O poder é bom, mas... Têm outros quinhentos



Por Gilvaldo Quinzeiro




O poder é bom, mas se exaure com o tempo. O dinheiro é a alavanca para quase tudo, mas se desvaloriza conforme os novos interesses.  A fama abre as mais diferentes portas, mas, não aquelas mais  acolhedoras...  Enfim não há ostentação que não se ofusque aos primeiros raios do sol – estes sim merecem mais do que aplausos, pois, sem qualquer alarde impõe respeito!

O anunciado acima abre uma reflexão acerca da busca do poder a qualquer custo. Ao longo desse texto, vamos chamar atenção para o perigoso mundo da fama e da ostentação – a febre do momento!

Pois bem, nestes últimos tempos temos assistido uma avalanche de noticias sobre escândalos na nossa política, envolvendo os chamados ‘medalhões’. Cito como  exemplo,  José Dirceu e José Genuíno, dois ‘josés’  membros do até então mais ético dos partidos políticos – o PT – ambos inspiradores para toda a militância jovem.

O que terá acontecido com estes dois grandes expoentes da nossa política, ao se verem no poder? Como será que se sentiram ao  ver  limitado a sua área de influencia a  uma  cela de uma prisão? Que danos terão estes cometidos ao inconsciente coletivo?

Estas perguntas não serão fáceis de serem respondidas nem mesmo pelos dois envolvidos, ou seja, por José Dirceu e José Genuíno, e muito menos por outrem. Estas questões  poderão se estender ao longo das gerações... E quem quer que ouse respondê-las, terá que olhar para dentro de si mesmo!...

Mas, como diz no jargão policial, “a casa caiu” não foi  só para os medalhões da nossa política. Estamos assistindo o desespero, a pequenez, dos donos das maiores empresas do Brasil, frente às investigações da Policia Federal, no que diz respeito aos escândalos da Petrobras. Em outras palavras, hábeis administrados; homens astutos nos negócios -  acuados e sem saídas!

Hoje, como no passado,  a nossa elite põe em prática o velho marketing: “quanto mais cabra, cabrito”!
  
Ao  falar em  marketing,  não posso esquecer do antes bem sucedido empresário  Eike Batista. Como explicar que, de uma hora para outra, a imagem de um grande empreendedor se derrete e se transforma em cinzas? Culpa do mercado? Culpa de quem?

Pois é... Diz o velho ditado que quando  “o urubu quando está de azar, até o debaixo caga no de  cima”.  Lembra daquele Juiz tirando onda no carro importado de Eike Batista?

A ostentação, meus caros, tem um preço! Às vezes o preço a pagar pelas suas consequências, não é feito em moeda, mas com a própria cara!

Eu não queria terminar este texto, falando de futebol, mas as prisões dos “medalhões” da FIFA efetuadas hoje  pela polícia dos Estados Unidos, parece colocar os nossos dirigentes futebolísticos na mesma seleção dos nossos velhos políticos.

É esperar para ver o final dessa partida!




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