Pular para o conteúdo principal

A antropologia feminina: parabéns mulheres!


Por Gilvaldo Quinzeiro


A mulher é uma escrita em um pergaminho sem ainda a devida tradução:  enigma e arquétipo que até aos deuses intriga!

Da Mesopotâmia aos dias de hoje, não se fez império sem a prevalência da engenhosidade feminina a despeito de muitas vezes se impor a ela a lei do silêncio!

Freud fez da mulher seu principal objeto de estudo, e como tal criou a Psicanálise com bases nos mistérios profundos, todos em grande parte pertencentes a natureza feminina – talvez por isso tanta rejeição a Freud?

Eh mulher a ti não há quem possa disfarçar o encanto e a inveja; o amor e o ódio; o sagrado e o profano!

Eis ao mesmo tempo a patrimônio psíquico de três mulheres no processo evolutivo da humanidade: Eva, Ísis e Maria.

Não é nenhuma coincidência, mulher, que as atividades imprescindíveis a vida, a alimentação, a medicina, a arte, a educação e segurança sejam todas oriundas da alma e intuição feminina!

Por tudo isso, e por muito mais, parabéns mulheres! E pelo amor de Deus e para  o bem de todos os homens, continuem mulheres!

Feliz todos os dias, mulheres!




Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A roda grande passando pela pequena

Gilvaldo Quinzeiro


No imaginário caboclo, desde a fundação de Canudos no sertão da Bahia (1893-1897), onde a seca e a fome fizeram da “fé” a enxada que escavava a solidariedade de um povo sem chão, o mito “da roda grande passando por dentro da pequena” foi sem dúvida nenhuma uma das mais engenhosas invenções da saga de Canudos.

A idéia de que uma “ roda grande passará por dentro de uma pequena,” é simplesmente assustadora e instigadora de uma reflexão. Seria esta passagem correspondente ao fim do mundo? Que roda grande é essa? Quem viverá para presenciar tal profecia?

O fato é que ainda hoje este mito sobrevive no imaginário nordestino, sobretudo no meio rural provocando apreensão e “matuteza”. Canudos ainda resistem?

Pois bem, às vésperas das eleições, o cenário montado, onde cabos eleitorais empunhando bandeiras e distribuindo “santinhos” dos candidatos, chamando atenção do povo - é de uma natureza tal que inspiraria um cordelista a escrever versos numa visão apocalíptica adver…

A FILOSOFIA CABOCLA, RISCAR O CHÃO.

Gilvaldo Quinzeiro

O caboclo quando risca o chão está pensando. Aliás, no caboclês ou no nheengatu se diz matutar. Riscar, pois, o chão com a ponta dos dedos, significa manipular com as mãos o abstrato, ou seja, pensar usando a “cabeça dos dedos”, termo bem apropriado para a filosofia cabocla. Diga-se de passagem, que a “filosofia cabocla” é única que tem explicação para tudo, do contrário o que seria o viver destes homens? “Quem não pode com a” rudia não pega no bote” - diz assertiva cabocla.
Besta é quem pensa que matuto não vive de matutar! Aliás, nas condições enfrentadas pelo caboclo, o pensamento que não corresponde à praticidade, é o mesmo que riscar o chão com o dedo para depois ter o risco apagado pelo vento, o que levou em seguida o caboclo a fazer uso de um graveto para, não obstante as intempéries continuar o seu pensar, isto é, riscando o chão.
Riscar o chão com o graveto em substituição aos dedos, não só significou apenas deixar marcas humanas mais pr…

Metáfora da natureza

A natureza....

quando ouvida no mais profundo do nosso silêncio...

nos dá ouvido

nos enraizando os sentidos... que dialoga quando se dá atenção....

nos fazendo ver além... o belo...