Pular para o conteúdo principal

o falo de Deus?



Por Gilvaldo Quinzeiro

 
 

A árvore que me inspirou a escrever este texto é a foto acima. Quanto a seu fruto, não sei se vingará, mas ao menos da sua sombra eu serei seu inquilino.

Ei-lo.

Quando a “seca” é de homens, a natureza que é fonte e fincada em si mesma, “trepa” no lugar do vir a ser. Amanhã o que será  dos homens com suas raízes de fora?

O falo de “Deus” é bem maior do que todas nossas cabeças juntas -  estejam estas “pensando” ou não! Por isso,  a natureza brota todos os dias  do  que e por que  não se pensa ainda,  tal como  aquele galho de árvore (ver a ilustração) “assanhadinho” ! Você o viu ou viu apenas você nele?

Veja quão é complexa a natureza: até a antropomórfica se finca!

 Pois bem, sobre o homem há realmente o que se pensar: o que é ainda o falo?

Eu falo: é a “massa argilosa” com a qual não se ergue mais parede!

Em outras palavras, a natureza é o homem na sua bruta massa de fazer o pote, e como tal,  este também  é  rudia  quando  não se aprofunda  nas coisas em que também lhe faz ser de água.

Portanto, “porreta” mesmo é a natureza que se transforma o tempo todo em tudo, sem fazer  disso qualquer ostentação!

Ostentação! Não será esta a palavra mais apropriada para designar  “o  falo” no qual os homens de hoje se enraízam? E o gozo é da ordem de quê?

Santa árvore desta minha inspiração!  Quanto emaranhando ficou este   estéril texto. Por fim me finco!

 

 

 

 

 

 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A roda grande passando pela pequena

Gilvaldo Quinzeiro


No imaginário caboclo, desde a fundação de Canudos no sertão da Bahia (1893-1897), onde a seca e a fome fizeram da “fé” a enxada que escavava a solidariedade de um povo sem chão, o mito “da roda grande passando por dentro da pequena” foi sem dúvida nenhuma uma das mais engenhosas invenções da saga de Canudos.

A idéia de que uma “ roda grande passará por dentro de uma pequena,” é simplesmente assustadora e instigadora de uma reflexão. Seria esta passagem correspondente ao fim do mundo? Que roda grande é essa? Quem viverá para presenciar tal profecia?

O fato é que ainda hoje este mito sobrevive no imaginário nordestino, sobretudo no meio rural provocando apreensão e “matuteza”. Canudos ainda resistem?

Pois bem, às vésperas das eleições, o cenário montado, onde cabos eleitorais empunhando bandeiras e distribuindo “santinhos” dos candidatos, chamando atenção do povo - é de uma natureza tal que inspiraria um cordelista a escrever versos numa visão apocalíptica adver…

A FILOSOFIA CABOCLA, RISCAR O CHÃO.

Gilvaldo Quinzeiro

O caboclo quando risca o chão está pensando. Aliás, no caboclês ou no nheengatu se diz matutar. Riscar, pois, o chão com a ponta dos dedos, significa manipular com as mãos o abstrato, ou seja, pensar usando a “cabeça dos dedos”, termo bem apropriado para a filosofia cabocla. Diga-se de passagem, que a “filosofia cabocla” é única que tem explicação para tudo, do contrário o que seria o viver destes homens? “Quem não pode com a” rudia não pega no bote” - diz assertiva cabocla.
Besta é quem pensa que matuto não vive de matutar! Aliás, nas condições enfrentadas pelo caboclo, o pensamento que não corresponde à praticidade, é o mesmo que riscar o chão com o dedo para depois ter o risco apagado pelo vento, o que levou em seguida o caboclo a fazer uso de um graveto para, não obstante as intempéries continuar o seu pensar, isto é, riscando o chão.
Riscar o chão com o graveto em substituição aos dedos, não só significou apenas deixar marcas humanas mais pr…

Metáfora da natureza

A natureza....

quando ouvida no mais profundo do nosso silêncio...

nos dá ouvido

nos enraizando os sentidos... que dialoga quando se dá atenção....

nos fazendo ver além... o belo...