Um inseto e sua camisola?


Por Gilvaldo Quinzeiro 

 Imagine um inseto se queixando da própria aparência com base nos olhos de quem se veste do permanente estado de espreita, e levasse a cabo o desconforto deste olhar sobre si: mais do que aparência, o inseto perderia a sua ferramenta de trabalho e o irretocável estilo de viver!

Nós seres humanos, nômades e fugitivos por natureza, deveríamos em sã consciência agradecer pelo corpo que nos veste e protege, conquanto a nossa preferência pelo olhar faminto do outro a habitar o refúgio das falsas aparências, pois, é ele, o corpo, que nos conduz de forma esquisita de  volta às cavernas: o útero da nossa fome de nós mesmos!


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