Pra não dizer que não fiquei de joelhos

Gilvaldo Quinzeiro



No Japão de ontem, agora é noite para não dormir. Para o sol sempre é dia. O mar que bebe pouco, quando de ressaca o enjoo é nosso com o vômito de encher as panelas. A terra com cólicas intestinais se contorce e racha sob nós.

Ora, “o mal-estar na civilização”, conforme já nos explicou Freud, não é outra coisa senão a nossa mera condição de “pintos pelados” diante da primazia da natureza. Negar isso é ter que se ver depois com o bico enterrado na lama!

Quanto à fé que “remove montanhas”, esta é como o café da manhã, isto é, se os deuses nos matam, não é porque estão famintos por ela, mas, é dado a nossa condição de, sem uma mão cheia de farinha, não conseguirmos nos manter em pé, ainda que a situação de fato nos exija ficar de joelhos.

De pé pintos pelados, voar só com asas de águia! Hoje, só dá pena, amanhã nadará de peito!...

Enfim, que fim terá as noticias sobre o avanço de Kadafi enquanto as do tsunami sobreporem as dos homens?

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