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As ‘jararacas’ e as varas curtas dos nossos dias!


Por Gilvaldo Quinzeiro


Sim, as cobras foram cutucadas com a vara curta, seja as de um lado, seja as de um outro! O ambiente político brasileiro, de uma hora para outra ficou peçonhento demais! Há mais cobras, incluindo as de duas cabeças, do que varas em condições de lhes cortar a cabeça.

O 13 de março, que se aproxima, poderá, se não haver a racionalidade, o bom senso ou o olhar apurado de uma águia -, expor ainda mais o velho ‘calcanhar de Aquiles’ da frágil democracia brasileira – e o presente de grego será o que nos espera?

É claro que o antagonismo, as manifestações entre os prós e os contras fazem parte do exercício da democracia. E como tal é salutar! O que se questiona é o ‘bote’ da cobra em indefesos calangos ao tomarem seus ‘banhos de sol’!

Inflamados os ânimos, PT X PSDB, todos querem ao mesmo tempo “matar a cobra e mostrar o pau”. A questão é que a natureza dos fatos é por demais complexa, e que não serão resolvidos em mera pancadaria: há jacarés a espera de uma oportunidade para emergirem do pântano!

A quem interessa, o quanto pior melhor?

O maniqueísmo à brasileira, exige uma saída. E não há outra saída senão a que assegure os princípios constitucionais, por mais estreita que seja!

As cobras, estas têm vida longa, e já deram prova das suas espertezas, seja as jararacas, seja as cascavéis. Elas estão por aqui desde a implantação do ‘paraíso’ – não se sabe, porém, se a serviço dos céus ou se dos infernos! Ademais, num ambiente infestado por ‘ratos’ como é o da nossa política, que cobra não corre o risco de ficar obesa e por consequência, lenta demais?

Por fim, um aviso ao galinheiro: as raposas estão chegando!









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