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"Como um peixe fora d'água"



Por Gilvaldo Quinzeiro

 

Que o homem se adapta em qualquer ambiente, não há nenhuma dúvida sobre isso. A questão, porém, é se ele ( o homem), tem consciência de que habita um “aquário” do consigo mesmo (?).

Bem, assim como nem tudo que pertence ao rio é aquoso, o homem não é em si mesmo,  necessariamente,   o que pensa ser, tornando-se às vezes,  um “peixe” que de si  escapole.

Alexandre, O Grande, Napoleão Bonaparte  e outros que tais, eram “peixes grandes”,  que  engoliram o próprio aquário! Ai de nós “peixinhos” se tivéssemos disputando com estes, o mesmo espaço!

“O aquário” do consigo mesmo. Eis o mais profundo e significativo dos mergulhos.  É aqui no fundo da alma que pescamos a nós mesmos! É aqui onde muitos insistem em permanecer no raso, alimentando a fome das gaivotas...

Por falar na fome das gaivotas, vejo com muita preocupação a “praia rasa” em que muitos jovens estão se atirando. E a pergunta que faço é: em que tipo de “iscas”, os jovens estão se transformando?  Quem os quer pescar a qualquer custo?

Recentemente um vídeo ( já tirado do ar) da Igreja Universal do Reino de Deus, exibia  vários jovens, “os gladiadores”, em pose e disciplina militar, chamou-me muito atenção: por quem marcham os nossos jovens de hoje?

Em outras partes do mundo, muitos jovens, entre estes, muitas meninas, “as noivas jihadistas”,  estão sendo atraídas para fazerem parte de grupos extremistas muçulmanos.

Pois bem, somente com a maturidade, e olhe que muitos jovens não a atingirão, é que vamos nos dar conta de que ao longo da história pudemos ter sido apenas “isca”!

Haja tubarão por todos os lados!

Mas voltando ao “aquário do consigo mesmo”. Este “peixe” que de nós  escapa, pode ser exatamente, o melhor de que tínhamos, que,   ao invés de sê-lo, nos transformamos em meras “iscas artificiais”.

Sim, “iscas artificiais”, pois, estas e somente estas, atendem totalmente os desejos de quem as lança ao mar!

Por fim, “meu peixe”, não há missão mais nobre do que aquela em que,  para além das escamas, adentramos as nossas vísceras em busca do nossa mar interior!

 

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