Um dia é da folha, outro dia é do vento. O amanhã será do fogo e das trempes?
Por Gilvaldo Quinzeiro
Um dia é da folha, outro dia é do vento. O amanhã será do
fogo e das trempes? Parece poético isso, mas não é, trata-se apenas do chão e
das estradas em que raramente se encontra um vivente, que se
sinta, de fato, fazendo parte de alguma coisa! Está todo mundo com o ‘rabo
entre as pernas’!
Pois bem, nestes dias de muitos monturos, e pouco terreiro,
a medida que se varre, mais surgem as ‘gripes’ oportunidades!
Certamente os nossos dias são dominados pelas grandes tempestades. Não há uma arvore sequer em pé, e muito menos
folhas. Tudo é o chão varrido!
Se tivéssemos atento a isso, não estaríamos nos sentindo na
‘chuva’ depois da passagem dos vendavais!
De todos os homens, Sócrates, foi sem dúvida o mais sábio e
atual – é dele a famosa frase - “só sei
que nada sei”. Talvez por isso nada tenha escrito!
Tudo hoje contraria as velhas fórmulas, os velhos preceitos
e “as velhas opiniões formadas sobre tudo”, como diria Raul Seixas.
Por fim, vivemos hoje difíceis travessias, e a questão não é
mar a nos afogar ou a seca, que nos estorrica, e sim a onda de incerteza, que
só nos faz diminuir a cabeça, e aumentar a bunda!
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