo principal

O bicho da goiaba: quem nunca dele fez abstrações e comparações?



Por Gilvaldo Quinzeiro

 

Pois bem, a minha ilação de hoje é a seguinte, a economia mundial em nome de um crescimento desmedido e ambicioso – é o bicho da goiaba, isto é, quando se pensa que está no alto, eis que se encontra em queda livre rumo ao chão.

Os países emergentes, os BRICS, como são chamados, o Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul  são umas espécies de goiabas verdes que foram inchadas pelo bicho, de modo que, com o passar da euforia do mercado, parecem murchar.

A Europa também padece do mesmo bicho da goiaba. Ou seja, a sua economia é devorada por dentro – por fora só muitas especulações! Os Estados Unidos, como sempre,  de olho no zumbir dos besouros.

Por falar em zumbir dos besouros, as últimas crises econômicas, levaram o mundo para a guerra. Na crise atual, há um ingrediente a mais na fervura: a intolerância religiosa e racial.

Na África, berço da humanidade, a intolerância religiosa entre muçulmanos e cristãos, começa a dar origem a outro tipo de “bicho” – a guerra santa!

Mas, voltando a falar do bicho da goiaba. Que falta nos faz o tempo dos quintais! O bicho aqui era os meninos brigando para comerem goiabas verdes ou mangas verdes com sal. Lembram?

Pois é... os meninos de hoje são apenas consumidores de bugigangas! E o “bicho” é fazer desses meninos – homens maduros!

Zum-zum!

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A roda grande passando pela pequena

Gilvaldo Quinzeiro


No imaginário caboclo, desde a fundação de Canudos no sertão da Bahia (1893-1897), onde a seca e a fome fizeram da “fé” a enxada que escavava a solidariedade de um povo sem chão, o mito “da roda grande passando por dentro da pequena” foi sem dúvida nenhuma uma das mais engenhosas invenções da saga de Canudos.

A idéia de que uma “ roda grande passará por dentro de uma pequena,” é simplesmente assustadora e instigadora de uma reflexão. Seria esta passagem correspondente ao fim do mundo? Que roda grande é essa? Quem viverá para presenciar tal profecia?

O fato é que ainda hoje este mito sobrevive no imaginário nordestino, sobretudo no meio rural provocando apreensão e “matuteza”. Canudos ainda resistem?

Pois bem, às vésperas das eleições, o cenário montado, onde cabos eleitorais empunhando bandeiras e distribuindo “santinhos” dos candidatos, chamando atenção do povo - é de uma natureza tal que inspiraria um cordelista a escrever versos numa visão apocalíptica adver…

A FILOSOFIA CABOCLA, RISCAR O CHÃO.

Gilvaldo Quinzeiro

O caboclo quando risca o chão está pensando. Aliás, no caboclês ou no nheengatu se diz matutar. Riscar, pois, o chão com a ponta dos dedos, significa manipular com as mãos o abstrato, ou seja, pensar usando a “cabeça dos dedos”, termo bem apropriado para a filosofia cabocla. Diga-se de passagem, que a “filosofia cabocla” é única que tem explicação para tudo, do contrário o que seria o viver destes homens? “Quem não pode com a” rudia não pega no bote” - diz assertiva cabocla.
Besta é quem pensa que matuto não vive de matutar! Aliás, nas condições enfrentadas pelo caboclo, o pensamento que não corresponde à praticidade, é o mesmo que riscar o chão com o dedo para depois ter o risco apagado pelo vento, o que levou em seguida o caboclo a fazer uso de um graveto para, não obstante as intempéries continuar o seu pensar, isto é, riscando o chão.
Riscar o chão com o graveto em substituição aos dedos, não só significou apenas deixar marcas humanas mais pr…

Metáfora da natureza

A natureza....

quando ouvida no mais profundo do nosso silêncio...

nos dá ouvido

nos enraizando os sentidos... que dialoga quando se dá atenção....

nos fazendo ver além... o belo...