Ôxente, o sertão ainda é o mesmo?




Por Gilvaldo Quinzeiro


Lampião deu a luz no sertão, quando Maria Bonita emprenhou-se pela vida de cangaceiro. Pela vida que se abria com a garganta rasgada pelo punhal, já que a morte marchava atrás de quem fosse seco.

 O sertão é aquele mundo perdido que, quando menos trovão, mais se ouve chuva de pedras!  Encontrar um mundo assim só no escuro.  

É, pois, neste mundo do mesmo Deus, onde Oscar Niemeyer poeta da arquitetura encravou as curvas no céu. O céu para o qual não existia deus algum – tudo enfim era concreto. Este mesmo mundo, com suas ilhas e penínsulas, onde José Saramago o arquiteto das palavras, concretizou o pensamento e a convicção no mundo.  Hoje, o que é ter pensamento e convicção?

Foram-se Lampião, Niemeyer e Saramago. Lamparina quase não se usa; da arquitetura poética, um sonho por vir; da obra de Saramago, "Que farei com este livro?"

Enfim, a luz chegou, a internet nos conectou, mas as mensagens de verdade estão vindo das ruas – com muito fogos!





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