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Em tempo de crise, todo pau oco serve de esconderijo


Por Gilvaldo Quinzeiro


Em tempo de crise, incluindo a moral, e outras que tais, o pau que nos abunda, está longe de se tornar mole, pois, o teor da crise não se revela através de gráficos ou de comentários de cunho técnico - o teor da crise permanece obscuro!

A cada medida anunciada pelo governo: assombro! A cada assombro: uma medida. Enfim, tudo anda meio atravessado, como diria o caboclo, “como pau de lata”.

No meio de tudo isso, uma verdade precisa ser dita: perdemos o controle dos esfíncteres. Ou seja, até para se pensar é preciso ter muito cuidado, imagine agora, falar!

O dito acima, sempre me faz lembrar do velho Freud. Com ele aprendemos também sobre ‘merda’ – limite entre a barbárie e a civilização.

Até pouco tempo, eu vi alguns dos meus melhores amigos metendo o cacete no outro por conta das rupturas políticas – as ruas ganharam o serpentear das multidões – tudo rápido como veneno de cobras! Não havia quem não se sentisse picado!

Picasso pintaria melhor o quadro atual como fizera em Guernica, mas cá com os meus botões, os picas grossas’ parecem agora se dar conta de que tudo de repente ficou oco, incluindo as análises apressadas dos cientistas políticos.

Dizer que o Brasil caminhava para uma Venezuela, tudo isso foi dito. O que nunca foi dito é exatamente o que parece agora ser mais evidente: tem uma jararaca sendo cutucada a cada quarteirão!

Quando este povão começar a olhar para os lados com as suas vistas grossas por esperar, e nada: meu Deus!

Eu não tenho pena das galinhas, mas dos jacarés!

Amém?



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