Pular para o conteúdo principal

Como permanecer de pé diante da pressão que nos enverga?


Por Gilvaldo Quinzeiro



O título acima parece de livro de autoajuda. Mas não é. Embora, eu já tenha pensado em escrever um. Quem sabe em breve? O texto a seguir vai se referir ao ‘coração’ das coisas. Das coisas feitas para se parecerem como tais e das coisas cujas aparências ocultam o seu ‘barro’ interior.

Depois da NASA anunciar evidência de água no planeta Marte, não tenho dúvida de que o próximo passo será a estrondosa revelação de que sempre tivemos ‘vizinhos’ espalhados pelo universo.  Aliás, quem nos plantou a ideia da existência de vida apenas na Terra, estava ‘seco’ de outras possibilidades!

Ora, é estranho pensar que somos os únicos passageiros do tempo. Logo, nós os ‘cupins’ da Terra!

Pois bem, em recentes imagens do telescópio Plank, da Agencia Espacial Europeia, os cientistas parecem ter se deparados com aquilo que muitos chamam de ‘universo paralelo’ ou múltiplos universos – trata-se de uma mancha estranha de luz brilhante, que pode ser o resultado da colisão de universos.

Meu Deus! E agora?

Bem, eu acredito numa coisa: o homem como sempre pensou ser, pode não passar de um mero engano. Ou seja, coisas há que delas nem imaginamos que só somos apenas seu reflexo. Platão por muito pouco não colocou a mão na coisa, que nos escapa! É dele, de Platão, o ‘sopro’ que ainda hoje nos faz zumbido!

Se olharmos bem a nossa volta, vamos nos dar conta de que vivemos hoje num mundo de sombras. Veja, não é que nos falta a luz, como na visão de Platão, mas o excesso dela, pode nos tonar completamente cegos. Em outras palavras, o excesso de informação, nos torna ‘boi encurralado’ que, quando enfezado se expressa cagando.

Sim, isso mesmo: ao lado de tanta coisa bonita, muita merda a ser apurada!

Por fim, o ‘barro’ das coisas é o mesmo. A diferença entre estas é o ‘dedo’ com que estas nos apontam!





Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A roda grande passando pela pequena

Gilvaldo Quinzeiro


No imaginário caboclo, desde a fundação de Canudos no sertão da Bahia (1893-1897), onde a seca e a fome fizeram da “fé” a enxada que escavava a solidariedade de um povo sem chão, o mito “da roda grande passando por dentro da pequena” foi sem dúvida nenhuma uma das mais engenhosas invenções da saga de Canudos.

A idéia de que uma “ roda grande passará por dentro de uma pequena,” é simplesmente assustadora e instigadora de uma reflexão. Seria esta passagem correspondente ao fim do mundo? Que roda grande é essa? Quem viverá para presenciar tal profecia?

O fato é que ainda hoje este mito sobrevive no imaginário nordestino, sobretudo no meio rural provocando apreensão e “matuteza”. Canudos ainda resistem?

Pois bem, às vésperas das eleições, o cenário montado, onde cabos eleitorais empunhando bandeiras e distribuindo “santinhos” dos candidatos, chamando atenção do povo - é de uma natureza tal que inspiraria um cordelista a escrever versos numa visão apocalíptica adver…

A FILOSOFIA CABOCLA, RISCAR O CHÃO.

Gilvaldo Quinzeiro

O caboclo quando risca o chão está pensando. Aliás, no caboclês ou no nheengatu se diz matutar. Riscar, pois, o chão com a ponta dos dedos, significa manipular com as mãos o abstrato, ou seja, pensar usando a “cabeça dos dedos”, termo bem apropriado para a filosofia cabocla. Diga-se de passagem, que a “filosofia cabocla” é única que tem explicação para tudo, do contrário o que seria o viver destes homens? “Quem não pode com a” rudia não pega no bote” - diz assertiva cabocla.
Besta é quem pensa que matuto não vive de matutar! Aliás, nas condições enfrentadas pelo caboclo, o pensamento que não corresponde à praticidade, é o mesmo que riscar o chão com o dedo para depois ter o risco apagado pelo vento, o que levou em seguida o caboclo a fazer uso de um graveto para, não obstante as intempéries continuar o seu pensar, isto é, riscando o chão.
Riscar o chão com o graveto em substituição aos dedos, não só significou apenas deixar marcas humanas mais pr…

Metáfora da natureza

A natureza....

quando ouvida no mais profundo do nosso silêncio...

nos dá ouvido

nos enraizando os sentidos... que dialoga quando se dá atenção....

nos fazendo ver além... o belo...