A velha humanidade!


Por Gilvaldo Quinzeiro



Arquimedes, em seu tempo se ‘queixava’ da falta de uma alavanca para erguer o mundo. Vendo tudo pela ótica de hoje, constataremos que quase nada faltaria a Arquimedes. Porém, também para as nossas queixas, que ‘ferramentas’ nos estarão disponíveis?

A velha humanidade, como sempre, parece estar em trabalho de parto. Suas dores e contrações acompanham todas as gerações. Só o ‘rebento’ tarda vir! Enquanto isso, a pressa substituir a prece. O ‘bem’ faz o mal a quem quer que do ‘bem’ não faça parte. Em suma: o mal há por todas as partes, embora o ‘bem’ seja por todos plantado.

Em 1572, em Paris, católicos e protestantes deixaram as ruas da hoje, cidade luz, cobertas de corpos. Era tanta gente morta que até hoje não se sabe a quantia direito. Na conta de alguns, foram 2 mil mortos. Na conta de outros, 30 mil. O certo, porém, é que tal episódio passou para a história como a Noite de São Bartolomeu.

 Tudo isso, (pasme!) depois da festa de um casamento. A matança se espalhou por várias cidades da Franca. O maior número de mortos foi entre os protestantes. A guerra aqui era no coração da cristandade!

Se a história se repete, como alguns afirmam, pelo andar da carruagem, usando uma expressão saudosista, o mundo parece ir em passos largos para uma nova carnificina. Os líderes mundiais, declararam ‘guerra ao terror’. Ora, o ‘terror’ por si mesmo é invencível, dado ser da ordem daquilo que já nos alimenta.

Enfim, estamos de volta com as velhas encruzilhadas. “Se correr o bicho pega, se ficar, o bicho come”. Em outras palavras, a humanidade até aqui nada evoluiu – só polimos a alavanca. Arquimedes, em que pese a sua disposição, se sentiria ‘enferrujado’ diante do mundo – vendido como novo!

Que São Bartolomeu se apresse em sua prece por toda a humanidade, incluindo aqueles que não fazem prece alguma!









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