Pular para o conteúdo principal

Quem nunca "petistamente" se apaixonou?


Por Gilvaldo Quinzeiro

 

Nada melhor para  uma analogia com atual crise politica brasileira, notadamente no  governo do PT, com a paixão.  Ou seja, a paixão nos leva as mais lindas paisagens, e somente quando esta acaba, é que finalmente vamos nos dar conta, de que era no pântano que estávamos atolados!

Eu escrevo este texto não com sadismos, nem com o oportunismo. Aliás, sem “ismo” algum,  mas, como diriam os jovens de hoje com muita  “sofrência”!

Atire a primeira pedra quem nunca “petistamente” se apaixonou!

Ora, este tom choroso desse discurso, lembra-me Lupicínio Rodrigues – aquele que sempre estava à procura de uma “nova paixão”.

Pois é... O difícil é encontrar agora quem assuma que um dia morreu de amores pelo PT!  

Veja o que é o contexto. Isto é, o que hoje  é a tampa, amanhã, o destampado. Ficamos nus somente agora ou “aquilo que antes era roxo” sempre vivia com a cara de fora?

O discurso, meus amigos é como a água de um rio: só corre para o mar. Ou seja, nadar contra a maré não é para qualquer peixe. O PT neste atual contexto é “calambanjo” agonizando na lama!

A questão  é que neste “brejo da nossa politica” não são só os sapos que habitam. Os jacarés de papo amarelo agora entoam seus cantos! E lá no fundo daquela loca tem uma sucuri gigante matando todas as esperanças!...

Esta crise política expõe a nossa sede. Esta sede não tem sua  origem em outra coisa, senão  na “seca de homens”. Eu já venho falando disso há um bom tempo. Os homens não são  fieis como os cães. Talvez,  por isso mesmo os seus ossos ( o dos homens)  são bem enterrados!

Mas voltando a falar do discurso. Quem ainda o tem? O problema  não é o silencio total, mas   apressa para se desvencilhar do que ainda nem bem acabamos de expressar, e logo em seguida  ter que “desdizê-lo”.

E agora companheiro?

 

 

 

 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A roda grande passando pela pequena

Gilvaldo Quinzeiro


No imaginário caboclo, desde a fundação de Canudos no sertão da Bahia (1893-1897), onde a seca e a fome fizeram da “fé” a enxada que escavava a solidariedade de um povo sem chão, o mito “da roda grande passando por dentro da pequena” foi sem dúvida nenhuma uma das mais engenhosas invenções da saga de Canudos.

A idéia de que uma “ roda grande passará por dentro de uma pequena,” é simplesmente assustadora e instigadora de uma reflexão. Seria esta passagem correspondente ao fim do mundo? Que roda grande é essa? Quem viverá para presenciar tal profecia?

O fato é que ainda hoje este mito sobrevive no imaginário nordestino, sobretudo no meio rural provocando apreensão e “matuteza”. Canudos ainda resistem?

Pois bem, às vésperas das eleições, o cenário montado, onde cabos eleitorais empunhando bandeiras e distribuindo “santinhos” dos candidatos, chamando atenção do povo - é de uma natureza tal que inspiraria um cordelista a escrever versos numa visão apocalíptica adver…

A FILOSOFIA CABOCLA, RISCAR O CHÃO.

Gilvaldo Quinzeiro

O caboclo quando risca o chão está pensando. Aliás, no caboclês ou no nheengatu se diz matutar. Riscar, pois, o chão com a ponta dos dedos, significa manipular com as mãos o abstrato, ou seja, pensar usando a “cabeça dos dedos”, termo bem apropriado para a filosofia cabocla. Diga-se de passagem, que a “filosofia cabocla” é única que tem explicação para tudo, do contrário o que seria o viver destes homens? “Quem não pode com a” rudia não pega no bote” - diz assertiva cabocla.
Besta é quem pensa que matuto não vive de matutar! Aliás, nas condições enfrentadas pelo caboclo, o pensamento que não corresponde à praticidade, é o mesmo que riscar o chão com o dedo para depois ter o risco apagado pelo vento, o que levou em seguida o caboclo a fazer uso de um graveto para, não obstante as intempéries continuar o seu pensar, isto é, riscando o chão.
Riscar o chão com o graveto em substituição aos dedos, não só significou apenas deixar marcas humanas mais pr…

De grão em grão se faz um espelho: você!

Por Gilvaldo Quinzeiro

O espelho é assim: até que você enfim se reconheça, tudo é você imerso em tudo.
Porém, nem se apresse demais, e muito menos seja por demais tardio no ato de reconhecer-se, pois, de tudo isso, você não passa apenas de um fragmento!
Acalme-se!
Seja enfim, e inteiro nesse fragmento, o todo lhe agradecerá imensamente!
Há um problema, contudo, e que espero que seja apenas um modo de dizer: é saber realmente quando este espelho nos apresenta trincado!
Uma coisa é certa neste atual momento: precisamos fincar bem os olhos em tudo! Tudo é: nós mesmos até de fato sabermos quem somos!
Por fim, dialogue e aprenda mais com qualquer grão de areia: isso lhe fará mergulhar profundamente no mar da sua existência!