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O gozo, a morte e os nossos cinco dedos!



Por Gilvaldo Quinzeiro

 

O gozo é da ordem daquilo que a palavra nada diz e nem a mão com todos os seus cinco dedos, aponta. Ora, isso é dizer que todo o “esfolamento” do sujeito é por  nada – pobre sujeito!

Sorte nossa ser o gozo inefável! É graças a isso, que  ainda não “enlatamos” os sussurros – já pensou com quem ficaria os da vizinha?

Portanto, não há sujeito no gozo, senão o mesmo que de si se desprende. Talvez por isso, não há quem do gozo retorne para categoricamente dele nos falar – algo assim só é similar à morte?

Sim, a morte  é da ordem daquilo que também nos impele – pra nada! Aqui nem a palavra e muito menos a mão com mais os seus outros cinco dedos – alcançam!

Ufa!
Sem palavras!

Gozei!

 

 

 

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